Página de Walter Eudes

10/11/2018

O QUE TEMER?

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 13:50

O que temer se não a insanidade de repetir dias já prontos

num mundo já acabado?

Sem o inventivo intenso e pulsante que habita em cada um.

Temer sim tantas moléstias no corpo, que padece lentamente

numa cela temporal onde nada está desconhecido

Quero os cantos vedras que nunca ouvi

Quero alcançar a força do cristão romano que sob Cesar fez-se vivo

Busco o riso do povo da floresta, banidos pela régia e sacra lei mediévia

que os impedia de inventar…

Quero alcançar aos sobreviventes de batalhas terríveis,

dos montes sagrados dos hebreus, que abandonaram as armas,

inimigos sendo, mutuamente à vida se lançaram o desafio.

E ambos retornaram a seus mundos.

Sei do nativo ameríndio, de feras protege os seus e

da gana dos invasores, luta com bravura.

Quero essa certeza de defender o mundo.

E que possa-se encontrar, nas matas existentes,

o que faltou aos antigos, interpretar o que há de vida ali.

Antes os perigos da batalha que a inércia da covardia.

Que liberdade se faz avante, a cada esforço de agora.

Não há terror que não se tenha um antídoto já provado.

Nada a temer, se não o mundo que será imposto a quem

dele deixou-se não dizer: como quer, por quê quer, com quem quer.

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09/11/2018

UM PEDIDO DE SOCORRO

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 13:59

Peço aos de bom coração

a quem resiste em boa índole

que se some por entre gentes em todos
os cantos nesse país em caos mergulhado

Envaidecidos por discursos violentos ,
preconceituosos e de terror
cidadãos pouco pacíficos aguardam o
momento para o triunfo do mau .
Querem exercer o que há de mais brutal ,
de modos de recusa às diferenças de
opinião e às diversidades de ser dos
indivíduos

Nas ruas do infeliz Brasil anunciam ,
orgulhosos que vem chegando o tempo
sonhado do ódio triunfar sobre o amor ,
sobre a esperança

Aos que sonham com o pavor como modo
de viver social, sorriem sorrateiros por
chegar o tempo onde não haverá Lei
nenhuma que impeçam os crimes que
suas perversas personalidades anseiam
fazer

A força como medida.
A violência como mediadora .
O ódio como socialização,
O mau intenso como objetivo …
Não mais a justiça
nem a esperança .

Não maias a caridade e a solidariedade ,
somente a exclusão e extermínio como
controle social

Socorro!! Socorro !!

Não por eles assim planejarem …
Socorro por tanta gente que se diz de luta
se ocultar .
Curvar-se-ão os que se disseram pacíficos,
solidários e democráticos quando os males
elencados começarem a se efetivar ?
Tem que sim ,
vejo que sim, pelo que por hora (não)fazem…

Fugindo do mundo real para as telas
cibernéticas já não viam mortes fomes e
violência ocorrerem ao seu redor …
Agora insistem em nada lhes parecer
estranho, salvo a próxima eleição seus
candidatos não estarem a concorrer .

Legitimam a barbárie os que se dizem
civilizados pela paz justiça e solidariedade ,
e as praticam e as defendem em meras
leituras de algum poema escrito num
desespero de socorro …
SOCORRO!!
SOCORRO!!

BRASIL NOV 09/ /2018

27/10/2018

“FÉ NA DEMOCRACIA”

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 03:41

FÉ NA DEMOCRACIA

Não tem jeito…

um de nós foi proibido, calado, censurado,

lá vem outros a tagarelar…

Aprendemos que aos cantos Santos, de onde se emana a esperança do leite e do mel fartos, é onde nos fortalecemos com as lições de coragem e força de nosso Mestre maior.

Mover os lábios balbicando qualquer decoreba vã é fútil a nós que renovamos o brilho da esperança de nossos olhos ali, reunidos nestes cantos Santos…

Nem nos é gosto chorar os infortúnios do abandono da sociedade a nós, gerando-nos um sofrer aterrador…

Queremos justiça de pão, amor e fraternidade!

Frágil fossemos nem ali estaríamos.

Forte somos, por isso aqui estamos!

Aprendemos a partilha desde cedo, e é-nos guia este gesto diário.

Assim que defendemos que todos tenham de tudo. E nada irá nos abater de por tal, lutar sempre.

Vejamos o que diz o evangelista:

Ele realiza proeza com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes;” Lucas 1 (51-52)

Pois que do poder, desde os Césares até hoje, nunca ignoramos ou fingimos ser de outra seara…

Nos é obrigação, mostrar a quem nos confia palavra de condução!

Mostrarmos onde estão as chances de trilharmos o caminho da Verdade e da Vida!

Que nos seja mantida a chance da trilha do perdão, da paz, do amor e da caridade

Sem o ódio, sem a violência, sem a descriminação e sem a exclusão.

Poder para os fracos saciarem-se de pão, fé e esperança.

Ostracismo aos soberbos, tiranos e intransigentes.

Não ao fascismo.

Sim a Democracia.

Brasil, 26/OUT/2018  15:12

27/08/2018

Ensaio crítico Ao “Café Literário”* – Limoeiro-PE

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 06:57

Por: Walter Eudes – membro participante deste grupo nos anos de 2013-2015

Não existe grupo de arte que possa ter tido evolução estética sem ter vivenciado estudos teóricos da arte com que lida. Aliás, grupo social nenhum vai conseguir um amadurecimento de suas ações ao público, à população, sem um constante investimento teórico/reflexivo. É natural erros, imaturidades, enganos e precipitações em grupos nascentes e de pouca experiência no que se propõe, mesmo que imbuído de boa fé e de ânimo produtivo a levar ao público boa vivência cultural – esse é o caso do grupo cultural “Café Literário” de Limoeiro, especialmente no seu evento mais conhecido: o “Agosto Literário”.

Esta proposta recebe aceitação do público a que se destina, retroalimentando a motivação de continuidade do grupo e do evento. Êxito aos organizadores e organizadoras do evento e também apoiadores. Mas além do caráter inaugural da proposta, a se apresentar na vivência exata de alcançar os níveis estéticos elevados da contemporaneidade que são possíveis de se alcançar, gerando uma consagração definitiva, é preciso o aprofundamento agudo dos conceitos sociais, culturais, econômicos, políticos, etc. que são levados ao palco através do recitar poético e das apresentações musicais.

Que não estará nenhum grupo trazendo nenhuma soma artística ao público em repetir conceitos firmados no cotidiano da população e que lhes exerce uma opressão clara… Não é interessante à arte crítica e de vanguarda o questionar de opressões nítidas do cotidiano comum??… Assim que o Café Literário quando recita construções poéticas machistas e misóginas está abrindo mão de um potencial que lhe é vez: 1- trabalhar a poesia ao público que lhe chegue, em conformidade à sua dignidade. 2 – vivenciar momento literário libertário, humanista e altivo ao público, justo dotando-lhe de claro diferencial de conduta frente ao cotidiano da sociedade claramente opressora em machismo e misoginia, por exemplo. 3 – contribuir para banir estas mazelas exemplificadas da formação de personalidade de novos e novas indivíduos ao tempo de questionar a má formação recebida por adultos. (perceba-se o Café Literário ter por três anos consecutivos levado à praça pública, poesias de notório prisma machista e misógino. * registro por empirismo deste autor).

A clara definição de suas propostas de vivência irá traçar a verdadeira identidade desse grupo (ou de outro qualquer). E como se dá esta formação identitária? Ora, com muita luta em seu interior e também com influências externas. É uma identidade que pode ser revista e aprimorada a posteriori, que pode inclusive regredir em grau estético (é o que não esperamos que ocorra com o “Café Literário”). De feita que percebemos este grupo de arte poética e musical limoeirense está numa grande e importante chamada de funções… Que a Arte exige um comprometimento constante, que quer do/da artista (também do ´produtor) uma definição de exata seus propósitos frente às demandas do público…

Uma primeira definição a qualquer grupo cultural é situar-se em apresentar mera recreação ao público ou de fato Arte. Outra questão logo a seguir, se de fato põe-se à Arte esse grupo, se é uma Arte de vanguarda ou de conformismo ao status quo… Acompanho com muita atenção o “Café Literário” de Limoeiro, visto haver no grupo artistas definidos em suas linguagens, bem como amplo potencial de outros membros em evoluir na Arte. Percebo porém, a repetição desnecessária de sua fase de inicialização onde não abarca um ampla temática de pontos de vista e conceitos que podem ou levar uma força estética ao público, reforçando suas expectativas de vida justa, ética e digna, caso faça critica social/histórica ou, na ausência de conceitos amplos, levar uma triste sensação de reforço de específicas condições postas da estrutura social, outrossim, havendo primazia a esta hipótese derradeira, o público terá ainda assim, vivenciado interação estética diferenciada de sua rotina.

Como dito, será no interior do grupo, nas suas lutas constitutivas que este trava em suas vivências, especialmente as dialéticas, que vai se moldando o perfil identitário hegemônico (aquele perfil que tem hegemonia, que domina). Será sempre uma construção coletiva esta afirmação – caso não, estaremos com interação de uma empreitada de um único indivíduo, com toda a sua percepção de um mundo e percepção de vida sendo imposta aos outros “membros” seguirem, não seria conceito de grupo artístico, é conceito de iniciativa individual com apoio de outras pessoas –movimento  também consagrado na cultura este formato, diga-se.

E de que forma se dão essas lutas de formação identitária? Ora, nas situações decisórias de diretrizes ao grupo. Em todas elas!! Quaisquer que sejam os encaminhamentos. Desde dia e horário de reuniões, periodicidade, temáticas de estudos/trabalhos; o quê discutir internamente e o quê não discutir; o quê levar ao público e o que não levar – alguns exemplos práticos estes. Além, claro, de definição de metodologia de trabalhos: se democrática participativa, se mandatária rotativa, se mandatária vitalícia, se solidária ampla, se individualista radical, se multidisciplinar, se interativa com outros grupos e áreas, se reclusa a seus membros e área, se com abertura de expansão de membros, se fechada em formação…

Assim como outros grupos artísticos (ou de lazer, conforme defina sua prática) o “Café Literário” de Limoeiro vai resistindo à crise da Arte atual. Felizmente persiste em sua proposta (apesar de não tão clara, a nosso ver) de interação com o público limoeirense. Cabe à crítica, advinda de especialista ou leigos, teóricos ou público em geral, sugerir aspectos decisivos à definição identitária deste grupo, aspectos que aos seus participantes ainda não são de notória percepção (ou a alguns participantes). Esse retorno dado pelo público aos grupos culturais, ou mesmo a indivíduos em seus trabalhos “solo”, ainda é um exercício iniciante em Limoeiro-PE, dado nosso nível estético está ainda em patamar primário. Falta aos artistas esses pontos de vista que podem lhes auxiliar em suas elaborações futuras… (Aqui cumpre-se este propósito: enquanto público teorizado, de não devolver ao grupo apenas aplausos)

Outros aspectos podem ser esmiuçados sobre/ao “Café Literário” a partir de percepções primeiras do quê este grupo tem levado a palcos limoeirenses. Mas encerremos aqui estas observações que já se mostram farto material de reflexão. Continuaremos exercendo nosso papel construtivo da Arte local nesta ótica de observador crítico, visto estamos lidando com manifestação cultural de nosso repertório comum, de nossa geografia e urbanidade comum e em nossos espaços públicos em comum. Na ocasião, deixo aos membros diretores do “Café Literário” a repetida sugestão, já apresentada presencialmente diversas vezes de dedicação a estudos teóricos, a serem no mínimo a história da literatura ocidental com ênfase na brasileira e a teoria da literatura.

Walter Eudes 26/08/2018

* “Café Literário” é um grupo de produção de recitais poéticos e poéticos-musicais de Limoeiro que há mais de 5(cinco) anos realiza eventos abertos ao público e mantém reuniões periódicas (geralmente semanais) entre seus membros participantes. Teve fundação em 2012 (?) quando da criação do Conselho de Cultura de Limoeiro, tendo a cadeira da Literatura recebido a proposta/estímulo de reuniões periódicas para discutir sobre a área em Limoeiro, bem como realizar eventos. O grupo Café Literário conta com algumas dezenas de apresentações públicas, geralmente em praças da cidade de Limoeiro, inúmeras participações presenciais em eventos de Literatura de Pernambuco como ouvintes e já fez recepção de poetas e poetisas para recitais e palestras como o grupo da UBE Paulista e o poeta recifense nascido em Limoeiro Altair Paixão.

16/07/2018

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 13:51

O ESTERIÓTIPO DO MAL OU,… O MAL INVENTADO

 

Pouco mais de meio século separa as décadas inciais do século XXI da maior barbárie moderna da humanidade: a Guerra Mundial de 1944. Não que tenha havido uma paz plena e duradoura em todo o Globo há séculos, mas não cessaram os conflitos bélicos entre povos e nações após a tragédia que foi o grande conflito dos anos 40. Dezenas de guerras ocorreram após 1944. Paira uma constatação de que a máquina bélica de grande porte não teve derrotas significativas, segue espalhando tragédias, destruições e mortes ao longo do tempo. Esforços intensos de pacifismo são realizados por Nações a bastante tempo e mecanismos são criados para referendar a harmonia entre os povos, à mútua descoberta de suas diferenças como fato motivador ao engradecimento amplo e não à rivalidade mortífera. Bem como o respeito das riquezas naturais e/ou produzidas de cada Nação como parte de sua gente, necessária à sobrevivência de populações geográficas unas por historicismo e política, salvaguardando de interesses predatórios de qualquer Povo que seja. A ONU é o exemplo maior deste esforço mundial de não se repetir catástrofes já ocorridas. Mas a ONU não tem conseguido frear a ânsia de devastação do belicismo multinacional… Em cada década da segunda metade do século XX e em continuidade até os dias atuais, despejam-se bombas por toneladas em muitas nações: Vietnã, Coreia, Iraque, Afeganistão, Curdos, Iraque, Kwait, Síria, Líbia, Sarajevo Ou guerras de guerrilha deixam milhares e/ou milhões de vítimas diretas e países arruinados por décadas adiante: Moçambique, Angola, Nigéria, Congo, Palestina. Ainda: semi-guerras traçam cruzadas nacionais contra adversários ideológicos a causarem danos severos a toda uma construção esforçada de reencontro com a República: ditaduras militares no Chile, Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, Uruguai, Paraguai.

De que há uma tônica de mal intenso no convívio humano não resta dúvidas. De que este mal recebeu no início do século XX mais apoio de fortalecimento que as propostas diplomáticas e solidárias multinacionais, também não resta dúvidas… Mais orçamentos de guerra que de pesquisa científica multi-nacionais, desportos internacionais, eventos bi-laterais ou multi-nacionais de comércio, cultura, política. Estimulou-se mais ao ódio que a confraternização entre as diferentes Nações.

Passada a infeliz experiência da Grande Guerra de 44, concorre ao ódio e ao ódio armado, iniciativas diversas de pacifismo, interação, colaborações mútuas, solidariedade. Muda muito o cenário internacional de rivalidade e conflito para o de respeito e apoio, em muitos casos. Porém, persistindo o mal em si como orientador de uma grande fatia de produção econômica-cultural-política, sendo a barbárie geradora de capital econômico, segue o percurso bélico promovendo guerras em várias partes do Globo…

A classificação vernacular para decisões de promoções bélicas, parece ainda não foi devidamente situada… Mal, ódio, ganância, irresponsabilidade, desumanidade,… Talvez um conjunto de adjetivos perversos somados se aproximem de classificação das mentes que tomam as decisões finais (ou iniciais) de concretizarem o confronto bélico. Que, motivos em si, para campanhas terríveis de exércitos internacionais, não há em larga medida. Este o mérito de pensamentos e estruturas do pós guerra (44): extirpar as razões bélicas da ordem do dia, seja com filosofias densas, com políticas diplomáticas, com a memória viva das tragédias resultantes das guerras, bem como os resultados conseguidos, nem um pouco justificáveis ante aos massacres ocorridos.

Daí a necessidade desta parcela produtora de capital econômico ter que criar/inventar um mal. Tem sido desmascarada porém, ao fim de suas empreitadas de guerra, onde os objetivos de defesa eram muitas vezes mentira pura para nada mais quê o giro das manufaturas estocadas do setor. Pode afirmar que em qualquer parte do Globo a um “mau irreparável” a ocorrer a grandes contingentes populacionais, ao mundo, sempre acusando algum poder (individual ou de grupo) de por em risco a já frágil convivência internacional. E assim inventaram que havia armas químicas no Iraque.

De feita que temos assistido guerras inúteis ocorrerem, deixando milhões de vítimas pelo caminho e nações destroçadas. O ônus recai para todo o Globo.

Ora, que se não interesses de lucro financeiro em gastos e uso de equipamentos e material bélico como razão maior de tantos conflitos?

Mas isto não é novidade nenhuma…

Sabe-se a olhos vistos destes intuitos.

Atente-se ao fato novo das décadas atuais, dos alvos estabelecidos como de atenção à inserção bélica. Excetue-se as barbáries de grupos paramilitares em diversos solos nacionais, causando uma comoção mundial por práticas de crimes contra a humanidade, diversas intervenções bélicas dão-se por consequência de anos de exposição à opinião pública mundial de determinado alvo como o sendo de periculosidade extrema ao já frágil equilíbrio civilizatório do Planeta. Na pré-guerra está o aparato de mídia em linha de frente e um conjunto de instituições várias em seguida. É a mídia quem inventa o “monstro da vez” e por anos o faz um mal quase único à humanidade com “necessidade de ser extirpado”.

Um grande mecanismo mundial rege esta lógica que ainda não foi suplantada. Esforços imensos de povos inteiros para afastarem de si o ‘MAL GLOBAL” são feitos de modo intenso, tendo algumas nações sucesso, outras não. O Irã saiu vitorioso desta Pré-Guerra Simbólica há alguns anos. E o ditador norte-coreano, numa jogada de mestre, conseguiu subverter em questão de semanas uma campanha negativa a sua imagem de muitos anos! De “monstro sanguinário louco” passou a “simpático gordinho” ao apertar a mão do presidente dos EUA em tom ultra-cordial e civilizatório, com um largo sorriso oriental. Subverteu o investimento midiático internacional de construir-lhe uma imagem perniciosa e perigosa.

Nações perfeitas estão longe de existirem ainda. Com alguma qualidade de vida e dignidade às suas populações, muito poucas; e as que conseguem estes objetivos, sem exploração de outras nações, muitíssimo poucas! (as há?). De modo que parece não haver justificativa maior para intervenção bélica internacional de grande porte onde quer que seja. Orçamentos bélicos, se deslanchados em desenvolvimento às nações em conflitos internos ou externos, gerariam benefícios enormes bilaterais, muito superando os lucros financeiros que armamentos e campanhas de guerra poderiam gerar. Daí que urge a discussão de reconfiguração da Indústria Bélica. Justificada como defesa. Sine qua non, em verdade. Que se desenvolva programas orçamentários de ações humanitárias, diplomáticas, científicas e culturais e em orçamento bem maior aos da produção de armamentos, gerando lucros volumosos a seus acionistas.

 

 

30/06/2018

NÃO VOU RECUAR !

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 13:48

Não tenho porquê recuar em um milímetro de minhas convicções e princípios, visto meus objetivos são de elevada conduta e humanismo. Não só eu, milhares de companheiros e companheiras de uma militância social, buscando fazer a cada dia um Brasil melhor, através de gestos, pensamentos e atitudes pacíficas e legais, estamos sendo perseguidos em nossa dignidade por diversas pessoas de poder do Brasil. Ministra do STF classificou o Partido dos Trabalhadores, partido este de adesão política democrática de muita gente séria como “organização criminosa”. Pastores evangélicos esbravejam um discurso odioso a nós. Líderes políticos adversários da esquerda, proferem palavras ultrajantes em qualquer lugar possível a eles. A mídia, especialmente a de oligopólio, dedica pauta todos os dias para agredir nossa luta; diz mentiras, publica fraudes, dissemina um discurso de ódio intenso às pessoas de ideologia de esquerda, sejam lideranças ou militantes. Nas redes sociais, já há milhares de perseguidores com mentes forjadas por estes poderosos e poderosas. Muitos dos que disseminam o ódio ocupam postos importantes no Estado: Ministros do STF, Juízes, Promotores, Investigadores. Isto tem ocorrido há mais de cinco anos!! Destituíram uma presidente da República eleita pelo voto por mentiras, por um arranjo falso de acusações. Estão implementando uma política no Brasil que não foi discutida com o povo. Estão fazendo mudanças bruscas em leis e quesitos do Estado que requereriam muito mais discussões, provavelmente plebiscitos, consultas públicas… É uma violência institucional sem precedentes na história do Brasil! Parte das pessoas que estão conscientes dos descalabros cometidos, estão se acomodando na certeza de que um futuro fará a devida composição da razão e ética deste tempo presente e porá nos livros de história do Brasil a denominação de “Golpe” a todo este processo. Um notado consolo ante a impotência de enfrentamento a questões tão graves. As forças armadas fizeram manifestação em redes sociais, através de um de seus comandantes, quando da votação no Tribunal Supremo Federal de Justiça de votação do Habias Corpus do então preso Lula; calou-se estas forças armadas à venda a preço simbólico do pre-sal brasileiro ou de crianças amontoadas em gaiolas, distante dos pais nos EUA pela imigração deste país. O juiz vedete de todo este período, Sérgio Moro, fez repetidas vezes a expressão de que “a voz das ruas precisa ser ouvida”, em referência clara aos milhões que foram às ruas em 2016,com camisas verde-amarela a maioria pedir o Fora Dilma. O  mesmo juiz ignora os milhões que em 28 de abril de 2016 fizeram uma das maiores greves da história deste país. Bem como as dezenas de manifestações nas ruas dos partidários de Lula são ignoradas por este Juiz.

No entanto…

Das perseguições, acusações desmedidas, sem provas, discursos de ódio, NÃO PERCEBEMOS A DEVIDA ARGUMENTAÇÃO PRÁTICA DO QUE VEM A SER AS FALTAS GOVERNAMENTAIS DOS GOVERNOS DE LULA E DILMA. Estamos vendo puro ódio. Uma perseguição comparada ao início das práticas nazistas na Europa dos anos 30 à judeus, imigrantes, ciganos, etc. Não há argumentos teóricos respeitáveis para se fazer o debate e embate de idéias. Por tanto…

Não há em que recuar. Nem mesmo ao abolir a luta pacífica e democrática. É uma razão imperativa para o resgate da decência política.

Os ânimos que fizeram surgir o Brasil Republicano pós constituição de 1988 são a prova cabal que o potencial político deste país deve ser respeitado em sua diversidade e em sua imensa capacidade de gerar esperança e perspectiva a brasileiros que se dispõe a firmar diferenciadas formas de gestão/estado às quais está submetido. O respeito da permanência e livre funcionamento do Judiciário-Executivo-Legislativo nunca foi maculado pelas gestões presidenciais do Partido dos Trabalhadaores, das esquerdas. Se este grupo político/ideológico brasileiro, manteve o caráter republicano, eleitoral e democrático das disputas de poder no País, que seja-lhe conferido o respeito devido de campo político moderno, sintonizado com as respostas mais altivas que a civilização ocidental apresentou para as Nações administrarem e conviverem com sua ampla e conflitante diversidade: a perspectiva Republicana Democrática.

De feita…

Cessem esta perseguição!

Não vamos recuar da paz como método de luta. Da esperança como força motriz. Do apego ao Brasil como consciência de um país melhor.

Somamos milhares de experiências exitosas em todas as áreas possíveis de imaginar… Ciência, tecnologia, artes, cultura, medicina, agronomia, agricultura, diplomacia, direitos, etc.

Reconheçam o discurso destrutivo da Nação a cada vez que atacam a nós, às esquerdas, à Lula, assim como atacaram a Dilma. Cada voz agressiva, cada palavra odiosa é um golpe a mais no Brasil! Porquê foi com os governos do PT que se criou a perspetiva de um novo país, mas justo e real – e isto tem reconhecimento internacional.

Cite-se ainda que auditorias internacionais mostraram a não participação de Lula nas corrupções da Petrobrás, corrupção esta que vem desde o governo de FHC. Também Dilma foi inocentada de ter feito a chamada “pedalada fiscal”.

PAREM!!

Vocês estão praticando uma tortura simbólica covarde!! Milhões e milhões de pessoas sérias sofrem vítimas deste discurso odioso sem argumento científico nenhum. Sem conteúdo político nenhum.

ABAIXO ESTE MALDITO GOLPE DE 2016!!

 

Walter Eudes

Brasileiro nascido em 1971.

01/02/2016

POEMAS, POESIAS E COMENTÁRIOS – FACE À FORA…

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 02:09

DEPOIS QUE NOS DEIXAREM EM PAZ…

Depois de pararem de perseguir, caluniar, censurar…
Vamos poder lutar por mais harmonia entre todos e fazer esse mundo melhor e mais justo acontecer.

Depois que cansarem de nos odiar,
Vamos poder espalhar nosso amor nato, pra todas e todos.

Quando desistirem de nos destruir,
Vamos estender as mãos, (pra eles também!) e convencer a cada pessoa que ser solidário é bem melhor que competições, que um abraço é mais forte que um insulto.

Depois de…. Nos virem como loucos, vamos dispor nossa genialidade nata.

Até lá, vamos lutando pra sobreviver nesse marasmo de injúrias e perseguições… E zelar nas gavetas da alma nossa utopia desse mundo possivel e bem melhor.

Sigamos!!
A luta não pára.

(30/JAN/2016)

 

ESPIRITUALIDADE E MERCANTILISMO NO NATAL

Independente das complexas teses e teorias sobre o nascimento de Jesus Cristo, que divergem em tempo local e modo; independente dos perfis aplicados a Jesus ao longo de quase 2000 anos, especialmente (e praticamente) pela Europa, a partir dos interesses conjuntarais de cada época… Estar-se no século XXI, e foi assim em boa parte do século XX, a assistir uma supremacia de mercado consumista ante a algum aspecto espiritual. Daí, encontrar, alcançar misticamente/espiritualmente o nascimento de Jesus, é muito dificil. Raríssimas pessoas conseguem. (23/DEZ/2015)

 

QUANDO BRILHA UMA ESTRELA VIL

Criam fábolas mil, os que querem perdurar a farsa/ de um mundo justo, mas injusto a quem nele se esforça em manter-se digno e são.

Mentem cumplicidade os que promovem a exclusão / e dominam as forças que impõem perversa alcunha de fracasso aos que nem chance tiveram

insistem os que se auto-conclamam superiores e melhores em pôr por invisíveis, legiåo de seres maltratados / acotovelam-se por migalhas, das gente de bem e sucesso. Desesperam os momentos de que consciencias simulem algum modo piedoso, caridoso e de partilha: se consegue alguma ajuda.

Tempo breve o natalino, que a miséria é razão de auxílio imediato.

Novo ano se aproxima, seguem os tais bem sucedidos , galhorfando de infelizes, fracos, frágeis e incapázes de se encontrar como gente, nesse mundo tåo belo

Não mais lágrimas um tem, por nada ter o que comer / nem no Natal nem todo o ano

Não mais vergonha, um outro possui, por já velho não saber ler

Nem revolta a uma outra, pela sina de toda vida: sem teto, sem família, a perambular…

Seres que teimam pela vida!! (felizmente). Inda que haja tanta sobra, tanto acúmulo nos outros felizes, sucedidos e descentes.

É natal e há quem pense, que a bondade reina.

(20/DEZ/2016

 

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Esta foto há alguns anos surge e ressurge como “um feito louvável de humildade e esforço”…

Mas há uma outra leitura…

Ali é Africa provavelmente. Ali há milenios de cultura… Jogos infantis e adolescentes é o que não falta (a maioria ecologica, de interaçåo com a natureza). Mas o COLONIZADOR EUROPEU, especialmente o inglês, incutiu valores estranhos ali. Impôs padrões, modos e tudo mais que levam as pessoas nativas a ALCANÇAR DESESPERADAMENTE àqueles valores ali incutidos como os melhores…

Muito triste não é??
Daí surge uma forma de GROTESCO, num simulacro paupérrimo por falta das condições da referencia (no caso a industrialização).

Por outro lado, há uma construção de ASSIMILAÇÃO da cultura invasora, e o que pode ser alcançado já completo, pronto, por ser importado, tem que passar pelo clive da tradição local, se submeter à estrutura antropológica milenar.
Neste caso, mais triste ainda, por se dedicarem ao esforço de assimilação de um estrangeirismo e, talvez, percam tempo e esforços em manutenção de seus modos e cultura

Em ambas linhas propostas, NÃO HÁ O QUE NO BRASIL, AO MENOS NO BRASIL, EM REGRA PROPÕEM DE LEITURA: “compadecer-nos nas carências materiais, entendendo que é possível a felicidade nas adversidades, basta querer”. Ridículo. (e tem gente que ainda bota Deus de algum modo no meio disso… Pode??)

(06/DEZ/2015)
Politica näo é religião pra ter crença. Política não é esporte pra torcida ficar a favor ou contra…
POLITICA É CIÊNCIA E HISTORIA!!
No Brasil, AGORA (também na AL) as forças que dominaram os Governos durante a segunda metade do século XX, e que “herdam” seu formato de gestão estatal de castas há séculos anteriores, não suportaram ver DAR CERTO um modelo de Geståo Publica com tônica popular, com prioridade para as classes de baixa renda, com releitura das instituições de Estado, para estas atenderem a TODOS nacionais…
A Elite brasileira e seus e suas apoiadores espalhados por todas as classes, NÃO SUPORTARAM um modelo de Gestão ANTI-SUBSERVIENTE, buscando a promoção e valorização das instancias internas, em detrimento da estrangeira…
Esse “não suportar o êxito das esquerdas” por hora se concentra nas “pedaladas” e no impeachment .. Tentaram de todo jeito!! Há uns dez anos, a Direita vem desesperadamente querendo destruir esse Governo e o de Lula e o de Dilma numa estratégia de ocultar pra baixo do tapete da contemporaneidade a CRUELDADE, OMISSÃO E INGERÊNCIA HISTÓRICA que tiveram com a coisa publica, com o País por muitas e muitas décadas!!
Conservadores que são, a maioria prefere persistir no egoismo elitista e criar seus filhos para aceitarem como natural várias crueldades impostas à populaçåo brasileira, sendo que algumas dessas foram revertidas ou minimizadas pelos Governos Lula e Dilma.
NÃO SUPORTAM ver dar certo, e internacionalmente, governos que prestigiaram o que mais eles rechassaram: o povo, especialmente os mais pobres.
Se não vencerem agora, com o impeachment  vão inventar qualquer coisa daqui hã uns meses… Não våo desistir os/as que não querem fazer uma releitura histórica do Brasil, que construíram suas atuações no Brasil em tônica dominadora, opressora, bem ao estilo colonialista.
(06/DEZ/2015)
A TIRANIA NÃO VENCERÁ!!

Pelo que estamos tolhidos em viver
Pelo que muitas e muitos poderão viver num futuro breve e longícuo
Pelo que ocorreu no Brasil…

LUTE SEM ARMAS!! USE O VOTO, SUA VOZ, A COMUNICAÇÃO, SUA ARTE, SEU RISO E SUA FORÇA.

CANTE, DANCE, FALE, PINTE, ABRACE, CAMINHE, CORRA, PULE…

A Democracia, assim como um País, se faz a cada dia!!

Viva a Democracia!! Viva o Brasil!!

(15/DEZ/2016)

DO QUÊ ESTAMOS FALANDO?

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 00:58

Estão ruindo velhas estruturas sociais no mundo, velhas consolidações que mantinham-se coesas e referenciais por muitas décadas… Estruturas que nem as duas grandes guerras abalaram. Perceba-se as crises econômicas mundiais dos últimos anos, comparadas somente a de 1929. O modo de comunicação e de registros de dados: a sedimentação da poderosa internet. A constatação do perigo ecológico que chegou às civilizações contemporânea, ameaçando o Planeta de existência futura e a já comprovada extinção de centenas de espécimes. Ocorre (nos parece) que a Era Industrial, com sua vertiginosa expansão “adiante!” está se auto-implodindo. A indústria, em suas sem números de áreas e de vários portes, está a sofrer os ônus de seu deslanchar… Há excesso de produção em varias áreas, complicando pelo avanço tecnológico com maquinários mais rápidos e eficientes; os custos naturais da indústria, sua entropia, mostra ser aquela injustificável – ao menos do modo como se configura atualmente. E há um crescente populacional recusando esse expandir sem limites e sem medir os ônus. No Japão, Fukushima botou “em xeque” o que já vinha mau – porquê o Japão até aí era um “mito econômico-tecnológico”; fim do mito. O Brasil de 2015 vê a maior tragédia ambiental da história desse país, MATAR por décadas!!, mais de 700 km de rio tropical de médio porte. Outros mais acontecimentos trágicos de grandes proporções, por 100% de interferência humana, provam a falência do modelo industrial moderno. Observe-se as comunicações, pessoais e institucionais, civis e de governos, perceba-se quão enorme a mudança de procedimentos e hábitos… Algumas grandes cidades no mundo estão em níveis tão alarmantes de poluições que a calamidade beira ao trágico. Urge repensar tudo!! São Paulo, Paris e Barcelona, criam espaços de grandes e centrais avenidas livres de automóveis aos domingos. Cada vez mais pessoas buscam a (RE)naturalização e reaproximam-se do verde vegetal. Muitas alternativas pra tudo surgem de todo lugar do mundo. Parece ser uma resposta à crise generalizada que vivemos, a saudável criatividade… Politicamente, pendengas entre nações rivais caem num prisma de patético lamentável, quando há muito o que fazer, e todos são necessários. Internamente nas Nações é geral muita insatisfação e é comum elencar algum Bode Expiatório pra aliviar as tensões de quem não consegue enxergar de jeito nenhum que o mundo afundou. Alguns parâmetros “seguros” que há mais de 100 anos atendiam as expectativas do viver social, ruíram de vez! Estamos somente assistindo o protelar do anúncio derradeiro: “assim não dá mais!!” É o caso da Metrópole como das maiores e significativas resultância do mundo em progresso: o que era tão alardado como êxito civilizatório, mostra-se em seu formato, um caos… Mobilidade, habitação, saneamento, lazer, ecologia, saúde… O formato em que chegaram as centenas de metrópoles em todo o mundo é puro fracasso. Ou revisa-se ou a vida nelas será uma grande quimera… Da industrialização que partimos nesta breve reflexão… para dizer que ela findou seu ciclo inicial, que precisa rever radicalmente seu modus operandi, que o mundo afundou!! É disso que estamos falando.

Uma democracia fortalecida

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 00:54

Impensáveis os rumos tomados por esta jovialíssima Democracia Republicana Brasileira… Que tenha-se consolidado o voto direto, que tenha-se preservado sem restrições a liberdade de expressão individual e coletiva, a garantia do pluripartidarismo, a sedimentação da Constituição de 1988, entre outros aspectos clássicos da Democracia, estávamos mesmo eufóricos pelo maior tempo perdurado de sucessões governamentais pelo voto direto (e universal!) de toda a história da recentíssima República… Agiganta-se incrivelmente essa Democracia com suas novas nuances surgidas na última década, sem ter inclusive, um núcleo único, central, gerador de seu desdobrar, na verdade são várias as fontes do Renovar Democrático Brasileiro, um aprofundamento não previsto, mas de uma coesa e salutar dimensão que está ainda a estarrecer aos brasileiros: diz-se de fortalecimento de instâncias decisivas nos rumos republicanos, a exemplo do colossal fortalecimento do STF ao se popularizar pela mídia convencional e internet, e traçar elo direto com a população brasileira, rompendo o histórico ciclo de instância seleta, de raríssima visibilidade, por tanto, de grande alheamento da imensa população; das Leis certeiras e corajosas dos governos Lula e Dilma em culpabilizar não só a corruptos, mas a corruptores; também nessa última década a ausência de interferência às instâncias investigatórias, outrossim, apoio e reconhecimento aos trabalhos da Polícia Federal, do Ministério Público, da Controladoria Geral da União; da participação direta da população em praticamente todas as áreas de vivência social, através das dezenas de Conferências Nacionais, tendo início nos municípios; discussão social e aprovação de Estatutos vários de minorias políticas e grupos vulneráveis de nosso status quo; quantas as Audiências Públicas em dezenas de questões? Quantas tantas Consultas Públicas de interesses vários, antes das decisões governamentais?… O que dizer da livre participação popular em torno de ideias que mais lhe aprovem? De manifestos coletivos de rua, nas redes sociais, em alguma mídia democrática… Dada esta frutífera fase de nossa jovem Democracia, cumpre reconhecê-la como ao que possa ter havido de mas benfazejo na Nova República, desde a promulgação da Constituição de 1988. Sigamos fortalecendo-a!

Portal da Transparência, um desafio da era da informação

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 00:52

A informação é artifício humano tão antigo quanto a própria humanidade. Desde as primeiras socializações, ainda no paleolítico, já havia a atenção de registro de informações, havia técnicas de divulgar mensagens úteis às coletividades de então. As pinturas rupestres nos mostram gravuras de caça e modos de caça, principalmente – é a informação apresentando a experiência de grupos de indivíduos a outros grupos vindouros, às gerações próximas, mensagens que de forma alguma estão no campo do mero lúdico, mas sinalizam alguma intenção de facilitação de vida e melhoria de qualidade de vida dos próximos indivíduos daquela geografia específica. Assim é o conceito original da informação: ser útil à coletividade, dinamizadora da vida social, seja vida social primitiva ou complexa. Na contemporaneidade, os interesses diversos em torno da informação, acumulados através de séculos de experiência humana, adquirem várias nuances práticas e podem estar a serviço de diversas objetividades, mas não haverá supressão de seu conceito original: artifício que serve a toda a coletividade em vistas de sua melhoria de qualidade de vida. Entendendo a noção de Estado moderno como ente servidor de uma dada população, com poderes de legislar sobre tudo que é de interesse desta mesma população em prol de seu benefício, percebemos como importante acerto do Governo Brasileiro a concepção e exigência aos entes federados de criarem os Portais da Transparência. Este instrumento dispõe à população informações de todo e qualquer item orçamentário dos entes federados. Cumpre com o importante papel de esclarecer à coletividade qual o perfil financeiro do Poder Público. Ao tempo de servir como publicação oficial de aplicações de recursos públicos pelos Gestores, é ferramenta significativa para a sociedade civil fiscalizar os gastos e exigir suas corretas aplicações. É exemplo de informação tratada com a devida seriedade que à mesma deve-se dar no momento histórico que vem sendo classificado como Era da Informação, tal a importância que se tornou esse artificio na contemporaneidade.

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