Página de Walter Eudes

16/07/2018

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 13:51

O ESTERIÓTIPO DO MAL OU,… O MAL INVENTADO

 

Pouco mais de meio século separa as décadas inciais do século XXI da maior barbárie moderna da humanidade: a Guerra Mundial de 1944. Não que tenha havido uma paz plena e duradoura em todo o Globo há séculos, mas não cessaram os conflitos bélicos entre povos e nações após a tragédia que foi o grande conflito dos anos 40. Dezenas de guerras ocorreram após 1944. Paira uma constatação de que a máquina bélica de grande porte não teve derrotas significativas, segue espalhando tragédias, destruições e mortes ao longo do tempo. Esforços intensos de pacifismo são realizados por Nações a bastante tempo e mecanismos são criados para referendar a harmonia entre os povos, à mútua descoberta de suas diferenças como fato motivador ao engradecimento amplo e não à rivalidade mortífera. Bem como o respeito das riquezas naturais e/ou produzidas de cada Nação como parte de sua gente, necessária à sobrevivência de populações geográficas unas por historicismo e política, salvaguardando de interesses predatórios de qualquer Povo que seja. A ONU é o exemplo maior deste esforço mundial de não se repetir catástrofes já ocorridas. Mas a ONU não tem conseguido frear a ânsia de devastação do belicismo multinacional… Em cada década da segunda metade do século XX e em continuidade até os dias atuais, despejam-se bombas por toneladas em muitas nações: Vietnã, Coreia, Iraque, Afeganistão, Curdos, Iraque, Kwait, Síria, Líbia, Sarajevo Ou guerras de guerrilha deixam milhares e/ou milhões de vítimas diretas e países arruinados por décadas adiante: Moçambique, Angola, Nigéria, Congo, Palestina. Ainda: semi-guerras traçam cruzadas nacionais contra adversários ideológicos a causarem danos severos a toda uma construção esforçada de reencontro com a República: ditaduras militares no Chile, Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, Uruguai, Paraguai.

De que há uma tônica de mal intenso no convívio humano não resta dúvidas. De que este mal recebeu no início do século XX mais apoio de fortalecimento que as propostas diplomáticas e solidárias multinacionais, também não resta dúvidas… Mais orçamentos de guerra que de pesquisa científica multi-nacionais, desportos internacionais, eventos bi-laterais ou multi-nacionais de comércio, cultura, política. Estimulou-se mais ao ódio que a confraternização entre as diferentes Nações.

Passada a infeliz experiência da Grande Guerra de 44, concorre ao ódio e ao ódio armado, iniciativas diversas de pacifismo, interação, colaborações mútuas, solidariedade. Muda muito o cenário internacional de rivalidade e conflito para o de respeito e apoio, em muitos casos. Porém, persistindo o mal em si como orientador de uma grande fatia de produção econômica-cultural-política, sendo a barbárie geradora de capital econômico, segue o percurso bélico promovendo guerras em várias partes do Globo…

A classificação vernacular para decisões de promoções bélicas, parece ainda não foi devidamente situada… Mal, ódio, ganância, irresponsabilidade, desumanidade,… Talvez um conjunto de adjetivos perversos somados se aproximem de classificação das mentes que tomam as decisões finais (ou iniciais) de concretizarem o confronto bélico. Que, motivos em si, para campanhas terríveis de exércitos internacionais, não há em larga medida. Este o mérito de pensamentos e estruturas do pós guerra (44): extirpar as razões bélicas da ordem do dia, seja com filosofias densas, com políticas diplomáticas, com a memória viva das tragédias resultantes das guerras, bem como os resultados conseguidos, nem um pouco justificáveis ante aos massacres ocorridos.

Daí a necessidade desta parcela produtora de capital econômico ter que criar/inventar um mal. Tem sido desmascarada porém, ao fim de suas empreitadas de guerra, onde os objetivos de defesa eram muitas vezes mentira pura para nada mais quê o giro das manufaturas estocadas do setor. Pode afirmar que em qualquer parte do Globo a um “mau irreparável” a ocorrer a grandes contingentes populacionais, ao mundo, sempre acusando algum poder (individual ou de grupo) de por em risco a já frágil convivência internacional. E assim inventaram que havia armas químicas no Iraque.

De feita que temos assistido guerras inúteis ocorrerem, deixando milhões de vítimas pelo caminho e nações destroçadas. O ônus recai para todo o Globo.

Ora, que se não interesses de lucro financeiro em gastos e uso de equipamentos e material bélico como razão maior de tantos conflitos?

Mas isto não é novidade nenhuma…

Sabe-se a olhos vistos destes intuitos.

Atente-se ao fato novo das décadas atuais, dos alvos estabelecidos como de atenção à inserção bélica. Excetue-se as barbáries de grupos paramilitares em diversos solos nacionais, causando uma comoção mundial por práticas de crimes contra a humanidade, diversas intervenções bélicas dão-se por consequência de anos de exposição à opinião pública mundial de determinado alvo como o sendo de periculosidade extrema ao já frágil equilíbrio civilizatório do Planeta. Na pré-guerra está o aparato de mídia em linha de frente e um conjunto de instituições várias em seguida. É a mídia quem inventa o “monstro da vez” e por anos o faz um mal quase único à humanidade com “necessidade de ser extirpado”.

Um grande mecanismo mundial rege esta lógica que ainda não foi suplantada. Esforços imensos de povos inteiros para afastarem de si o ‘MAL GLOBAL” são feitos de modo intenso, tendo algumas nações sucesso, outras não. O Irã saiu vitorioso desta Pré-Guerra Simbólica há alguns anos. E o ditador norte-coreano, numa jogada de mestre, conseguiu subverter em questão de semanas uma campanha negativa a sua imagem de muitos anos! De “monstro sanguinário louco” passou a “simpático gordinho” ao apertar a mão do presidente dos EUA em tom ultra-cordial e civilizatório, com um largo sorriso oriental. Subverteu o investimento midiático internacional de construir-lhe uma imagem perniciosa e perigosa.

Nações perfeitas estão longe de existirem ainda. Com alguma qualidade de vida e dignidade às suas populações, muito poucas; e as que conseguem estes objetivos, sem exploração de outras nações, muitíssimo poucas! (as há?). De modo que parece não haver justificativa maior para intervenção bélica internacional de grande porte onde quer que seja. Orçamentos bélicos, se deslanchados em desenvolvimento às nações em conflitos internos ou externos, gerariam benefícios enormes bilaterais, muito superando os lucros financeiros que armamentos e campanhas de guerra poderiam gerar. Daí que urge a discussão de reconfiguração da Indústria Bélica. Justificada como defesa. Sine qua non, em verdade. Que se desenvolva programas orçamentários de ações humanitárias, diplomáticas, científicas e culturais e em orçamento bem maior aos da produção de armamentos, gerando lucros volumosos a seus acionistas.

 

 

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