Página de Walter Eudes

25/10/2011

Sobre plantas medicinais

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 12:11

A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo” Albert Einstein

As plantas, ervas e raízes medicinais sempre foram utilizadas com fins curativos na antiguidade. Por milênios a humanidade recorreu a poderosos remédios naturais para enfrentar males à saúde. Modernamente, com a descoberta e mapeamento dos microrganismos, das estruturas moleculares de qualquer matéria, com os resultados do investimento do gênio humano na física, biologia, química, bio-química, etc. optou-se em tendência pela cura de doenças através da forma alopática potencializada pela concentração de drogas sintetizadas em laboratórios químicos. Embora haja uma incontestável supremacia dos remédios fabricados em relação aos remédios naturais, estes persistem em uso dado a costumes milenares que resistem em serem obscurantados à força de nossa era moderna. Mas mesmo que excelentes porções e fórmulas estejam em uso sem o devido reconhecimento da ciência moderna, e que seus resultados sejam de fato eficazes, convém lembrar que ao ônus da modernização, do futurismo e da industrialização – que notadamente diminuiu a qualidade de vida humana, animal e vegetal no planeta – vemos o bônus da superação de males patológicos que assolavam a vida terrena sem serem vencidos, dizimando enormes contingentes populacionais em décadas, alguns males perdurando por séculos. Assim, que adentramos no século XXI com ótimas perspectivas para buscar encontrarmos um melhor equilíbrio entre os conhecimentos milenares e os recentes no campo farmacológico e químico. Bons indicativos parecem vir a esperançar esta ótica e também até mesmo o resgate de estratégias inquestionáveis para a melhor qualidade de vida praticada na antiguidade, vemos por exemplo a homeopatia inclusa como ramo médico reconhecido em várias nações, também a apuncultura como técnica curativa ou auxiliar está sendo aceita e comprovada sua eficácia, ainda: a ampliação da lista fitoterápica brasileira após anos de estudos e de consulta pública.

O que de fato parece ser decisivo para o enfrentamento de doenças, graves, moderadas ou leves, pare ser ainda o aspecto econômico desta doença, onde uma grande rede de interesses apropria-se da exclusividade do saber àquela doença e ao corpo humano, determinando assim qual venha a ser a intervenção a ser dada à moléstia. Então que estará em regra objetivos financeiros, de lucros monetários como um fim maior ao tratar doenças, estando a cura ou a amenização do sofrimento do doente em planos últimos. Por não ser regra absoluta esta situação é que percebemos grande luta dentro dos campos profissionais da saúde, estando o paciente muitas vezes na situação de mero coadjuvante nesta batalha. E o que parece ser de fato um bom indicativo de maturidade histórica e contemporânea é todos nós incluirmos todo o campo da saúde na atual crise paradigmática que permeia toda a comunidade científica. Assim nos será muito confortável, humano e sábio quando deixamos por exemplo bastante esclarecido para determinada doença que a convivência com suas sequelas talvez sejam menos sofríveis que os atuais métodos consagrados de cura, ou ao médico, a médica respeitar a opção do paciente em abster-se de uso químico ante suas colateralidades, ou melhor ainda, não só respeitar, mas também compreender e mais ainda apoiar a decisão do paciente, decisão esta centrada e consciente de realizar tratamento medicinal natural, quando de fato vem a este profissional da medicina perceber a eficácia do remédio/planta natural como de fato solucionador. São exemplos de talvez uma melhor adequação do saber e costumes da população em geral que os pratica há séculos e milênios com as conquistas significativas da modernidade e suas tecnologias. Ainda: vai ser desastroso ignorarmos a força da milenaridade nas curas à saúde. Porque junto vai-se ignorar estratégias de qualidade de vida também construídos há milênios, seja da alimentação mais natural que haja – grãos, verduras, frutas, tubérculos, raízes, peixes, aves, etc – produtos de consumo que não tinham uma etiqueta de validade e de modo como consumir, cozimento, fritura, temperos, quando o primeiro deparar humano com eles… mas também vamos destruir nossas técnicas de higiene básica, como o banho tropical diário, ou o milenar pijama de dormir oriental, o lavar as mãos e pés antes de refeição e repouso,etc.; mais: o resguardo à doenças e suas sequelas, a dieta básica à doentes, o quarto de repouso, o ser humano especialmente designado ao combate às moléstias, hoje o medico, primordialmente o feiticeiro/a feiticeira da tribo.

Assim que é impossível ignorarmos aquela milenaridade que, somente com os excessos da modernidade evidenciados nos séculos XIX e XX em especial é que podemos tentar resgatá-las, retira-las do obscurantismo e ocultismo que foram obrigadas a se refugiarem dado a tentativa de banimento de suas práticas, dado serem saberes coletivos, sem patrono nem patrão, porque os cientistas e as cientistas que os forjaram, jazem anônimos em alguma tumba quadrimilenar africana, em algum sambaqui de mais de dez mil anos nas atuais Américas, em túmulos ignorados do continente europeu. em sepulcros desaparecidos do antigo oriente.

Anúncios

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário, crítica ou sugestão.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: