Página de Walter Eudes

27/08/2011

Uma dupla satisfação

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 11:05

 Vai ser a notícia sempre uma satisfação para o leitor. Aquela notícia de um fato que o leitor, a leitora não conhecia e que só ao ver a redação devida com fotos ou não, após os labores jornalísticos e editoriais é que toma conhecimento do ocorrido. Assim que como em cascata vamos nos reportar a outros lugares e épocas… foi assim que soube do trabalho recente do intelectual limoeirense Dr. Barbosa sobre o historicismo de Limoeiro, quando vai remontar de épocas Imperiais a criação deste município pernambucano. Sim, um edito real de D. João VI cria a Vila de Limoeiro. Esta minha primeira satisfação: termos perspectivas de rompermos o limiar republicano de nossa história local. Porque qualquer pessoa comprometida com nossa cidade, vai ter que admitir que “tudo começou” um pouquinho mais antigamente do que este nosso antigamente de hoje; que nossa gloriosa República trouxe ruptura com o velho e arcaico modelo de Estado (monárquico), a nos trazer avanços significativos em concepção de poder público (veja a democracia, o voto, aos poderes em três instâncias, a liberdade de expressão, os deveres e direitos de um cidadão/uma cidadã, etc. etc. etc.), mas que o passado mais longínquo não deveria ser esquecido, ao contrário, deveríamos lembra-lo para não cometermos os mesmos erros que nossos antepassados sofreram. Assim que se nos é inspiração a Civilização e a Cultura, onde nos espelhamos até mesmo em países ditos “desenvolvidos” ou como as vezes chamamos com mais exaltação “países civilizados”, onde funciona isso, funciona aquilo, etc. etc. , devemos é lógico considerar que o passado nosso não deve ficar oculto por completo, muito menos, no caso de Limoeiro SUBTRAÍDO- porque países milenares como França, Alemanha, Itália, Japão, China, etc. etc. tem lá seus departamentos de Governos e entidades da sociedade civil que vivem de revirar e pesquisar o passado, preservando a memória antiga, muitas vezes milenar! Veja a atual discussão no Congresso Nacional e na Sociedade brasileira como um todo sobre os documentos secretos de Estado: deveriam ser quebrado o sigilo de tais documentos após 50 anos de secretos? Ou mesmo pode-se renovar ad infinitum seus sigilos? Acessíveis unicamente a pouquíssimos chefes estatais? Bem, a nós, em nosso querido provincianismo, a luta é ainda de pelo menos melhorar nossa abrangência histórica, dando os merecidos dois ou três séculos de brasilidade e ocidentalismo que compete-nos! Penso mesmo que nem deveríamos desgastar nossas forças em procurar responsabilizar este descalabro que nos traz sequelas sérias. Porque um município com uma coletividade de mais de 200 anos, tem história, tem tradição e merece todo respeito de uma comunidade maior em que está inserido. Aí que vamos resgatar nosso período histórico imperial e quem sabe acolhermos em nosso modestos registros do passado, nosso vínculo com tanta luta justa e digna que ocorreram neste período. Estamos até mesmo presentes em grandes revoluções históricas pernambucanas e brasileiras, com vultos imensos de intelectuais, políticos, militares e populares que estão simplesmente subtraídos de nosso presente, de nossa memória histórica. Mas lembremos que não é exclusividade de Limoeiro, esta condição é geral em pequenos municípios do Brasil, ainda é um exercício novo termos a reverência ao passado. Há pesquisas estatísticas que apontam um índice baixíssimo de pessoas que visitam museus e arquivos públicos no Brasil. Talvez por que sempre nos foi dado pelo o Ocidente (ao menos) a esperançosa alcunha de “país do futuro”? será que por isso enxergamos mais pra frente e quase nunca pra trás?… E então, narro nesta crônica minha SEGUNDA SATISFAÇÃO: foi por um modesto periódico local que tomei conhecimento desta pesquisa e luta do Ilmo. Dr. Barbosa. Foi pelo Fique Por Dentro do mês de agosto, sob edição e redação do Sr. Rubens Sacramento! Que bom que possamos contar com um “furo jornalístico cultural e histórico” em tempos de tanta tecnologia eletrônica, onde as noticias preferencialmente são acessadas por TV, rádio e agora internet. O jornal F.P.D. já é parte de nossa cultura comunicativa local e é sem sobra de dúvida, nestes mais de 20 (vinte) anos de atuação, mesmo com seus hiatos de circulação, uma coleção de documentos significativos para a memória futura de nossas gerações. Tempo vindouro que irá sem dúvida alguma reportar-se aos fins do século XX e início do século XXI em Limoeiro, contando com um gabarito extraordinário do Sr. Rubens Sacramento, algo que está muito laboroso e sofrível para nós hoje quando nos reportamos à Limoeiro dos séculos XIX, XVIII ou XVII…Isso se tivermos a precaução de guardamos nosso legado presente para o futuro…   Limoeiro-PE   ***   Bairro José Fernandes Salsa  ***   AGO / 2011

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