Página de Walter Eudes

01/02/2016

POEMAS, POESIAS E COMENTÁRIOS – FACE À FORA…

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 02:09

DEPOIS QUE NOS DEIXAREM EM PAZ…

Depois de pararem de perseguir, caluniar, censurar…
Vamos poder lutar por mais harmonia entre todos e fazer esse mundo melhor e mais justo acontecer.

Depois que cansarem de nos odiar,
Vamos poder espalhar nosso amor nato, pra todas e todos.

Quando desistirem de nos destruir,
Vamos estender as mãos, (pra eles também!) e convencer a cada pessoa que ser solidário é bem melhor que competições, que um abraço é mais forte que um insulto.

Depois de…. Nos virem como loucos, vamos dispor nossa genialidade nata.

Até lá, vamos lutando pra sobreviver nesse marasmo de injúrias e perseguições… E zelar nas gavetas da alma nossa utopia desse mundo possivel e bem melhor.

Sigamos!!
A luta não pára.

(30/JAN/2016)

 

ESPIRITUALIDADE E MERCANTILISMO NO NATAL

Independente das complexas teses e teorias sobre o nascimento de Jesus Cristo, que divergem em tempo local e modo; independente dos perfis aplicados a Jesus ao longo de quase 2000 anos, especialmente (e praticamente) pela Europa, a partir dos interesses conjuntarais de cada época… Estar-se no século XXI, e foi assim em boa parte do século XX, a assistir uma supremacia de mercado consumista ante a algum aspecto espiritual. Daí, encontrar, alcançar misticamente/espiritualmente o nascimento de Jesus, é muito dificil. Raríssimas pessoas conseguem. (23/DEZ/2015)

 

QUANDO BRILHA UMA ESTRELA VIL

Criam fábolas mil, os que querem perdurar a farsa/ de um mundo justo, mas injusto a quem nele se esforça em manter-se digno e são.

Mentem cumplicidade os que promovem a exclusão / e dominam as forças que impõem perversa alcunha de fracasso aos que nem chance tiveram

insistem os que se auto-conclamam superiores e melhores em pôr por invisíveis, legiåo de seres maltratados / acotovelam-se por migalhas, das gente de bem e sucesso. Desesperam os momentos de que consciencias simulem algum modo piedoso, caridoso e de partilha: se consegue alguma ajuda.

Tempo breve o natalino, que a miséria é razão de auxílio imediato.

Novo ano se aproxima, seguem os tais bem sucedidos , galhorfando de infelizes, fracos, frágeis e incapázes de se encontrar como gente, nesse mundo tåo belo

Não mais lágrimas um tem, por nada ter o que comer / nem no Natal nem todo o ano

Não mais vergonha, um outro possui, por já velho não saber ler

Nem revolta a uma outra, pela sina de toda vida: sem teto, sem família, a perambular…

Seres que teimam pela vida!! (felizmente). Inda que haja tanta sobra, tanto acúmulo nos outros felizes, sucedidos e descentes.

É natal e há quem pense, que a bondade reina.

(20/DEZ/2016

 

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Esta foto há alguns anos surge e ressurge como “um feito louvável de humildade e esforço”…

Mas há uma outra leitura…

Ali é Africa provavelmente. Ali há milenios de cultura… Jogos infantis e adolescentes é o que não falta (a maioria ecologica, de interaçåo com a natureza). Mas o COLONIZADOR EUROPEU, especialmente o inglês, incutiu valores estranhos ali. Impôs padrões, modos e tudo mais que levam as pessoas nativas a ALCANÇAR DESESPERADAMENTE àqueles valores ali incutidos como os melhores…

Muito triste não é??
Daí surge uma forma de GROTESCO, num simulacro paupérrimo por falta das condições da referencia (no caso a industrialização).

Por outro lado, há uma construção de ASSIMILAÇÃO da cultura invasora, e o que pode ser alcançado já completo, pronto, por ser importado, tem que passar pelo clive da tradição local, se submeter à estrutura antropológica milenar.
Neste caso, mais triste ainda, por se dedicarem ao esforço de assimilação de um estrangeirismo e, talvez, percam tempo e esforços em manutenção de seus modos e cultura

Em ambas linhas propostas, NÃO HÁ O QUE NO BRASIL, AO MENOS NO BRASIL, EM REGRA PROPÕEM DE LEITURA: “compadecer-nos nas carências materiais, entendendo que é possível a felicidade nas adversidades, basta querer”. Ridículo. (e tem gente que ainda bota Deus de algum modo no meio disso… Pode??)

(06/DEZ/2015)
Politica näo é religião pra ter crença. Política não é esporte pra torcida ficar a favor ou contra…
POLITICA É CIÊNCIA E HISTORIA!!
No Brasil, AGORA (também na AL) as forças que dominaram os Governos durante a segunda metade do século XX, e que “herdam” seu formato de gestão estatal de castas há séculos anteriores, não suportaram ver DAR CERTO um modelo de Geståo Publica com tônica popular, com prioridade para as classes de baixa renda, com releitura das instituições de Estado, para estas atenderem a TODOS nacionais…
A Elite brasileira e seus e suas apoiadores espalhados por todas as classes, NÃO SUPORTARAM um modelo de Gestão ANTI-SUBSERVIENTE, buscando a promoção e valorização das instancias internas, em detrimento da estrangeira…
Esse “não suportar o êxito das esquerdas” por hora se concentra nas “pedaladas” e no impeachment .. Tentaram de todo jeito!! Há uns dez anos, a Direita vem desesperadamente querendo destruir esse Governo e o de Lula e o de Dilma numa estratégia de ocultar pra baixo do tapete da contemporaneidade a CRUELDADE, OMISSÃO E INGERÊNCIA HISTÓRICA que tiveram com a coisa publica, com o País por muitas e muitas décadas!!
Conservadores que são, a maioria prefere persistir no egoismo elitista e criar seus filhos para aceitarem como natural várias crueldades impostas à populaçåo brasileira, sendo que algumas dessas foram revertidas ou minimizadas pelos Governos Lula e Dilma.
NÃO SUPORTAM ver dar certo, e internacionalmente, governos que prestigiaram o que mais eles rechassaram: o povo, especialmente os mais pobres.
Se não vencerem agora, com o impeachment  vão inventar qualquer coisa daqui hã uns meses… Não våo desistir os/as que não querem fazer uma releitura histórica do Brasil, que construíram suas atuações no Brasil em tônica dominadora, opressora, bem ao estilo colonialista.
(06/DEZ/2015)
A TIRANIA NÃO VENCERÁ!!

Pelo que estamos tolhidos em viver
Pelo que muitas e muitos poderão viver num futuro breve e longícuo
Pelo que ocorreu no Brasil…

LUTE SEM ARMAS!! USE O VOTO, SUA VOZ, A COMUNICAÇÃO, SUA ARTE, SEU RISO E SUA FORÇA.

CANTE, DANCE, FALE, PINTE, ABRACE, CAMINHE, CORRA, PULE…

A Democracia, assim como um País, se faz a cada dia!!

Viva a Democracia!! Viva o Brasil!!

(15/DEZ/2016)

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DO QUÊ ESTAMOS FALANDO?

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 00:58

Estão ruindo velhas estruturas sociais no mundo, velhas consolidações que mantinham-se coesas e referenciais por muitas décadas… Estruturas que nem as duas grandes guerras abalaram. Perceba-se as crises econômicas mundiais dos últimos anos, comparadas somente a de 1929. O modo de comunicação e de registros de dados: a sedimentação da poderosa internet. A constatação do perigo ecológico que chegou às civilizações contemporânea, ameaçando o Planeta de existência futura e a já comprovada extinção de centenas de espécimes. Ocorre (nos parece) que a Era Industrial, com sua vertiginosa expansão “adiante!” está se auto-implodindo. A indústria, em suas sem números de áreas e de vários portes, está a sofrer os ônus de seu deslanchar… Há excesso de produção em varias áreas, complicando pelo avanço tecnológico com maquinários mais rápidos e eficientes; os custos naturais da indústria, sua entropia, mostra ser aquela injustificável – ao menos do modo como se configura atualmente. E há um crescente populacional recusando esse expandir sem limites e sem medir os ônus. No Japão, Fukushima botou “em xeque” o que já vinha mau – porquê o Japão até aí era um “mito econômico-tecnológico”; fim do mito. O Brasil de 2015 vê a maior tragédia ambiental da história desse país, MATAR por décadas!!, mais de 700 km de rio tropical de médio porte. Outros mais acontecimentos trágicos de grandes proporções, por 100% de interferência humana, provam a falência do modelo industrial moderno. Observe-se as comunicações, pessoais e institucionais, civis e de governos, perceba-se quão enorme a mudança de procedimentos e hábitos… Algumas grandes cidades no mundo estão em níveis tão alarmantes de poluições que a calamidade beira ao trágico. Urge repensar tudo!! São Paulo, Paris e Barcelona, criam espaços de grandes e centrais avenidas livres de automóveis aos domingos. Cada vez mais pessoas buscam a (RE)naturalização e reaproximam-se do verde vegetal. Muitas alternativas pra tudo surgem de todo lugar do mundo. Parece ser uma resposta à crise generalizada que vivemos, a saudável criatividade… Politicamente, pendengas entre nações rivais caem num prisma de patético lamentável, quando há muito o que fazer, e todos são necessários. Internamente nas Nações é geral muita insatisfação e é comum elencar algum Bode Expiatório pra aliviar as tensões de quem não consegue enxergar de jeito nenhum que o mundo afundou. Alguns parâmetros “seguros” que há mais de 100 anos atendiam as expectativas do viver social, ruíram de vez! Estamos somente assistindo o protelar do anúncio derradeiro: “assim não dá mais!!” É o caso da Metrópole como das maiores e significativas resultância do mundo em progresso: o que era tão alardado como êxito civilizatório, mostra-se em seu formato, um caos… Mobilidade, habitação, saneamento, lazer, ecologia, saúde… O formato em que chegaram as centenas de metrópoles em todo o mundo é puro fracasso. Ou revisa-se ou a vida nelas será uma grande quimera… Da industrialização que partimos nesta breve reflexão… para dizer que ela findou seu ciclo inicial, que precisa rever radicalmente seu modus operandi, que o mundo afundou!! É disso que estamos falando.

Uma democracia fortalecida

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 00:54

Impensáveis os rumos tomados por esta jovialíssima Democracia Republicana Brasileira… Que tenha-se consolidado o voto direto, que tenha-se preservado sem restrições a liberdade de expressão individual e coletiva, a garantia do pluripartidarismo, a sedimentação da Constituição de 1988, entre outros aspectos clássicos da Democracia, estávamos mesmo eufóricos pelo maior tempo perdurado de sucessões governamentais pelo voto direto (e universal!) de toda a história da recentíssima República… Agiganta-se incrivelmente essa Democracia com suas novas nuances surgidas na última década, sem ter inclusive, um núcleo único, central, gerador de seu desdobrar, na verdade são várias as fontes do Renovar Democrático Brasileiro, um aprofundamento não previsto, mas de uma coesa e salutar dimensão que está ainda a estarrecer aos brasileiros: diz-se de fortalecimento de instâncias decisivas nos rumos republicanos, a exemplo do colossal fortalecimento do STF ao se popularizar pela mídia convencional e internet, e traçar elo direto com a população brasileira, rompendo o histórico ciclo de instância seleta, de raríssima visibilidade, por tanto, de grande alheamento da imensa população; das Leis certeiras e corajosas dos governos Lula e Dilma em culpabilizar não só a corruptos, mas a corruptores; também nessa última década a ausência de interferência às instâncias investigatórias, outrossim, apoio e reconhecimento aos trabalhos da Polícia Federal, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União; da participação direta da população em praticamente todas as áreas de vivência social, através das dezenas de Conferências Nacionais, tendo início nos municípios; discussão social e aprovação de Estatutos vários de minorias políticas e grupos vulneráveis de nosso status quo; quantas as Audiências Públicas em dezenas de questões? Quantas tantas Consultas Públicas de interesses vários, antes das decisões governamentais?… O que dizer da livre participação popular em torno de ideias que mais lhe aprovem? De manifestos coletivos de rua, nas redes sociais, em alguma mídia democrática… Dada esta frutífera fase de nossa jovem Democracia, cumpre reconhecê-la como ao que possa ter havido de mas benfazejo na Nova República, desde a promulgação da Constituição de 1988. Sigamos fortalecendo-a!

Portal da Transparência, um desafio da era da informação

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 00:52

A informação é artifício humano tão antigo quanto a própria humanidade. Desde as primeiras socializações, ainda no paleolítico, já havia a atenção de registro de informações, havia técnicas de divulgar mensagens úteis às coletividades de então. As pinturas rupestres nos mostram gravuras de caça e modos de caça, principalmente – é a informação apresentando a experiência de grupos de indivíduos a outros grupos vindouros, às gerações próximas, mensagens que de forma alguma estão no campo do mero lúdico, mas sinalizam alguma intenção de facilitação de vida e melhoria de qualidade de vida dos próximos indivíduos daquela geografia específica. Assim é o conceito original da informação: ser útil à coletividade, dinamizadora da vida social, seja vida social primitiva ou complexa. Na contemporaneidade, os interesses diversos em torno da informação, acumulados através de séculos de experiência humana, adquirem várias nuances práticas e podem estar a serviço de diversas objetividades, mas não haverá supressão de seu conceito original: artifício que serve a toda a coletividade em vistas de sua melhoria de qualidade de vida. Entendendo a noção de Estado moderno como ente servidor de uma dada população, com poderes de legislar sobre tudo que é de interesse desta mesma população em prol de seu benefício, percebemos como importante acerto do Governo Brasileiro a concepção e exigência aos entes federados de criarem os Portais da Transparência. Este instrumento dispõe à população informações de todo e qualquer item orçamentário dos entes federados. Cumpre com o importante papel de esclarecer à coletividade qual o perfil financeiro do Poder Público. Ao tempo de servir como publicação oficial de aplicações de recursos públicos pelos Gestores, é ferramenta significativa para a sociedade civil fiscalizar os gastos e exigir suas corretas aplicações. É exemplo de informação tratada com a devida seriedade que à mesma deve-se dar no momento histórico que vem sendo classificado como Era da Informação, tal a importância que se tornou esse artificio na contemporaneidade.

18/10/2015

OS FRAQUEJANTES

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 07:33

OS FRAQUEJANTES

Choro as dores d’ África Brasil
de seus descendentes pelas ruas humilhados
resistindo à vida a negar reação, a clamar piedade
por esmola, atenção, pão

Invisíveis ao mundo acertado
das ganancias e vaidades
da grana e do poder…

Seguem cabisbaixos,
num clamor desesperado
da certeza do terrível a viverem:
são largados e legados à margem desse viver
que se diz acertado.

Há décadas se repete as lamúrias destes seres
já choraram as chibatas, o sangue a espirrar,
açoites diários…
Vivem agora, no oculto desse mundo,
que se diz acertado.

Não lhes bastam tamanha crueldade
ajuntam o horror da alcunha de incapazes,
inaptos e fraquejantes,
desse belo mundo acertado.

CULTURA NORDESTINA: FORÇA NA ADVERSIDADE

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 07:28

“O sertanejo é antes de tudo, um forte”. Euclides da Cunha formulou essa conhecida afirmativa de forma conclusiva e não apenas literária. Chega a ser objeto científico de estudo por várias áreas do saber científico a determinação pela vida, do sertanejo, do nordestino. E é pela vitória da adversidade, pela sobrevivência coletiva que eclodem manifestações culturais diversas, consagradas e incorporadas por todo o Brasil e se espalhando pelo mundo. Não só o povo sertanejo, do Nordeste Brasileiro, este a enfrentar grande flagelo natural da região: a seca, mas gentes de outras faixas de biomas do Nordeste, enfrentando outros desafios, vão encontrar no período de colheita agrária típica da região, também período chuvoso, a inspiração natural para criações de arte e cultura que cada vez mais vem se refinando e se diversificando. Cada traço estético do período junino no Nordeste brasileiro tem um fio histórico merecedor de um minucioso e atento debruçar, paciente e dedicado. Estilos musicais completos, inscritos ou a serem inscrito na história mundial da música que, assim como suas respectiva danças correspondentes, constituem corpo completo de estilo artístico tal qual exige a teoria musical. Forró, xaxado, xote e baião fazem parte do estilo junino nordestino que firma-se na primeira metade do século XX, sedimenta-se a partir dos anos 50 no Brasil e adentra no século XXI sendo praticados por grupos musicais e de dança de várias partes do mundo. Mas ritmo e melodia, junto com a dança, não vão ser as características únicas desse estilo musical… some-se os temas poéticos das composições, a linguística em versos, tem-se um perfil profundo do nordestino como um todo. Complexas e comoventes poesias retratam a vida dessa gente, em sucessos e fracassos, alegrias e tristezas, desafios e conquistas, mistérios e costumes. Junte-se a culinária típica da época, trajes e uma rica e bem distinta plasticidade, tem-se um complexo sistema cultural próprio, digno de uma reverência consciente, de que uma região de grande país, pôde estabelecer com seu locus habitat, com seu historicismo, sua economia e política, específica criação coletiva de expressão cultural original e, repita-se, completa.

Evoé!… Liberdade, criatividade e democracia

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 07:26

Não há dúvida dos benefícios individuais e coletivos do carnaval brasileiro, mesmo que seja a alguém unicamente espectador, mesmo apenas pela televisão. O palco por excelência de desenvolvimento das artes do festejo, a dança, a música, a poesia está no meio da rua! Nada mais combinado com liberdade e, garantido acesso irrestrito, democrático. Criativo por gênese, o Carnaval é espécie de catarse coletiva de ocultos e reprimidos desejos, de renovação e associação com situações de vida próximas ao êxtase de felicidade: quer-se felicidade no amor, quer-se um riso e alegria perene, quer-se lançar-se a qualquer forma de expressão cultural sem os ditames técnicos ultra-exigentes, estão em iguais reconhecimentos de êxito o passo do bailarino profissional do frevo e o grotesco gingado de quem pouco pratica a dança. Uma real fantasia de felicidade de três dias (mais sábado de Zé Pereira e quarta-feira ingrata) é permitida a quem aceite vivenciar premissas civilizatórias altivas, mas tem que ser coletivamente: liberdade, criatividade e democracia…. O resto é puro usufruto, pura consequência: vemos paz, alguma ou muita, numa multidão de quase 2 milhões de pessoas em torno de alegoria mote(Galo da Madrugada), que mais é pretexto de se lançar ao urbano, subvertendo-o de sua lógica hegemônica: frenético-cronológico-laborativo. Pernas pro ar, banho de mar, fuga do ônus da formalidade cotidiana, exercício de tropicalismo coerente: saltar feito pipoca atrás do trio-elétrico, atrás da orquestra – suar, e suar muito, tropicalisticamente. Certa a alegria, especialmente se vivenciada com a superação de preconceitos às diversidades, justo a contemplá-las e também apresentá-las. Espetáculo onde todos são ao mesmo tempo espectadores e artistas, só o Carnaval tem apresentado ter tamanho potencial e, se é o carnaval brasileiro, é enriquecido incrivelmente, dada a magnífica pluralidade de miscigenação de nossa formação. Evoé!

01/08/2015

Surpreende o comum, natural

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 12:04

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VISTA AÉREA:    LANO  2010

FOTOS DO RIO:    WALTER EUDES  31 de julho de 2015

17/11/2014

Eleições brasileiras: um exemplo

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 12:49

Não há outra força que oriente os brasileiros a pensar em outro assunto, todos juntos. Muito porque é obrigado votar, mas muito também porquê Política, Governos e Estado interferem na vida de todos. Não há unanimidade nas religiões, nos esportes, nas festas regionais, nas artes, nos modos… Qualquer movimentação da população nacional só encontra nas Eleições a participação de todos- até quem não vota, diz “Não!” e portanto reconhece, interage com o Pleito. Essa é na atualidade a maior força aglutinadora da Pátria Brasil e, mais uma vez acontecer as Eleições Diretas para Presidente, é um exemplo significativo para o mundo de que é possível, ainda, se chegar aos Governos sem a violência generalizada com muitas vítimas de guerra pelo poder como está ocorrendo hoje em muitos locais do mundo, como mostra a história. Ainda longe de sermos uma Democracia Exemplar, somos Excelência em Eleições, é legado coletivo grandioso que o Brasil inscreve na historia das civilizações modernas ao modo que lhe é peculiar: criativo, coletivo e festivo. Sobra-nos essas características de Povo, onde nos falta as marcas seculares e milenares das referências que usamos para nos firmar: nossos livros sagrados, nosso idioma, nossos trajes, nossas habitações, nosso saber oficial, nossa medicina, a culinária, o lazer, as históricas cidades, as grandes personalidades… quase tudo vem de fora… O que nos é próprio? É este imenso “caldeirão mágico” que dá sentido a muito do que a parte do mundo é improvável. Abrace um amigo, uma amiga que votou “no outro lado”. Celebre esse bem de todos nós, que construímos juntos: a brasilidade. Festeje a Democracia. Regozije-se nesta maestria exemplar: as eleições no Brasil.

ADEUS RECIFE VELHO

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 12:42

 

Vai sendo legado apenas à memória de antigos recifenses o que foi e como foi muito do viver nesta cidade. É uma rotina histórica. Gerações e mais gerações contam alguma saudosa vivência que não mais se tem, não mais se usufrui. Alguma fotografia, alguma crônica ou poema nos diz das Maxombombas (transporte urbano), algum relato, até mesmo recente, nos fala de uma pracinha perdida para novos traçados urbanos, lá se foi a pracinha das imediações do Marco Zero… De um templo da boemia, de onde sentiu-se pelos poemas o Recife, o Bar Savoy e seus tantos copos de chopps, se foi. Alguém que em comovida lembrança, volta a um passado não tão distante mas muito diferente, narra os famosos e disputados Corsos carnavalescos: filas longas de automóveis em folia de momo. Já não há, quarteirões inteiros de casarões seculares, agora há a Dantas Barreto. O que possa ter sido um alívio pela extinção, dado um progresso constante, deixa-nos uma desolada saudade: nunca mais ônibus elétricos e suas bananas (cabos e força elétrica) saltando dos trilhos, parando o trânsito e obrigando o motorista a exercer suas habilidades circenses, em plena avenida, em pleno rush. São patrimônios coletivos e históricos que muitas vezes não são reclamados pela coletividade ou por pessoas de maior influência e poder na urbes, simplesmente somem, e muitas vezes nem mesmo uma sutil memória lhes são legados. Na contramão da tendência estão uns poucos museus e institutos e pouquíssimos profissionais que desesperadamente tentam a preservação de muitos tesouros coletivos; aí estão os esforços de Gilberto Freyre com a FUNDAJ, da antiga sociedade do Instituto Arqueológico, de algumas Gestões Públicas mais comprometidas que fazem emergir um MAMAM, o Museu do Trem, a Casa do Carnaval, uma Casa da Cultura que abaixo não foi, criam um Espaço Passárgadas… Muitos são os exemplos do que se foi para sempre, do que ao menos a memória está em zelo. Parece mesmo que o tão apregoado progresso não amadureceu por aqui e continua destruindo e extinguindo o antigo para dar vez ao novo e moderno…

 

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