Página de Walter Eudes

30/07/2010

CENTRO DE FORMAÇÃO DE MENORES COM ÓTIMAS PERSPECTIVAS

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A maior ação assistencial e filantrópica da cidade de Limoeiro, o conhecido Centro de Formação de Menores parece ter encontrado boas perspectivas para uma nova fase de seus trabalhos. Após a morte de seu mentor, líder e principal ativista, o Pe. Luiz Cecchin, apoderou-se do Centro de Formação, bem como da população limoeirense como um todo, um certo temor de não haver continuidade para a instituição. Os esforços foram muitos para de pronto configurar-se a nova fase e um passo decisivo para a continuidade do Centro foi dado neste mês de julho a partir de intensos trabalhos de um grupo de mais de vinte pessoas formado por trabalhadores e colaboradores do Centro de Formação do Brasil e da Itália. Os chamados “padrinhos” do Centro de Formação, vieram da Itália, da região do Veneto representados por um grupo de sete italianos e se empenharam por dez dias em Limoeiro, junto aos trabalhadores e colaboradores da instituição para encontrar a melhor forma de prosseguir todo o trabalho que sempre foi feito aqui em Limoeiro. Um clima de otimismo contagiou a todos os envolvidos uma vez já está decidido qual ordem religiosa católica irá conduzir a orientação espiritual-cristã do Centro: “Em, Itália temos mais de 600 família padrinhos que sustenta estas famílias, estas crianças através de adoção a distância, quando retornarmos a Itália levaremos esta grande notícia que encontramos dois dois encarregado dois religiosos, Pe. Jairton e Pe. Gedová que vão continuar esta obra” – nos narra o Sr. Bejamino, 63 anos, italiano que esteve pela quarta vez no Brasil, em Limoeiro e que é dos principais diretores de toda subvenção que vem mensalmente da Itália para Limoeiro. “Para o Centro de Formação, Pe Luiz  foi chamado ao paraíso mas está sempre aqui presente e continua “pobre servo de Dom Calábria” como a congregação que pode continuar esta obra” – referindo-se Bejamino a nova ordem que irá conduzir o aspecto religioso. Também presente por estes dias em Limoeiro, vindo do Rio Grande do Sul especialmente para o momento, o secretário da ordem pastoral seguidora de Dom Calábria, o brasileiro Gedovar Nazaré que nos afirma: “Falta oficializar este momento da vida da congregação para assumir a função religiosa, as atividades aqui do Centro de Formação e também assumir a área pastoral na cidade de Limoeiro. É uma questão de hoje ou amanhã se concretizar isso. Mas a gente já vem algum tempo conversando, visitando as atividades ainda com Pe Luiz e o bispo Dom Severino. E a gente está fechado isso com a proposta de vir se associar aqui nestas atividades.”

O entusiasmo com a certeza de continuidade do trabalho de Pe. Luiz, ao menos no Centro de Formação de Menores é visível em todos os envolvidos diretamente e indiretamente, para Alderico Serafim, coordenador da instituição, a certeza da vinda da Ordem de Dom Calábria “é uma grande notícia, interessante por que não vai deixar a obra morrer como muitas pessoas chegaram a sondar este  fato, que com a morte de Pe Luiz também morreria a obra.  Mas temos os calabrianos que estão já confirmados, que vão assumir a obra a partir do próximo ano e vão continuar na mesma linha de pensamento de Pe Luiz”. Já Sílvia Gomes, diretora há 7(sete) anos do Centro mostra que os trabalhos além de continuar estão mesmo é mais intensos, como atesta reunião da diretoria do Centro, os italianos colaoradores, o secretário gaúcho da ordem Calabriana e o poder público municipal na representação de vários vereadores, secretários do executivo e o próprio prefeito (foto) atesta que: “Tanto na parte sociedade civil quanto o poder público constituído , sempre tivemos uma boa relação com o poder executivo e agora estamos procurando cada vez mais  este laço de parceria com o município”.                                                                                                                                    

26/07/2010

NABUCO 100

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Baixe uma montagem visual fofotgráfica sobre os 100 anos que lembram a morte de Joaquim Nabuco

02/07/2010

Seleção de futebol nacional

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 09:21

Futebol é no Brasil uma inquestionável felicidade. Um fenômeno que transcende e muito o aspecto primário de puro desporto, é até mesmo, sabemos, traço de identidade cultural. Ora, isto é comum a qualquer sociedade, a qualquer nação: um esporte vir a ser característica de identidade coletiva… Mas um estágio de excepcionalidade não parece ser atingido somente com a emoção e alegria inerente ao jogo. Excepcionalidade porque no Brasil é feriado nacional dia de jogo da seleção brasileira de futebol em copa do mundo. Daí merecer este fato uma atenção especial, onde possa-se debruçar o olhar objetivo de enfoques científicos diversos a perceber esta formação como um objeto de estudo capaz de elucidar tanto potencialidade como fragilidades do povo brasileiro em geral, na  sua atual configuração histórica-cultural. E vamos ver, junto a esta “paixão nacional” desdobramentos vários de comportamento, sendo um deles de chamar a atenção, uma vez ser perene nas últimas décadas e incrivelmente agora, na copa de 2010, estar descaradamente exacerbado: fala-se do ódio rival à Argentina. É curioso que se alimente um ódio tão fútil, não somente a um time adversário, mas a cultura de um país – diga-se, muitas vezes sem nada dela conhecer!. Novas gerações de torcedores brasileiros estão sendo criadas e algumas já foram criadas, com este rancor à Argentina. Fato sem dúvida que merece séria abordagem. Sugiro aqui, de forma superficial uma linha de reflexão que remota aos anos 60 e 70 em ambos países.  Havia por estas décadas, governos de um regime político ditatorial de cunho nacionalista e que parece ter o Brasil, antes da Argentina encontrado em sua seleção de futebol, motivo de referência à identidade nacional. Vitórias em copa do mundo de futebol, o tri-campeonato em 1970, mostraram ser o Brasil nação merecedora de credibilidade quanto às condições de vida de sua gente (país que gera atletas de tão bom nível, inclusive de extrema criatividade, merece sim respeito!). Ora, era um regime que precisava de fôlego para se manter, quando dividiu a opinião pública pelo fato de onerar a vida política coletiva com atos muito questionáveis, como por exemplo o fechamento do Congresso Nacional, a suspensão de eleições diretas, a censura, etc… Como não utilizar-se do sucesso da “canarinha” para impulsionar os projetos deste governo, para sustentabilizar sua credibilidade? “Todos juntos vamos, pra frente Brasil, salve a seleção!!” Viva a “Pátria de chuteiras”! Esta concessão dada pelo regime militar ao povo brasileiro de exercer sua liberdade nas ruas, de expressar sua alegria nata e sua festividade inerente  através do futebol, foi decisiva para vir a existir este fenômeno excepcional que é hoje e há algumas décadas jogo da seleção brasileira de futebol em copa de mundo. Em dias de estado de sítio, de vigilância constante a qualquer aglomeração de grande público, veio a calhar o interesse do regime militar no futebol da seleção .  Mas havia seleção de futebol em país que assemelhava-se as condições brasileiras: a própria! a da Argentina: conquistou campeonato mundial, sendo também sul-americana e tendo também na década de 70 (época do surgimento da grande rivalidade) um regime ditatorial em seu país. Ora, não só por ser ditadura, mas principalmente por ser regime nacionalista, de se ter por exemplo, um culto quase sacro aos símbolos nacionais, tal qual a bandeira nacional e suas cores. Como não reconhecer este fomento na inconsciência dos habitantes de um país? Um estímulo de “adoração” às “cores nacionais”… Mas na Argentina, o povo deste país, passa a adotar a sua seleção de futebol como identidade de cultura nacional de forma bem diferente do Brasil. Se no Brasil foi o tri-campeonato de 1970 que certificou a seleção de futebol como traço de formação e identidade cultural do país com a tônica nacionalista –“Eu te amo meu Brasil, eu te amo…”, na Argentina, o povo toma a seleção como traço de identidade coletiva por razão libertária – pelo menos é o que nos parece ser, do pouco que nos chega do que é e o que foi para os argentinos sua seleção de futebol. Ora, estava a ditadura militar naquele país em franca agonia. Após tanta tortura, assassinatos de dissidentes, após tanta pressão externa para o restabelecimento dos direitos democráticos no país, acha o comando maior militar de declarar guerra à Inglaterra, a guerra das Malvinas. Os Ingleses arrasavam os argentinos nos frontes de combate quando um outro “pelotão” arrasava os ingleses no futebol. Era copa do mundo e a seleção argentina vence a inglesa com gol de quem soltou um grito de alegria popular reprimido há anos: Maradona fez a Argentina tremer de euforia, suplantou os ingleses sem um tiro de fuzil se quer, mostrando que é possível se fazer forte no mundo, se fazer meritoso sem agir com atrocidades.

O regime ditatorial viria em pouco tempo a se extinguir. Certamente aquela confiança dada pelo esporte, gerando uma alegria incontível em massa, retomando as ruas com euforia, contribuiu para o fim dos militares no poder.

Estas similaridades e diferenças aqui apontadas de forma um tanto grosseira, não elucida, mas talvez ajude a entender melhor este ódio tão forte do brasileiro à Argentina quando o assunto é futebol. Diga-se ainda que nosso ônus/bônus de gigantismo geográfico no continente frente aos outros países, parece nos criar inconscientemente uma sensação de obrigatoriamente sermos os melhores e maiores da sul’américa a ponto de aumentar a rivalidade à Argentina quando eles conquistaram seu bi-campeonato. Sem dúvida, insisto no fato dos regimes nacionalistas que foram poder nos dois países e que deixavam pouco para suas populações se identificarem coletivamente em bloco, uma destas formas foi pelo esporte, sem ser o boxe, o beisebol, o basquete, o xadrez, o automobilismo ou outro qualquer, foi o futebol, o esporte mais apreciado no Brasil e também na Argentina. Some-se também a televisão, fato relativamente novo no mundo a justamente se popularizar pela época da ascensão destas duas seleções ao topo dos interesses nacionais e de seu povo. Por fim, diga-se que quem se deu bem nesta rivalidade, neste ódio um tanto mesquinho e fútil de Brasil à Argentina foi o Uruguai. Deixou de ser este país motivo de rancor e intolerância por parte dos brasileiros por ter vencido a final da copa de 1950 para o Brasil em pleno Maracanã, agora temos a Argentina para odiar. Fato este de 1950 ainda presente na inconsciência coletiva dos brasileiros mais maduros e que ainda despertam rancorosas frases desafetuosas de alguns quando se fala a palavra Uruguai.

SENTINELA LIBERTÁRIA

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 08:45

Este é um fanzine que vem para somar ao debate político da cidade de Limoeiro-PE, talvez de Pernambuco, quem sabe do Brasil!!

Veja em arquivo em pdf abaixo o jornalzinho que teve boa recepção em sua versão fotocopiada, lançada em primeiro de julho de 2010.

Boa Leitura!!!

BAIXE AQUI:  Sentinela Libertária A

BAIXE AQUI: Sentinela Libetária B

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