Página de Walter Eudes

01/02/2014

UMA DEMOCRACIA EM CONSTRUÇÃO

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 06:00

Bem mais almejado que propriamente efetivado o conceito de Democracia no Brasil. Se pela jovialidade que há em torno deste regime político, de condução dos Estados em todo o mundo; se pela própria restrita origem social dos modos democráticos, em geral republicanos, oriundo da “nova classe” burguesa dos 1700; se por recentemente ter havido período ditatorial que ainda deixa ecos em toda a sociedade. De tudo que historicamente é novo, haverá um bom tempo até uma sedimentação efetiva e aprofundamento do potencial referido: é novo o conceito e a prática do Estado Democrático, e não são dois séculos (em média) que irão encerrar as dificuldades de aplicação deste regime político, ao contrário, ainda é um aprendizado às coletividades que se forjaram em regimes Regenciais, Coloniais, como o caso do Brasil, em que muito do que se apregoa numa Democracia era simplesmente ignorado. Assim, se há hoje o amplo entendimento de cidadania a todos os nacionais, se há a garantia de direitos fundamentais e naturais como inerentes a todos sem exceção, não foi assim pela maior parte do tempo da história, da história brasileira. Do que se diz da classe social/econômica que deu gênesis aos regimes Republicanos Democráticos, percebe-se ser apenas um extrato da população, a classe dita Burguesa – de “burgos”, muros das cidades medievais em diante, que abrigaram grupo de diversos profissionais liberais, artesãos, comerciantes em diferenciamento dos camponeses, a grande maioria trabalhadora medieval, em diferenciamento também da realeza e do clero. Burgueses que tornam-se poderosos com a Revolução Industrial, que querem e precisam participar das decisões, dos rumo de suas Nações, que fazem revoluções, destronam realezas, compuseram as Repúblicas Democráticas. Assim, um tipo de Governo forjado em classe ainda não da maioria da população – operários e camponeses – mas com o apoio desses. E por ter objetivos definidos e específicos a classe socioeconômica que conduz às Repúblicas (os burgueses), carece de intuitos a atender demandas diversas dos extratos mais básicos da população, daí, constante insatisfações de boa parte do povo. E por fim, dos traços de fragilidade da Democracia que tanto se defende, cite-se os ecos recentes de Regimes Totalitários, que deixam sequelas significativas numa população, pairando um indicativo a se aplicar e replicar incessantemente o autoritarismo ditatorial, mesmo estando a sociedade em orientação democrática. Então que é falacioso os argumentos de que “é um fracasso a Democracia”, “é um fracasso a República”, dada jovialidade desses dois valores civilizatórios significativos e irmanados: a República e a Democracia, de constante exercício, revisões, ampliações, aprofundamentos por toda uma imensa diversidade cidadã: a população. Se há apenas os primeiros períodos históricos de Democracia a se concretizarem, através da República, ainda é cedo, muito cedo para precipitadas conclusões… antes os devidos esforços de garantir o Regime de poder do povo, pelo povo e para o povo.

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