Página de Walter Eudes

31/10/2009

70 Anos do Início da 2ª Grande Guerra

Filed under: 1 — waltereudes @ 02:41

Foi tão absurda a mútua destruição da Europa em poucos anos que até hoje, e ao certo, por décadas e décadas vindouras haverá uma memória viva do conflito que é inconcebível em patamares do que o imaginário da própria Europa emana: culta , civilizada. Porquê tanta destruição mútua? Qualquer tentativa de entendimento é frustrada, inclusive a desta resenha. É bem provável que juntando-se todos os ensinamentos da humanidade que mostre a fragilidade do humano, sejam religiosos, profanos filosóficos, psicológicos, ou de qualquer outra natureza, a compreender o humano como falho, não haverá um dizer se quer que dê entendimento ao que aconteceu ao mundo iniciado há 70 anos, à Europa especialmente… pode ser a humanidade tão cruel?… Pode e foi!!!

Algumas inferências é possível fazer destes conflitos bélicos de grandes proporções, talvez a maior das conclusões tá na cara: reside em interesses econômicos uma das principais razões das grandes guerras; com pano de fundo ideológico, político, mesmo de paranóico afã de dominação, puro poder, é a grande indústria bélica quem mais dita o andamento de uma guerra: por lucros, por uma expansão empresarial; haja pólvora, haja bombas, mísseis, haja veículos de combate, aviões, navios, contingentes e mais contingentes de soldados, cada qual bem armado, vestido, abrigado e alimentado. E hospitais, campos de detenções aos inimigos, propagandas e contra-propagandas, etc.

Ora, é muito difícil a herança bélica, e tem apresentado continuidade por todos os continentes aquele belicismo que moveu-se intensamente no mundo de 1939 a 1945, em especial na Europa, demonstrando fortes pulsos nas décadas vindouras deixando ecos até os dias de hoje… A chamada 2ª Grande Guerra Mundial, que em poucos anos desarranjou a humanidade por completo e que ainda não se cicatrizou por inteiro, só é compreendida mesmo no terreno da loucura, sem dúvidas! Loucura também que leva o ser humano a criar uma arma de destruição em massa e instantânea, a famigerada bomba atômica e loucura muito maior que a de cria-la, a de usa-la.

Esperança-nos ao certo, ter consciência de que há gentes de todo o mundo que de alguma forma conseguem enxergar a vida como bela, boa. Gente que tem uma força interior que consegue aplacar o ódio próprio do ser humano a ponto de dissipa-lo em si mesmo, extingui-lo ou minimiza-lo a níveis ínfimos, em vez de multiplica-lo e desferi-lo a outros viventes humanos.

 Walter Eudes – outubro de 2009

Campeonato brasileiro de voleibol – desafio vencido

Filed under: 1 — waltereudes @ 02:39

Pasmou-se a cidade de Limoeiro neste mês de outubro: verdade! Pura verdade! 16 (dezesseis) estados da federação representados por equipes masculinas de voleibol . Deste fatos que nossa rotina provinciana demora um pouco, geralmente e infelizmente, muito demora a assimilar sua importância. O mérito é tamanho que vai demorar um bom tempo para a população limoeirense como um todo reconhece-lo, não está ainda no entendimento do senso comum a possibilidade de este torrão ser ápice de brasilidade, com capacidade de ser referência federativa. Este provincianismo que tanto nos conforta, que nos agrada em sua natureza, que nos referencia como identidade cultural/social/antropológica, deixa-nos também a lamuriar quanto a certeza de que somos inteiramente capazes de abrigar-mos diversas gentes em seus diversos empenhos em comum, no entanto só nos é exceção estas coisas. Porque é mal do provincianismo tomar toda cosmopoliticidade, toda diversidade regionalística e mesmo toda cultura internacional como comum, banal e ordinária. Daí uma vaidade etnocêntrica e regional doentia de nosso ser interiorano que ainda sofre o limoeirense, em não ver a grandiosidade do feito, a extraordinariedade do campeonato de voleibol aqui realizado: toma o mau pensar do senso comum, como bobo, corriqueiro, banal e como algo de seu cotidiano. Se buscamos oportunidade de desenvolver nossa economia local, qual proposta melhor foi apresentada em Limoeiro no ano de 2009 até agora? Sim, esta foi a melhor proposta: a realização de eventos, congressos, conferências, etc.! Mas será que vamos acompanhar a vanguarda do setor? Se preparando cada vez mais e melhor para eventos como este? Urge uma avaliação minuciosa de Limoeiro sobre este meritoso evento. Avaliação esta que sem dúvidas mostrará que nossas bases culturais/sociais/econômicas federativas e de brasilidade estão firmes e pouco operantes; que a civilidade em confraternizar-se e acolher os visitantes de muita gente local venceu a hostilidade de outras tantas gentes também locais que se irritaram com a presença dos rapazes(?); avaliação que certificará o aquecimento do setor hoteleiro, uma satisfação geral no setor, aumento de renda e geração de emprego; avaliação que mostra muita gente da cidade adentrada no evento pra se favorecer, pra se amostrar no trabalho, competência e paixão dos outros; avaliação que constatará a recepção friíssima aos jovens competidores e suas delegações quando pisaram em Limoeiro, sem ter nem quem pergunta-se ao menos: fizeram boa viagem? Recepção que não apresentou por exemplo e no mínimo, os caboclinhos da cidade, trunfo da cultura local, potencial grandioso de atração turística que nunca foi utilizado na cidade, caboclinho diga-se que ficaria saudosamente em boa lembrança na vida de jovens brasileiros que praticamente em totalidade estavam a primeira vez a pisar em solo pernambucano, muitos pela primeira vez no Nordeste… E some-se ao caboclinho, uma orquestra de frevo, destas de rua não somente um pro forme ritualístico cerimonial como ocorrido… Por que se for assim que tratamos nossos hóspedes, alguns de bem distante (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pará), este tipo de vivência só será possível quando da presença entre nós de um Marcelo Siqueira que visionariamente acredita num Limoeiro melhor. Pivô deste evento, o professor Marcelo, para sorte de muitos incompetentes, é limoeirense e arrebatou, com seu carinho e carisma de pessoa a confiança de estrutura federal para este torrão, nos elencou, nós limoeirenses, a categoria de dignos de eventos complexos como este. Mas por mais que se queixe daqui e dali de alguns aspectos, o mérito do evento, repita-se, é grandioso. Esperamos uma avaliação oficial da Confederação esportiva do setor, que provavelmente deve confirmar o que todo mundo já sabe: um sucesso!!! E para Limoeiro, os frutos já são notórios: é um campo de luta que se vislumbra para uma cidade melhor, feita com gente que nela acredita, e a cima de tudo, acredita na sua gente e em seu potencial. Pelo fato deste evento ter sido forjado em boa parte daqui mesmo, da genialidade, determinação e competência profissional do professor Marcelo Siqueira, festejemos pelo fato de mais um, o professor Marcelo, acreditar em Limoeiro, acreditar no Brasil.

Por: Walter Eudes – Comuncador Social brasileiro Limoeiro, outubro de 2009.

29/10/2009

EM TORNO DA I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA DE LIMOEIRO-PE

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 03:43

O segmento de arte e cultura de Limoeiro viveu um momento histórico neste mês de outubro de 2009. Realizou-se dia 16 do mesmo a I Conferência Municipal de Cultura de Limoeiro, evento que vem acontecendo em centenas de cidades brasileiras já há alguns anos, uma conquista do setor referendada pela Constituição de 1988 quando assegura maior participação da sociedade civil em gerência ou no mínimo voz para com os interesses coletivos geridos pelos poderes públicos constituídos, em especial o executivo, seja municipal, estadual ou federal. Conferência aliás que se soma a outras conferências de vários setores do Brasil, que resulta em Conselhos municipais e estaduais (aqui em Limoeiro já temos atuante o do Menor e do Adolescente, o da Saúde). É forma de gerir e dialogar os interesses coletivos primada pela democracia, onde fica mais fácil administrar as diferenças que há em todo coletivo, e fica bem mais fácil, eficaz e participativo, quando o poder público toma suas decisões embasados em diálogos, debates, estudos de cada setor. Note-se que continua soberano a cima de tudo o poder público devidamente eleito, mas é referência os atores e o conteúdo de cada setor específico da sociedade organizada. Então que Limoeiro vivenciou sua experiência participativa no campo cultural, artístico. Pairou no dia da conferência, ao menos para as pessoas mais conscientes daquele momento histórico local, um misto de euforia e lamúria. Explico. Ora, se não euforia por poder falar e ser ouvido, poder discutir, poder opinar, expressar a partir de suas experiências, de suas vivências qual e quais melhores estratégias deveriam nortear o chefe do executivo para a cultura? Como nosso legislativo municipal deveria atender a classe do setor? O que ela, a classe artística e cultural, gente que vive disso, ou ao menos faz de tudo pra viver de fazer arte e cultura queria, precisa e pode! Mas vem uma lamúria intensa quando aprofundamos a consciência da importância desta reunião: por que não antes? Há alguns anos atrás? Sofremos quando nos deparamos que nada nos faltava, ou pouco nos faltava há alguns anos, talvez a dois mandatos executivos/legislativos para este momento acontecer. Não precisava demorar tanto! Se você estivesse no auditório da FACAL no dia 16 você veria quase uma centena de pessoas unidas em prol de um mesmo objetivo: fortalecer a cultura, a arte. E de uma forma civilizada a cima de tudo, respeitando as diferenças, sem aquele atrazo histórico que viveu o Brasil inteiro quando não podia se discordar, quando não podia se confrontar democraticamente e que Limoeiro esticou para a década de 90, quando até mesmo pensamentos estéticos diferentes eram ressachados por quem geria a cultura em sua esfera pública, gente que se achava donos do poder (o poder vem do povo e para ele vai!). Compete a reflexão e o aprofundamento da situação daqueles que estiveram em condições de administrar uma conferência como esta, que ainda desfrutamos de seu sucesso e não o fizeram. Porque não queremos que se repita nem em Limoeiro, nem em Pernambuco e nem no Brasil o descaso com a liberdade de arte e expressão, o “cala a boca”, a censura, a falta de apoio às artes e artistas que adotam uma postura mais transformadora que conservadora. Façamos uma reflexão aprofundada dos últimos 10, 15 ou 20 anos de vida pública, quando já em plena democracia, os artistas locais nunca tiveram vez e quando o tinham lhes era dada uma participação apendiciosa geralmente para servirem de chacota a gentes que atribuem arte como o refino da vida material, elitista, uma classe reduzida de limoeirenses, pouca gente mesmo que se considerava os cultos e civilizados em detrimento de uma classe de ampla maioria que lhes devia favores e trabalho unicamente. É assim que se faz história, com ardor, sofrimento e luta… E esta vitória, que só começou em Limoeiro é fruto compartilhado de décadas de lutas de muita gente espalhada pelo Brasil e mundo em que se forçou o respeito às diferenças, às minorias, à liberdade de expressão, à criatividade. São milhares de brasileiros, pernambucanos e tatos limoeirenses os responsáveis pelos momentos mais brilhantes de nossa conferência municipal, quando sem receio e sem ofensa fez-se debates de diferenças, inda incipientes claro (tudo é novidade para nós) mas com respeito pela voz e pensamento do oponente, do colega. Daí que em assembléia soberana, formada por todos os delegados presentes, fazia-se votação e elegia-se qual estratégia deveríamos apresentar a nossos representantes eleitos.Também muita paixão pelas idéias e ideais foi externado. Uma vivência plena de democracia, de repita-se, civilidade e cultura elevada de organização coletiva. Daí que muitas são as lições deste momento, em que nesta breve resenha findamos com dois aspectos significativos: um é que terminou por ser bom, a meu ver, a ausência de pessoas de grande expressão cultural na cidade, ou mesmo grupo inteiro de arte e cultura que se ausentou da conferência, nem sequer a mandar um representante. Ora, foi bom poder conhecer quem quer usar o nome de Limoeiro-PE por aí, se apresentando como referência artística/cultural da cidade e quando é pra pensar no coletivo, em coletivo e para o coletivo fogem… gente que tem há vários e vários anos arrematando verbas, público e confiança de políticos e empresários em nome de Limoeiro e quando é pra discutir este mesmo Limoeiro não dão as caras!? Nem sequer mandam uma representação? Porque, e unicamente porque NUNCA estiveram interessados em Limoeiro mesmo e sim em seus interesses pessoais e de seus pequenos, restritos, fechados grupos. Cai o pano! Um outro aspecto que merece atenção especial, repita-se mais uma vez, dentre muitos, é o fato de termos um Secretário de Cultura que ousou estabelecer o princípio democrático para a classe específica e para a população, que tem entre acertos e tropeços, como é natural no aprender a caminhar democraticamente, estado de portas e ouvidos abertos para todos os interessados em ver o poder público como responsável em gerir a cultura municipal e não de grupo A ou B. Daí que Radamés Moura finda por ser arauto de um novo tempo que só está iniciando, e teve competência junto com sua reduzida equipe da secretaria de cultura em realizar a I Conferência Municipal de Cultura de Limoeiro que foi coroada de pleno êxito neste novo tempo para a cultura e arte limoeirense. Festejemos os artistas, gestores, produtores e toda a população… é possível! a dignidade, criatividade, cultura e arte do limoeirense como um todo está em boas perspectivas. É possível tempos melhores para todos!

Por: Walter Eudes – Comunicador Social, com atuação na arte em: poesia, cinema crítica – delegado da I Conferência Municipal de Cultura de Limoeiro – eleito por assembléia como Conselheiro Municipal de Cultura do setor Audiovisual – Outubro de 2009

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