Página de Walter Eudes

15/06/2019

POR TRAZ DE TUDO…

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O pano de fundo dos poderes numa sociedade hoje, é o poder da televisão. Somente abalado há dez anos pela internet, a televisão cresceu em poderes em todas as sociedades onde se estabeleceu no século XX. Pelo seu caráter de tecnologia revolucionária de levar aos lares de toda a população informação, entretenimento e formação, fez-se soberana em muitos países e passa a influenciar os rumos e gostos de toda uma grande população.

As instituições públicas modernas são de genese anterior às revoluções dos mass mídia e não tiveram em seu arcabouço o espaço próprio desses meios de comunicação modernos, sendo portanto, hoje em dia, geralmente incapazes de conter a influência da TV. Se é função de uma estrutura judiciária numa nação julgar, não compete a mídia televisiva (e seus anexos de mídia – rádios, jornais , revistas), fazer o papel de condenar ou absorver quem quer que seja. Se é papel de uma câmara legislativa fazer as leis, não é a TV que vai ditar o que é certo e o que é errado. Ora, no Brasil assistimos a décadas o poder da TV, especialmente da Rede Globo tomando encaminhamentos que não lhe são de ossada. O amplo alcance do sinal televisivo, junto a conteúdos estrategicamente preparados com excelência técnica para obtenção de intencionais resultados, formam um poder que direciona um país inteiro ao arrepio de outras instituições tão caramente construidas – executivo, legislativo e judiciário apenas para citar as centrais numa República. Vai ser a vontade de uma equipe de redação televisiva, muitas vezes o subjetivo de uma pessoa apenas que determina decisões importantíssimas a milhões de pessoas. É um poder perceptível. Vê-se cotidianamente sua atuação… Pouco faz-se porém para tirar dessas empresas de mídia esse fenomenal poder que só tem trazido incomensuráveis prejuízos à população. Antes ao atual modelo de mídia brasileira, houvesse exigências rigorosissimas de condução das TVs… Que , por exemplo, exige-se um Conselho Social permanente, de formação eclética , composto por personas de notório saber de várias áreas e necessária especialização em comunicação de mídia.

Estando sem limites o poder midiático, tende ao fracasso as tentativas de superação de antigos problemas sociais, detectados pelo aparato científico da sociedade, porém, problemas que são já pela mídia tomados como “naturais” e constitutivos da sociedade em pauta… Ou seja, grande número de profissionais estatais, da sociedade civil, embuidos de superação ou minimização de grave problema social e a mídia em seu cotidiano, tratando tais questões como insolúveis e “naturais”. São muitos os campos em que isto ocorre.

Digo sempre que o editor de um telejornal da Rede Globo tem mais poderes que 50 deputados federais, 10 senadores, 5 governadores, um colegiado de juízes e muitos ministérios , tudo isso somado! Uma redação de telejornal televisivo tem mais poder que o resultado da soma dos poderes dos entes governamentais acima dito.

O poder da TV precisa ser regulado urgentemente! Até lá, a população tem o direito de saber que está sendo manipulada a interesses escusos por poucas pessoas que lhes botam contra sua própria razão e demanda.

Nenhuma empreitada de encontrar um bom termo social terá êxito com este modelo de mídia televisiva firmado no Brasil. Que, por exemplo, arruína reputações de pessoas sérias por campanhas defamatorias desenvolvidas por anos a fio… Faz o papel de juiz numa sociedade de direito e culpa quem quer, sem as bases legais constituidas. Na prática, “quem manda” no Brasil é a TV. Está acima das leis, dos magistrados, da presidência da república, dos congressistas…

Digo sem receio, que o maior mau do Brasil de hoje e de algumas décadas chama-se Rede Globo de Televisão – a expressão maior da TV brasileira, a emissora mais criminosa da face da terra, com uma prática muitas vezes idêntica ao nazismo. A Rede Globo precisa ser conduzida por um amplo conselho deliberativo. É um mostro perigosíssimo que a modernidade não imaginou forjar.

Walter Eudes
Comunicador Social
Pernambuco

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