Página de Walter Eudes

23/10/2019

AINDA DOS 7O ANOS DA DUDH

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 12:35

Ao ano de 2018, celebrou-se os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em tempos de intolerância e muita falta de conhecimento, me pus em iniciativa solo para divulgar alguns conteúdos do tema na cidade onde resido e dispor-se ao debate e ao refletir. A indústria da violência, setores da mídia inescrupulosa e os sistemas econômicos de orientação neo-liberal insistem em tentarem imprimir uma alcunha pejorativa aos Direitos Humanos… É reduzido a farsa porém, estes intuitos maldosos quando apresentamos fatos históricos. Pude distribuir texto sobre os 70 anos da DUDH fotocopiados, gratuitamente. Transitando por todo centro da cidade, conversando com dezenas de pessoas e a algumas centenas deixando o texto em mãos, vi-me no motivar à corresponder-me com a Europa – local que nos anos iniciais do século XX, deixou-se a definitiva lição do que a humanidade não pode apoiar… A DUDH surge como resposta imediata ao terror da guera que dizimou milhões de pessoas, às ideias genocidas às diversidades do ser humano. De feita que pus-me neste período de trabalhos de campo em escrita direta ao Pontífice Católico, Bergólio e a Alta Comissariada da ONU para DH a Sr. Michele Bahelet. Modo de registro pessoal desta atividade informativa e reflexiva e também de somar às citadas autoridades nesta luta de nossa época: todos e todas temos os mesmos direitos básicos à vida, os direitos humanos.

Esta a carta de agredecimentos do Pontífice IMG_20191023_001239

Carta à Genebra SW – Michele Bachelet

Seguimos nos esforços do constante diálogo para construção de sociedades mais atentas aos desafios do presente, sempre com referências aos acúmulos do passado.

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Walter Eudes DEZ/18 – MAR/19

20/10/2019

ENTREVISTA À RÁDIO JORNAL DO COMÉRCIO – LIMOEIRO-PE

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 14:25

Entrevista minha e do Babalorixá João de Xangô ao radialista Alfredo Neto no dia 15 de outubro de 2019 na rádio jornal do comércio, 660 Mhz.

 

EDIÇÃO, 25 OUTUBRO – este material saiu do ar devido a erro linguístico do idioma francês quanto ao nome próprio da Dra citada. O material conosco passará por estudo de edição para perceber-se se há aproveitamento do mesmo.

 

16/10/2019

DIA DO PROFESSOR E DA PROFESSORA NO ILÊ

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 14:27

Professor João de Xangô deu uma belíssima aula no Ilê ALADÁ MEJI , Rua da Alegria em Limoeiro-PE. Ao plantio de mudas de dendê, ouvimos cantos de orixás, sempre acompanhado de uma pedagogia clara das energias invocadas pelo yourubá, pelos instrumentos percursivos ritualísticos agogôs e abês. A milenaridade pulsante no Ilê traz-nos a reflexão da necessidade de revisão de nosso modo de interação com a natureza… Tomar a palmeira como vida parte da comunidade, dando-lhe uma atenção especial é de fato, necessidade atual. O adulto pé de dendê foi quem brilhou nessa ritualística. Em dado instante, ante as referências ritualísticas do Babalorixa João de Xangô, surgiu-nos impoluto, poderoso, firme e emanando suas energias a belíssima palmeira. Anda tolhido pela urbanidade, quer expansão e seu pedido foi atendido pela comunidade do Ilê: irá mudar-se!! 80(oitenta) mudas irão germinar! 

Significativo que tenha sido esta ritualística ocorrido ao dia do professorado. Que é de ensino e aprendizado perene que se tem mantida as tradições Afrodescendentes no Brasil… E é pela oralidade que se tem os processos pedagógicos nesta tradição. Pôr-se nesta situação, de aprendiz na oralidade, é dar um reconhecimento necessário e urgente: saberes acadêmicos não encerram a totalidade do alto saber de um povo! O mestre Paulo Freire já nos dizia em vários momentos: “não há quem não tenha o que aprender nem quem não tenha o que ensinar”
Seguindo minhas referências paradigmáticas estruturais ponho-me itercambiador desses campos de saberes, de ciência… Os compêndios acadêmicos científicos e as tradições orais dos saberes milenares acumulados contidos no universo das linhagens Afrodescendentes pernambucanas/nordestinas/brasileiras.
É Gramsci que nos avisa que pode-se realizar uma enorme contribuição a uma ampla coletividade, se somente se plorifera o conhecimento já alcançado e acumulado… Levá-lo a mais gente. Socializa-lo por assim dizer. E esta contribuição à evolução de uma coletividade é muito significativa e tão mais que criar algo novo…
Portanto, preservar e ampliar acesso aos saberes existentes é objetivo que nos dignifica nas lidas de entendimento e melhoria do mundo e a busca de aperfeiçoamento das nossas qualidades de vida…
E se tem ramificações distintas de gênese, separadas por milenaridade e amplas geografias, aí está para facilitar o diálogo a modernidade com suas potencialidades interativas e interpretativas bem como a brasilidade com sua ampla miscigenação, inda que de larga desigualdade material entre suas partes constitutivas.
AULA DE CANDOMBLÉ – foi um dos trabalhos no dia de hoje do notório mestre João Batista de Xangô.
Também AULA DE TOLERÂNCIA, pela professora Ana Lúcia, espectadora, de credo Católico, e assim como eu, reconhecedora das lutas das comunidades de terreiro em viverem suas religiosidades em paz.
Sigamos nos ânimos do diálogo, da tolerância às diferenças que não anulam o potencial de nossa união por situações benfazejas para todos e todas.

Walter Eudes
15/10/2019

 

 

 

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