Página de Walter Eudes

30/11/2009

DIREÇÃO DE CENA EM UM AUDIOVISUAL, IMPRESCINDÍVEL E SIMPLES

Filed under: 1 — waltereudes @ 03:45

Das funções presentes na realização audiovisual, destacamos nesta resenha a direção de cena. É uma atividade que como as demais, está em consonância com o objetivo traçado, inicialmente pelo autor-roteirista, seguindo pelo diretor. Duas, unicamente duas estratégias diferentes sugerimos para desenvolver tal atividade:
a) dirigir cena para não-atores
b) dirigir cena para atores

Após repassada a cena com toda equipe no momento do SET, distribuído o(s) posicionamento(s) da(s) câmera(s), efetiva-se todo ajuste final de iluminação, áudio para então fazer-se presente no set o diretor de fotografia que irá, a partir do objetivo do diretor (que por sua vez já busca do autor-roteirista) compor a imagem. É somente após o trabalho de definição fotográfica que o diretor de cena faz-se presente no set. É assim pois, uma após a outra que cada diretor faz seus ajustes, interdependentes e solos, até o último: o diretor geral, que irá analisar o trabalho de cada um, fazer comentários, rejeitar e/ou aprovar cada item de cena e após tudo checado dar o OK para gravação.
Mas a direção de cena é das funções a mais proveitosa de não causar nem discórdias em set, nem sequer perda ou atraso de tempo. Ora, a cena pode-se ser toda prevista, analisada, ela é, em geral, realizada com gente, motivo que pode ser subjetivada e, se for o caso, milimetricamente medida. Não é assim quando por exemplo, vamos fazer uma externa e o tempo é imprevisível em exatidão, precisamos ajustar todo um plano pré-estabelecido. Se, por exemplo, em tempo levemente nublado, de dia na manhã, queremos dar em um plano geral um foco em uma árvore do meio tropical, considerando as variações de fabricante de equipamento, ou seja, após fazer-mos a compensação da luminosidade do país origem do fabricante , adequando ao meio tropical, poderíamos ter-mos decidido assinalar a sombra da copa da árvore no final do tronco, deixando este campo um tanto oculto na captação, ficando a base do tronco, junto com possíveis raízes em maior definição, daí: V; 250 d: 8 (para uma referência de película em DINE 20). Se a previsão é acertada, utilize-se o plano traçado. Como não, um outro plano que deve ser previamente pensado. Portanto que o estudo da fotografia prévio em nada é parecido com a encenação. A encenação não muda em forma alguma, não seja óbito ou convalescença dos personagens. O trabalho do diretor de cena portanto é mais anterior que em momento. Para esta função, um bom arcabouço teatral e comunicativo, que vai de história da estética do teatro antigo e moderno até o potencial jornalístico da entrevista (quando da coleta de depoimentos a não-atores).

Walter Eudes, julho de 2008.

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