Página de Walter Eudes

18/05/2010

TEXTO REFLEXIVO SOBRE O “INVISÍVEL”

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 05:55

Em anexo está texto reflexivo sobre abordagens atuais de fenômenos complexos humanos da esfera do “invisível”. Como perceber e explicar potenciais e inquietudes humanas que não são de forma alguma visíveis? Estão no terreno da espiritualidade tais questões? Ou seria de competência exclusiva da ciência, em especial da psicanálise, da psiquiatria?

CONFIRA!!!

BAIXE AQUI:  “Sobre inconsciente e espiritismo” 2 revisado1

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12/05/2010

Cometário peça teatral – A FARSA…

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 06:56

Tive a grata satisfação de assistir a montagem da Farsa da Boa Preguiça, sob direção de Christina Streva na cidade de Limoeiro em Pernambuco (70 Km do Recife). Tomando conhecimento deste canal interativo entre público e realizadores, não pude me furtar em não registrar um comentário (mais ou menos) crítico…
Se há razão da arte em “divertir”, esta peça realiza tal função com maestria. É de fato divertidíssima. Impressiona a firmeza dos atores e atrizes em cena, a tranquilidade e veracidade de seus papeis. Mostra que há uma perspectiva boa de arte no Brasil, no Nordeste, quando a própria arte está em crise e consegue a equipe da Farsa… encenar coesamente, convenscentemente, provando uma exelente formação cênica. É de se parabenizar esta fonte dionisíaca. Porque são jovens atores, com média de idade talvez abaixo dos 30 (trinta) anos, daí uma satisfação a mais que envaidece a quem aprecia a peça: estrutura estética cênica bem articulada em um grupo teatral promissor. Se criatividade é condição sine-qua-non à uma boa obra de arte, aí na Farsa… esta dimensão da arte está bem explorada. Gratificantemente, curiosamente e belíssimamente, além de muito divertido, lá estão signos regionais do imaginário incosciente ou consciente do Nordeste, do Brasil…
Há uma nova tipologia cênica emergida no Brasil teatral há alguns anos: um clichê regionalista-chic que faz uso de elementos populares, de tipos populares, anedotas e ícones de um estrato social muitas vezes iletrado, provinciano e sedimentado geralmente no mundo rural (veja O Alto da Compadecida – filme ou peças, com os personagens e seus “tiques”, um figurino “amarronzado” tal qual paisagem de seca nordestina, da caatinga, um anedotário popular ou literário de um Ariano Suassuna; veja Lisbéla e o Prisioneiro – filme; veja inúmeras peças teatrais ou mesmo palcos musicais em shows de músicos diversos que elevam ao extrato da erudição da “alta arte” por exemplo, um simples adereço de palha como um cesto comum, uma panela de barro, o pano de chita, sandalhas de couro, um sotaque caricaturado pela sonoridade “arrastada” etc.). Um modismo de trazer do universo popular elementos ao erudito, que é comum na arte e que ainda encontra público no Brasil atual, especialmente Nordeste em relação a peças de tônica regionalista, em especial as peças de Ariano. Mas em A Farça… montada pelo Sertaoteatro, este modismo ou mesmo caricatura regionalista, ou ainda clichê teatral, vai está apenas citado, não lhe é base matriz. Daí, ao meu ver, a novidade e riqueza que enxergo nesta montagem: o grupo não desprezou esta tendência um tanto clicheresca do regionalismo, em especial o rural nordestino, mas não fez dele base de desenvolvimento da peça. Curiosamente, surpreendentemente e, repita-se, gratificantemente, há forte lastro de universo Pop, isso mesmo, de Pop-arte. Se você não teve oportunidade de ver a peça, considere um equilíbrio difícil, aliás muito difícil conseguido. Se viu a peça veja se não é de fato curioso e gratificante essa miscelânea do regional com o Pop. Mas não para por aí as surpresas desta montagem de A Farsa…, um aspecto meio que revolucionário vai está lá: é que o Sertaoteatro deixa fora de cena a hipocrisia estética, parecem assumir que tratar arte hoje em dia, fazer arte é discutir ou referendar, ou se encontrar no mundo dos mass mídia inevitavelmente; é sentir interferências intensas da mídia, porque ela mesma, a mídia, impera no referencial diversão, embora raramente culto; se se fala de encenação então, impossível desconsiderar a novela brasileira, no Brasil por exemplo. Pois que A Farsa… faz um joguete com jargões, personagens e saborosamente até mesmo vinhetas da mídia que embora hipocritamente queiram ignorar os dionisíacos mais puritanos, está no inconsciente coletivo da platéia, e também dos encenadores! Daí o “meio” revolucionário em assumir a realidade do repertório artístico e estético do público brasileiro que está impregnado de cultura “mass mídia” – diga-se que nem o mais erudito dos indivíduos, em sua maior puritanidade da excelência estética, em seu maior refino e apuramento artístico, entre Mozarts, Cortazars, James Joyces, Da Vincis, Monets e Goethes, não vai deixar de ter uma musiquinha, uma vinheta, um jargão de mídia martelando em sua mente de forma inconsciente, intrusa e irritante em momentos banais ou sublimes de seu dia-a-dia, ou mesmo, quem sabe, de forma prazerosa, escondidinho, lá está aquele ser erudito assobiado um comercial de sabonete ou automóvel…
Veja nesta montagem da Farsa… do Sertaoteatro o universo da cultura recente midiática encaixado com muito respeito ao texto de Ariano. E para não haver precipitação de quem não assistiu a peça, de citar “apelo de marketing” dado este recurso de referência à mídia, veja-se a trilha musical da peça, um aspecto à parte: são incrivelmente afinadíssimos! De uma melodia simples, encantadora, aliado a uma encenação acertada e que não tem nada a ver, em absoluto com TV, rádio ou nternet, é pura erudição!! Digo ser gratificante por fim, ver recursos de editais tão bem aplicados. A peça em pauta é toda montada por recursos de editais públicos. Parece ser uma boa proposta de se fazer arte, de se fazer teatro.
Se há aplauso justo, merece esta peça. Quem assiste vê a sinceridade do aplauso do público espectador: gratificado por se divertir cultamente. E aí outro aspecto impossível de ignorar: uma peça de rua, montada na rua, atrai pessoas que nunca viram teatro e simplesmente saem maravilhados!!
Força a todos e todas!
Parabéns e muito obrigado pelos momentos de erudição dionisíaca nordestina pós-moderna.
Abraços.
Walte Eudes
Comunicador Social pernambucano
abril/2010

(postado no Site da peça)

veja mais sobre o tema e sobre a peça em:

http://www.sertaoteatro.com.br

Comentário – peça teatral – Madléia

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 06:49

-Madleia! Madleia! Madleeeeiiiiaaaaaaa! – poderia alguém gritar acertadamente ao fim desta peça, quando mesmo Madleia estaria no camarim. Alguém de piedade, de dó pelo sofrimento de cada ser adulto que ama e desama outrem. Alguém gritaria Madleeeiaaa… para acorda-la de um êxtase só seu, um prazer ao devaneio, à loucura. Por quê Madleia existe? Talvez pra servir de “espelho” a seu público, para que alguma de suas loucuras possa ser identificada por alguém que a vê e se sinta tão humana como ela, a amar e odiar, talvez “numa mesma oração”. Madléia tem um coração, realmente “triste como um pandeiro, frágil como um brinquedo, forte como um leão”. Há uma tensão permanente onde vai chegar seu devaneio, onde é o apce de sua loucura mas de repente, ela “se pega cantando sem mais nem porquê”. Pouco mais avante ela convence um perdão a seu ser amado, que bem mais parece fictício de sua própria mente para logo em seguida apunhala-lo com veneno, e ainda parece dizer: “é meu preço, não faço por menos”. Mas ela, Madleía (leia-se a peça e a personagem) lembra-me um verso de Caetano em “Um índio”, quando aquele que “descerá de uma estrela colorida brilhante” revelará aos povos um exótico surpreendente pelo fato simples de ser óbvio e por está oculto. É assim mesmo, um óbvio oculto as fertilidades do brasileirismo pós-moderno e Henrique Celibi, a meu ver encontrou uma destas coisas ocultas, surpreendentes e óbvias: o imaginário contemporâneo coletivo impregnado de referenciais musicais da mídia, dos mass mídia. Embora não venha a ser seu lastro único, o repertório musical é de fato um óbvio oculto que passa a ser revelado, dialogado com a maestria estética e, em Madleia, às vezes clássica do teatro. Porque não revelar esse mundo imenso de ondas hertzianas que atravessam nossos corpos, alcançam distancias? Não é mais possível ficar sem dialogar com o próprio universo da mídia, porque faz parte do universo mesmo do público! Ela, Madleia, avisa a cada um de nós talvez, um interior pulsante que pode eclodir a qualquer momento. E esta busca da compreensão do inconsciente individual ou coletivo não pode ser ignorada por quem quer que faça arte, ou mesmo quem quer alcançar a compreensão da dimensão humana da contemporaneidade, onde está a plenitude humana neste início de século, de milênio? De certo passa por uma compreensão do inconsciente… Caso fosse à Madleia (personagem) inventado um álibi existencial, embora não fosse aceito por psiquiatras ou magistrados, bem caberia a ela a fala de “que minha loucura seja perdoada, porque parte de mim é amor e a outra também” – talvez seja este um diagnóstico universal de todos os loucos e loucas que amam a vida e não suportam ver e viver num mundo “normal” de tanto desamor! Mas se você não viu Madléia (a personagem) “desmontada”, não compreendeu o essencial da obra: um artista que a cada encenação enlouquece e se cura em menos de uma hora. Porque, incrivelmente lá está ele após o término da peça: lúcido, consciente que um pouco de si e de nós foi encenado, discutido, e que não há resposta exata para a busca da plenitude humana, talvez a busca seja sim a grande razão do viver (Madleia me parece, além de não se encontrar nem na loucura, nem na sanidade, não quer que ninguém também se encontre, bem sabe ela que não é esta sua função…). É de fato impressionante ver a grandiosidade do talento de Henrique no palco, mas mais ainda pós-palco, quando o que resta daquela louca mal-amada é apenas um resto de maquilagem ou um suor pelo rosto. Ele, Henrique, é bem resolvido teatralmente, Madleía só existe no palco. Henrique: “foi bom te ver! Saber que você é feliz!” abraços, Walter Eudes Comunicador Social Limoeiro-PE

Veja mais sobre a peça MADLÉIA em: http://www.madleia.blogspot.com

03/05/2010

Missa de corpo presente de Pe Luiz Cecchin 05/04/2010

Filed under: 1 — waltereudes @ 07:16

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