Página de Walter Eudes

30/11/2009

20 ANOS DO CURSO DE RÁDIO E TV EM PERNAMBUCO

Filed under: 1 — waltereudes @ 03:45
Este ano de 2009 marca os 20 (vinte) anos da aula inaugural do curso de Rádio e TV da UFPE. A partir de uma demanda estabelecida em décadas anteriores, todo o país passa a criar cursos universitários nesta área específica da comunicação social vindo a UFPE ser uma das primeiras instituições do nordeste a estabelecer o curso, antigamente chamado de Radialismo, mas já voltado à formação de profissionais da área de rádio e TV. É comum a inauguração de novos cursos superiores por região nacional e o curso de Rádio e TV já deixou de ser uma raridade nas ofertas de cursos superiores de universidades e faculdades de todo o Brasil. O tempo provou o acerto desta criação acadêmica que nos primeiros anos sofreu certo desdém por parte de áreas irmãs e primas, refiro-me ao jornalismo, publicidade, letras, artes, etc. Se no primeiro vestibular para Rádio e TV houve alguns alunos da turma que foram aprovados para cursa-lo porquê não tinham nota satisfatória para opções anteriores, hoje, e já faz alguns anos, é um dos cursos de maior disputa nos vestibulares pernambucanos. Um reflexo do dinamismo social, político e econômico que não pode mais em hipótese alguma enxergar as comunicações de massa como sendo apenas coadjuvante no cenário social e sim decisiva e determinante nos rumos de uma sociedade, chegando em certas situações a ter postura de comando e/ou orientação de toda uma população.
De formação eclética em sua base, o profissional de Rádio e TV é alguém que tem o importantíssimo e poderoso papel de definir regras, modelos, formatos, tônicas, objetivos, forma e conteúdo de um serviço de amplitude impressionante e estratégico para o bom ou mau funcionamento de qualquer sociedade inserida hoje dentro do globo terrestre: a programação do rádio e da TV. Formas de comunicação e integração, diga-se que ignora diferenças muitas vezes extremas de seu público participante, diferenças de ordens sociais, econômicas, culturais, educacionais, religiosas, ideológicas, etc. A todos chega-se as mesmas ondas de radiodifusão… Da mesma forma é alheia a diferenças individuais, como a situar num mesmo plano, gentes condicionadas a limitações físicas, tais como visuais e motoras com pessoas a desfrutarem suas plenitudes bio-humanas. Mas tem-se configurado um avanço significativo nas tecnologias mundiais em que este potencial destinado ao rádio e a TV sofre a cada tempo sensíveis modificações. Com um número bem maior de canais de TV’s e rádios abertas que há décadas atrás, primórdios do profissionalismo radialístico, soma-se hoje uma grande quantidade de TV’s por satélite e outras fechadas por assinatura. Uma realidade que subverte os antigos conceitos estabelecidos à postura de um profissional do Rádio e TV. Cabe a este profissional em pauta, o/a bacharel radialista, cientificar todo um emaranhado de interesses sempre mutantes e imprevisíveis, onde concorrem no mínimo: obrigações de um estado de direito, mercado econômico, ética profissional, necessidade comunicativa de massa, tecnologias novas, e sempre a levar em conta que a comunicação humana em essência pouco mudou em toda a história da humanidade, que atendemos necessidades muitas vezes vitais do dia-a-dia de todos e que estão há ao menos 30.000 anos sendo praticadas pelos seres humanos. Objetiva a comunicação humana em essência um mútuo entendimento das partes, daí pra quê é outra coisa, mas seu requisito mínimo essencial é o mútuo entendimento. Ao profissional de Rádio e TV, que tem opção humanista e solidária com o Brasil e sua gente, cabe a denúncia de vivermos absurdamente monopólios ridículos de mídia que emperram a capacidade comunicativa do Brasil e dos diversos brasis nele contido. Parabéns a todos colegas de escola e escolas, de profissão, aos professores e funcionários do curso de Rádio e TV da UFPE, em especial os fundadores do curso, quase todos comunicólogos oriundos do CECOSNE, mais especialmente a um dos principais responsáveis pela instalação do curso na UFPE, quando de seus trâmites burocráticos há mais de 20 anos atrás o professor, ator e radialista José Mário Austragésilo.
Walter Eudes
Comunicador Social – Bel em Rádio e TV
waltereudes@correios.net.br
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