Página de Walter Eudes

02/07/2012

IDENTIDADE POLÍTICA – crônica a partir de fatos políticos-eleitorais locais e nacionais

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 03:36

Desta atribuição humana que muito se aborda, que muito se teoriza, comento neta crônica do que se diz de uma “identidade”, conceito que se completa com a noção de “originalidade” e “fidelidade” na política. E afirmo que política é uma “atribuição” e não uma “escolha”… Porque qualquer foco que queiramos dar ao termo Política, convêm firmar que é da constituição do ser humano, que lhe é atributo, impossível alguém NÃO FAZER POLITICA – sentido social, que lida com a economia, que traduz por exemplo quais e como são as escolhas de um indivíduo dentro de sua sociedade; que mostra seu grau de consciência e respeito (ou desrespeito) para com o patrimônio público, sua noção de construir a sociedade em que vive, de atentar-se aos costumes, modos vigentes, de ter atenção a legislação em voga, a moral, a ética, etc.. Todos e todas fazem Política! Ser representante eleito do povo, ocupar cargos públicos executivos e legislativos é outra coisa e ainda é (em tendência) uma prerrogativa seleta, ao menos no Brasil. Porque ainda insistem herdeiros e herdeiras da mentalidade arcaica, escravocrata e mandatária em serem únicos e exclusivos representantes do povo com possibilidade de gerir o potencial de um Estado(desta Nação que é a 5ª ou 6ª economia do planeta!) – em qualquer de sua esferas… Felizmente a história não estaguina pra todo mundo e em todo lugar, assim que, no Brasil maior já percebemos existir a lógica do diálogo e a percepção de que a diversidade de potenciais políticos de uma sociedade é ampla, não deve ser ignorada. Então que o sindicalista Lula reverte com maestria a mentira tri-secular que se impôs no Brasil, que só “fidalgos” são capazes de governar.

Mas esta introdução ao tema proposto nada mais é que um paradigma sine-qua-non para avançarmos a qualquer outro aspecto mais específico da área Política, porque é desperdício de tempo e esforços qualquer aprofundamento teórico admitindo a premissa falaciosa de que “o povo é ignóbil” e necessita de “iluminados” e “iluminadas” a gerir esta mesma riqueza material e poder que lhe é direito usufruir. É inadmissível esta ótica, mesmo que esteja mascarada. Também não sejamos ingênuos: na sociedade dol século XXI no Brasil persistem forças imensas a querer perpetuar este regime de fidalguia, que nada mais tem em pano de fundo que a perpetuação de seus privilégios materiais seculares e o reforço de suas doentias mentes egocêntricas e onipotentes de julgarem-se os “mentores” e “mentoras” do que há de bom em nosso querido País.

Então que identidade na Política é prática almejada por boa parte dos cidadãos e também por boa parte dos representantes públicos. Nota-se empiricamente que não é a regra a postura de constante mudança de sigla partidária, por exemplo- embora intensa, esta pratica parece ser exercida por um a minoria.

Ora, não percebemos no Brasil uma coesa identidade política em muitos dos assim chamados Políticos. A quem está familiarizado com o cenário político-partidário brasileiro vai ver blocos ideológicos tal qual “rocha”, grupos de Políticos que representam interesses de claríssimos extratos populacionais há décadas, alguns até séculos! E que a parte oscilante, ou melhor termo, vacilante é pequena entre os que se mantém firmes (e esta perspectiva, diga-se, ocorre também no grande publício, no eleitorado). Podemos ver então, personalidade do cacife de um Senador Pedro Simon (RS) que vivenciou fundação do antigo MDB e por 3 ou 4 décadas continuou fiel a suas convicções, exercendo sua influência nos rumos históricos de seu estado e de seu país. Cite-se uma figura de fidelidade e identidade como ao Senador já falecido Antônio Carlos Magalhães, que fez sua política de governante na “melhor forma” de um chefe poderoso nordestino ( o rótulo/clichê é inevitável). Pesquise-se e compare-se, vai-se encontrar sem muitos esforços dezenas de exemplos a nível nacional, regional ou local de gente que mantem-se numa linha verdadeiramente original, regional, com identidade. A estes políticos e políticas conferes-e um respeito à sua honradez e dignidade quanto a sua trajetória- independentemente se de qual campo ideológico, se de direita, se de esquerda, centro,etc.

Mas um outro aspecto salta-se no curso de uma reflexão desta natureza: que nada precisa ser tão perene assim na política. Então que há mudanças sim, e isto é natural. Mas de que forma e com que frequência? Observe-se a primeira mulher prefeita de grande cidade do Brasil, Luiza Erundina e veja que fundadora do PT hoje (2012) é dos quadros do PSB. Mantém a mesma uma coerência respeitosa com suas convicções iniciais. Se lhe houve indisposição de continuar no PT, onde era ela dos principais quadros, nem por isso alojou-se Erundina em um partido “de ocasião”. E parece que não lhe foi convincente o discurso e prática do campo ideológico de direita para que a mesma radicalizar-se suas convicções, continua uma política de esquerda. De forma que até as mudanças partidárias devem ocorrer com coerência, afinal não estamos falando de um jogo trivial qualquer, isto é POLÍTICA, que que inclusive abarca ciência específica na construção do saber das civilizações, e inclusive das civilizações antigas! Mas ainda há irresponsáveis que travam o avanço social, que prejudicam o debate e embate de uma democracia (estágio tão sofrível de se alcançar numa Nação). São pessoas que felizmente não são regra, que buscam uma pseudo-supremacia social, buscam mais o status de um cargo eletivo e definitivamente não teem espírito de estadistas, não estão de forma alguma preparados para exercer e administrar o poder público e infelizmente em todo lugar tem gente assim. Para esta classe de (pseudo) políticos a disputa pelo poder está a cima de qualquer coisa, inclusive de um projeto para a coletividade, seja este projeto de qualquer ideologia, direita, esquerda, social-democracia de cunho socialista, capitalista, etc. O infortúnio que estes irresponsáveis causam custa-nos sempre um atraso histórico e parece que das melhores formas de solucionar este problema é trata-los com extrema reserva e sem dar-lhes a confiança que sempre são solícitos – ou é arriscar projetos sérios, em que acreditamos. Geralmente é frustrante desprender ajuda, apoio a quem lá na frente irá nos “trapacear”, nos trair pelo poder de ocasião. Desta situação, a tão sonhada Reforma Política brasileira, que anda há anos e anos em discussão no Congresso Nacional irá ao certo minimizar as mazelas causadas por estes irresponsáveis na ideologia. Um sinal alentador parece ser a fidelidade partidária, que já custou o mandato de muitos desses oportunistas – trocam de partido “a toda hora” mas em muitos casos o mandato pertence ao partido. Também, uma condução à formação politica é conveniente a estas pessoas sem identidade política, para se situarem no arcabouço político local e geral e adquirirem “consciência política” independentemente diga-se novamente, de qualquer ideologia. Vão ser muito mais útil na sociedade que a conhecida e aqui citada postura de “oportunistas” quando adquirirem formação e consciência. E esta é uma tarefa para muita gente!

Por: Walter Eudes(Limoeiro-PE BRASIL) * http://www.waltereudes.wordpress.com * waltereudes@correios.net.br

identidade política editada 2

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