Página de Walter Eudes

14/05/2019

Valeu PT!!

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 06:22

Muitíssimo obrigado a todos companheiros e compnaheiras com quem militei nesses quase 30 anos de Partido dos Trabalhadores. A partir de hoje não sou mais filiado deste partido. Contem comigo nas lutas democráticas, progressistas e pacíficas! Abraços!

(abaixo minha justificativa de desfiliação)

desfiliação partidária 2

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15/04/2019

FAKENEWS – NEFASTAS E PERVERSAS, COMO LIDAR?

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 02:43

É provável que haja na contemporaneidade tão somente uma (re)adequação de conhecidas formas de entendimento quanto à questões opostas de encaminhamento às potencialidades humanas. Talvez seja o mesmo fio histórico num novo período a desafiar o entendimento atual… Que de “fakenews” já a antiguidade se remetia quanto à busca da verdade confrontada com a mentira. As plataformas digitais porém, são o que há de novo nessa batalha intensa. Ao tempo do início da construção dos meios digitais de comunicação o léxico comunicativo brasileiro ao menos, chamava de TROTE estas manifestações atuais de apresentar mentiras que se põe como referência ao público receptor. Aí, nos anos 60, 70 e 80 principalmente, também as tecnologias em voga são as plataformas de disseminação dos trotes, das fakenews. O veículo de maior abrangência de massa é a TV na segunda metade do século XX e na primeira metade o rádio. Nas relações pessoais o telefone é o meio mais usual. Uso consciente e intencional de propagar mentiras são corriqueiros e uma observação atenta à história das comunicações irá revelar várias situações de aplicação de trotes/fakenews/mentiras que resultam muitas vezes em tragédias pessoais e/ou coletivas. Remeter-se a episódios passados de uso de outras tecnologias que não a atual internet e perceber o modo de resposta à época, irá nos ajudar a se posicionar na atualidade ao fenômeno nefasto da proliferação das fakenews digitais. Notícia é prática antiga às sociedades e traz em si um poder decisivo de orientação do grande público… ao passo que é cobiça de grupos diversos de atuação social, de indivíduos que as querem deturpar ao interesse próprio, mesmo que esteja suprimida a verdade dos fatos. Daí vamos ver o fenômeno das fakenews (os antigos trotes, as velhas mentiras) ser uso deliberado de intuito desmobilizador à algumas forças sociais. Estará portanto, sempre razões políticas, históricas, econômicas, ideológicas como força motriz da produção de fakenews – a antiga disputa de poder social portanto. Cabe aos grupos de caráter rigorosamente ético, de construção participativa e libertária do saber e da notícia, de confessa intenção transformadora da ordem distributiva econômica cumulativa vigente, insistirem em praticar conteúdos claros e verdadeiros e prosseguir na denúncia das intenções destrutivas contidas nas fakenews. Eventualmente, a alguma “vítima de ocasião” compete um esforço coletivo das forçar racionais e éticas em rechaçarem fakenews maliciosas, criminosas, perversas que estejam a gerar danos imediatos ou de efeitos nocivos futuros. Exemplos mundiais mostram pessoas vitimadas por fakenews tento uma árdua tarefa de reconstrução de suas reputações pessoais dada difamação por notícias falsas. Numa situação extrema, mortes. Pessoas linchadas até a morte por terem sido acusadas de conduta criminosa, sem o ter feito a serem vítimas de fúria indomável popular momentânea (emblemático caso brasileiro registra-se em SP em maio de 2014 vitimando Fabiane de Jesus, 33 anos dona de casa.) No mundo todo ocorrem casos de fúria da população ocasionando óbitos. Daí a necessidade e pôr à agenda do dia o tema e praticar a denúncia da mentira/fakenews produzida bem como fortalecer os métodos éticos de construção de notícias. Um dos campos mais corriqueiros das mentiras digitais é o descrédito de biografias consagradas que estejam em tônica transformadora às ordens opressoras e a tentativa de elevação de biografias perversas, nefastas como salutares à coletividade. Assim, no Brasil de 2019, não é laboroso encontrar indivíduos comuns, trabalhadores e ordeiros, vítimas de fakenews que têm por exemplo, uma imagem negativa de Paulo Freire e enalteçam o torturador Cel Ustra!! Urge uma luta intensa em reverter as mentiras que avançam por intenções perversas! Um dos métodos nos mostra Paulo Freire – mais uma vítima das fakenews – está na construção saber de forma participativa, mútua e com as devidas dimensões críticas políticas que irão nos mostrar as reais intenções em depreciar pessoas sérias e comprometidas com causas coletivas humanitárias. Aliás, Paulo Freire estaria enfrentando esta onda de mentiras a sua pessoa, que já é fenômeno sociológico-político histórico brasileiro, com a experiência corriqueira de quem enfrentou a alcunha de “comunista comedor de criancinha” – (é realmente de alcance popular intenso esta cruel mentira posta nos anos 60/70 para desmobilizar as forças progressistas brasileiras que se opunham aos métodos violentos, hierárquicos e censores da Ditadura Militar: que eram todos comedores de criancinhas. Antes de virar anedota porém, esta mentira amedrontou muita gente de índole não-crítica, especialmente do meio popular.) Cumpre-nos a proteger às populações menos críticas das mentiras de ocasião à Paulo Freire, mostrando a real face do educador brasileiro de consagração internacional: crítico severo da ordem opressora, especialmente pedagógica, com método afetuoso e humanista. E diga-se ainda, esforços estes de apresentação da verdade menos por Paulo Freire, já irreversivelmente consagrado nas ciências sociais mundiais, mas mais pelo povo que está a não desfrutar de suas teses com as fakenews se adiantando à verdade.

31/03/2019

O MODUS OPERANDI DA DITADURA MILITAR NÃO É INÉDITO NEM ACABOU

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 23:53

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Quando vemos a grande produção de conteúdos científicos e artísticos (músicas, teses, livros, teatros, reportagem, etc) sobre o período da Ditadura Militar brasileira, inaugurada em 1964, poderíamos supor ter sido um ineditismo na história brasileira. Talvez por uma situação de comodismo, talvez por uma condição de dificuldade mesmo (pois de fato é muito difícil) que não se perceba os atos da Ditadura Militar como um revival de ações do poder hegemônico histórico brasileiro.
A quem se propõe a árdua tarefa de perceber a história verá que ao longo dos quase 500 anos de existência do Brasil houveram repressões cruéis, violentíssimas aos dissidentes da hegemonia. De modo algum que deve-se minimizar o nocivo da Ditadura de 64, mas percebe-la como mais um episódio de resistência das elites talvez seja sensato para podermos sair dessa constante histórica: repressão das forças militares e do capital econômico aos anseios de mudança da ordem política e da (má) distribuição de renda. Deste modo, assoma-se no rol das atrocidades da Ditadura de 64, a carnificina feita ao Arraial de Canudos, a repressão assassina e covarde feita à Revolução de 1817 em Pernambuco, o sangue dos mortos em Salvador-BH na revolta dos Malês, Balaiada, Cabanagem, Sabinada, Revolta da Chibata, Praieira etc… Movimentos de conflitos políticos que não são idênticos, visto muitos serem de reclame aristocrático brasileiro de gerência do poder estatal dominado pela coroa portuguesa colonizadora, outrossim, movimentos de clara ruptura à ordem opressora imposta.
Subdivide-se esses períodos aos de participação unânime da maioria da população, outros por setores específicos da sociedade. Nem todos os movimentos de enfrentamento ao poder dominante tiveram a participação popular em franca dianteira. E poucos mais ainda, a participação do escravizado.

Ocorre que esta constante de conflitos da história brasileira não é vista no enfrentamento às forças opressoras, deixando a margem um legado importantíssimo que poderia embasar melhor o discurso dissidente.

E do aspecto de às vezes de participação restrita de insurretos, vemos a situação de serem inquietações não de todas as classes sociais brasileiras. Que, à Ditadura Militar de 64, houve enfrentamento direto por ampla maioria, uma classe politizada de pessoas, boa parte de economia média. O aparelho repressor do Estado Brasileiro está presente cotidianamente nas camadas populares… Lhe oprime à condição de mero nacional trabalhador, a nova condição do antigo escravo brasileiro. Nenhum queixume das camadas populares é aceito como demanda de Estado, de Governo por esse antigo poder hegemônico e reprime-se violentamente suas inquietações.

Casas invadidas, reviradas, pessoas sequestradas, torturadas,  gente morta pelo Estado… Esse cotidiano da Ditadura é o cotidiano das camadas mais populares do país há mais de dois séculos!! Nenhuma normativa de Direito Constitucional de proteção ao indivíduo subsiste ao intuito repressor do Estado nas camadas populares. A Lei é o agente de repressão. E a justiça é teatro mau ensaiado de culpabilizar pobre e preto.
Não que não haja infração às normas e leis nas camadas populares, mas que as diligências policiais e os tribunais de justiça lidam em amplissima maioria de suas ações com a pobreza.
Assim que o clima de terror da Ditadura Militar de 64 já era conhecido muito antes de 64, há mais de dois séculos na verdade, nas camadas populares e ainda o é em 2019.
De revisão dos sofreres e das injustiças é do que falo aqui… Que 64-85 não foi o primeiro período de terror imposto pelo Estado e que ainda o faz de vários modos.
Uma sociedade fundada da escravidão e que ainda não fez a devida revisão de suas estruturas… Eis o maior problema do Brasil!! João Goulart ao propor as reformas sofreu o Golpe, Lula foi preso ao praticar atribuições corretas do Estado ao povão, Getúlio por acolher as demandas dos movimentos sindicais, criando a CLT e outros direitos, sofreu pressão terrível, ameças de Golpe e não suportou. Antônio Conselheiro criou um assentamento agrário de subsistência sem vínculos diretos com o Poder central e nenhum reconhecimento lhe foi dado. Não podia acertar uma gerência sócio-politica-economica em pleno mundo agrário. Tinha que ter a subserviência do agricultor ao latifúndio. Conselheiro e mais de 20.000 pessoas foram reprimidas, muitas metralhadas. Frei Caneca, Padre Roma, entre outras dezenas de pessoas foram enfileiradas e mortas por insistirem num Governo Nacional brasileiro sem o poder da coroa portuguesa a dominar tudo. Também milhares foram mortos nas localidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará por aderirem a revolução. Os Malês tiveram julgamento sumário de morte por gritarem pela liberdade em Salvador-BH. E tanto mais de movimento de luta por Direitos básicos foram reprimidos covardemente e cruelmente por uma elite que se pensa dona do País, assim como em 64, assim como o cotidiano das massas brasileiras.

Walter Eudes

31 de março de 2019

28/03/2019

REALIZADA A 6ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DE LIMOEIRO-PE

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 15:28

impressões de um participante

Em 27 de março de 2019. No Auditório da Facal. Das 8hs às 16:30

Participativo este encontro discursivo às Políticas Públicas da Saúde, com alguns esforçados e calorosos debates, com muita atenção de pessoas estreantes em Conferências, de partilha de vários saberes. Algumas discussões de problemáticas várias do setor e apresentação de encaminhamentos de soluções às mesmas.

RESUMO CRONOLÓGICO

Um formato já tradicionalizado a encontros desta natureza…

No primeiro período, junto às boas vindas o credenciamento. Uma apresentação musical já com a plenária formada executa o Hino de Limoeiro em ritmo de Maracatu ao som de trompete. Leitura do Regimento da Conferência – eventuais acréscimos, esclarecimentos. Conferência por 1h (aproximadamente) do Dr. José Wendes sobre o tema “Democracia e Saúde”. Ao final da conferência, quatro intervenções do público. Formação dos grupos discursivos- temáticos (4) e tomada de assento às salas. Almoço servido nas salas dos grupos. Produção dos grupos com reflexões e redação de propostas à Plenária Final – por 1h aproximadamente. Reunião dos 4 grupos no Auditório para leitura das 5(cinco) propostas de cada grupo e debate das situações de discordância por destaque. 16Hs, finalização das leituras, discussões e aprovações do texto final. Escolhas dos Delegados e delegadas à Conferência Estadual. Entrega dos Certificados.

CONCEITUALIZAÇÃO DE CONFERÊNCIAS – A NOVA FASE DA DEMOCRACIA

O processo democrático vem sendo construído nas sociedades modernas há mais de dois séculos e encontra pontuais amadurecimentos que dividem o tempo dos Estados Republicanos. No último decênio, consolidou-se no Brasil uma nova era à Democracia dado um grau de aprofundamento agudo desta, que lega à sociedade civil tanto a responsabilidade no zelo quanto ao rumo do Estado e suas Políticas Públicas… Aí estão as Conferências de várias áreas e também os Conselhos Municipais – também Audiências Públicas, Consultas Públicas e outros mecanismos de participação direta da cidadania, da sociedade civil. Uma nova era portanto à Democracia que desprende-se de seu ideário meramente Representativo e estabelece a vivência Participativa da população. Mais que eleger representantes às gestões públicas e legislaturas, estamos também todos nós, encaminhando as atribuições destes nossos representantes… Os/as elegemos e lhes dizemos onde e como devem exercer seus mandatos. Daí as razões de ser das Conferências… Modo pensado pelos constituintes de 1988, seguimos da defesa de nossos Direitos políticos tão severamente ameaçados nos últimos três anos.

SINAIS DE RESISTÊNCIA?

A ordem do dia imediata às sociedades Democráticas que veem-se ameaçadas de suas prerrogativas conquistadas por esforços desmedidos é a resistência. Em governos que francamente põe-se opositores de minuciosos processos democráticos, inclusive a enaltecer formas ditatoriais, esforços de participação conjunta da sociedade civil e governança – como o são as Conferências – podem vir a se constituírem pequenos esforços de Resistência Democrática, outrossim falte-lhe a especificidade clara das nomenclaturas ideológicas necessárias a se configurar uma resistência de fato. É frágil porém qualquer digna investida Democrática que não se diferencie de modos autoritários de governo, modos antidemocráticos… é de um risco de autodestruição enorme avançar-se no cenário político institucional sem fazer a devida crítica às forças que desejam que este avanço não aconteça. Um modo de autodestruição clara é que pode-se recair à conhecida coptação das forças antidemocráticas políticas e as de fins monetários econômicos. Outro modo de autodestruir-se é recair em inócuos esforços que não alcançam os âmagos das problemáticas, nem de tangente chegam aos objetivos e findam por serem meras burocracias a serem ignoradas pelos gestores. “Saúde não é mercadoria, é um direito” está na ordem do dia de quem encampa as causas do SUS. Não há meio termo… É uma batalha! Ou se defende o SUS, a Democracia Participativa com tudo possível ao modo da cidadania, ou se está fortalecendo o inimigo, mesmo que não se dê conta disso… E a Resistência da Democracia é posta como honrosa e digna vivência ao que propõe os anunciados modelos de comercialização da saúde pública e consequente restrição de acesso.

LIMOEIRO AUSENTE DA CRÍTICA À ANTIDEMOCRACIA

Deixa uma lacuna forte esta conferência de saúde em Limoeiro. Refere-se a ausência de críticas severas às políticas antidemocráticas anunciadas pelo atual Governo Federal. Em tema tão claro, de referência à Democracia, compreendendo a amplitude deste valor, onde pode-se alcançar-nos diretamente após atingido anteriormente outras instâncias democráticas, escandaliza-nos que não tenha havido menção nenhuma na 6ª Conferência de Saúde de Limoeiro às últimas orientações do Presidente Jair Bolsonaro, por missiva do gabinete presidencial sobre comemorar-se o Golpe de 1964 em 31 de março próximo. Não haverá nenhuma chance futura de exercício ou de ensaio democrático acaso estejamos com um Estado Totalitário consolidado. Daí a seriedade e urgência em pautarmos a ampla defesa do conjunto democrático, por mais cambaleante que esteja.

Nota an passan coube à repetida proposta de revogação da Emenda Constitucional 95 (do congelamento dos gastos públicos por 20 anos). Outrossim, longe está da formulação da plenária a clareza histórica recente de que o Brasil viveu um Golpe em 2016 – a referida emenda constitucional é fruto deste Golpe midiático-jurídico-parlamentar. Democracia não deixa margem a meio termo: ou a defende ou lhe é contra.

AUSÊNCIA DE FOCO NAS DIVERSIDADES E MINORIAS

Característico de Limoeiro, que não conhece discussão profunda das pautas da diversidade e minorias políticas brasileiras, que veio à tona no Brasil geral nos últimos anos, o público da 6ª CMS ao modo de chegada igualou-se ao de saída quanto às questões de gênero, raça/etnia, minorias políticas… De modo que, recortes específicos da sociedade, abarcando quaisquer áreas da Gestão Pública e claro a Saúde, o SUS , ficam sem uma visibilidade especial. Parte de uma leitura franca de nossa sociedade, de nossa convivência, a razão de cumprirmos com uma agenda mais sintonizada com as problemáticas da população… Racismo, machismo, homofobia, transfobia, “cultura” do estupro, abandono de menores, culpabilização da pobreza e criminalização da pobreza… Temas sensíveis que estão porém na estrutura e vivência diária do povo brasileiro em todos os estratos sociais e que vem sendo revelados por inúmeras comprobações científicas nos últimos anos. Alguns agrupamentos populacionais não pautaram ainda estas temáticas como lida constante de seus labores e vivência. Vemos Limoeiro-PE ainda ausente destes recortes sociais decisivos ao alcance de um possível bem-estar coletivo. Percebemos que a tomada de consciência destas situações sensíveis requer uma vontade coletiva ampla e resultam num amadurecimento decisivo da convivência social e esforços devem ser tomados sempre que possível ao superar de antigos paradigmas de convivência social. As Conferências são campo fértil para a aplicação do debruçar destas questões, infelizmente Limoeiro abre mão de usufruto deste potencial.

UM EXERCÍCIO DEMOCRÁTICO SIGNIFICATIVO

De perfil autoritário, com clara orientação mandatária personificada, extremamente machista e paternalista, a estrutura política limoeirense teria que se refletir em Conferências. E assim o faz. Permeia o modo politico de Limoeiro a posição da mulher como subalterna ou coadjuvante nos processos políticos reflexivos ou decisórios. Que haja esta tônica na cultura brasileira não duvida-se, porém exacerba-se na população de Limoeiro tais aspectos… daí vemos um público de conferência composto por (olhos vistos) 80% de mulheres ao tempo de pouco protagonismo nos debates e condução dos trabalhos onde, por serem esmagadora maioria, cabia. Percepção esta a ser provavelmente descordada por participantes da Conferência, mas de forte impressão deste autor. Se válida esta hipótese (ou não) cumpre potencializações da mulher limoeirense às intervenções decisivas em audiências, conferências, momentos de estudos e reflexões coletivas, potencializações estas com mínimos cursos, minicursos de formação política a lhes conferir técnicas e desenvoltura necessária ao fluxo otimizado de seus potenciais. Outrossim, estabelece-se (ou se fortifica) espaços como este da 6ª CMS como campo de inclusão democrática, aperfeiçoamento de práticas reflexivas políticas, integração da sociedade civil, chamado de comprometimento à coisa pública, vivência participativa da gestão municipal… Bastasse estas derradeiras razões, por mais que perceba-se lacunas, equívocos, falhas, à estrutura e à organização é exitosa esta conferência. Notadamente, sai em dignidade todas organizadoras ao pensar da próxima conferência, a continuidade dos trabalhos do Conselho Municipal de Cultura e ao empenho conjunto de toda a população em ações que fortaleçam e defendam o SUS.

NOTA DE FALTA DE NOTA

Ao dia anterior da realização da Conferência, fato importantíssimo ocorre na administração pública no município: pede demissão do cargo de Diretora do Hospital Regional a Sra. Elizabete Oliveira. Por semanas ocorrem debates na Câmara dos vereadores sobre dificuldades que o Hospital Regional enfrenta quanto à gestão da Sra. Elizabete. As oratórias dos senhores e senhoras vereadoras e vereadoras dividem-se em apoio à Ex-diretora ou em críticas. Informações não precisas dizem de dificuldade orçamentária no Hospital Regional, comentários populares dizem de desprestígio da Ex-Diretora por parte de alguns setores da Gestão Municipal por estabelecer rigidez nos procedimentos hospitalares diversos, constituindo-se assim, numa gestão ortodoxa a desagradar muitas pessoas. Note-se, em plena Conferência Municipal de Saúde o grande imbróglio da questão e note-se a falta de nota… do:

a) Conselho Municipal de Saúde

b) Chefe do Executivo e/ou Secretaria de Saúde

c) da própria Conferência de Saúde

Perceba-se que estamos a narrar uma situação de intensa dificuldade no Hospital Regional, de um pedido de exoneração funcional, de uma falta de claras informações a cerca do ocorrido, suas razões. Neste sentido temos uma fragilização do Hospital Regional, uma situação de tensão severa clara à profissional da saúde que tem sido manchete de noticiários locais e citações em oratórias várias. É muitíssimo lamentável a falta de reflexão sobre o assunto num encontro específico de Saúde no município, o mais importante da área. Modalidade para se criar uma reflexão de posicionamento sobre assuntos desta natureza: MOÇÕES. Estavam suprimidas as moções do regulamento da conferência. Onde caberia Moção de solidariedade à gestora que pediu exoneração, assim como repúdio aos sensacionalistas que fazem de fato sério, trampolim eleitoral. Que registre-se nesta, solidariedade individual deste autor, participante da 6ª Conferência Municipal de Saúde de Limoeiro-PE a Sra. Elisabete Oliveira.

Limoeiro-PE BRASIL

Walter Eudes

Cineasta e Comunicador (DRT-PE 2655)

30/01/2019

70 ANOS DA DECLARAÇÃO DOS UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS – Limoeiro-PE BRASIL

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 02:07

10/11/2018

O QUE TEMER?

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 13:50

O que temer se não a insanidade de repetir dias já prontos

num mundo já acabado?

Sem o inventivo intenso e pulsante que habita em cada um.

Temer sim tantas moléstias no corpo, que padece lentamente

numa cela temporal onde nada está desconhecido

Quero os cantos vedras que nunca ouvi

Quero alcançar a força do cristão romano que sob Cesar fez-se vivo

Busco o riso do povo da floresta, banidos pela régia e sacra lei mediévia

que os impedia de inventar…

Quero alcançar aos sobreviventes de batalhas terríveis,

dos montes sagrados dos hebreus, que abandonaram as armas,

inimigos sendo, mutuamente à vida se lançaram o desafio.

E ambos retornaram a seus mundos.

Sei do nativo ameríndio, de feras protege os seus e

da gana dos invasores, luta com bravura.

Quero essa certeza de defender o mundo.

E que possa-se encontrar, nas matas existentes,

o que faltou aos antigos, interpretar o que há de vida ali.

Antes os perigos da batalha que a inércia da covardia.

Que liberdade se faz avante, a cada esforço de agora.

Não há terror que não se tenha um antídoto já provado.

Nada a temer, se não o mundo que será imposto a quem

dele deixou-se não dizer: como quer, por quê quer, com quem quer.

09/11/2018

UM PEDIDO DE SOCORRO

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 13:59

Peço aos de bom coração

a quem resiste em boa índole

que se some por entre gentes em todos
os cantos nesse país em caos mergulhado

Envaidecidos por discursos violentos ,
preconceituosos e de terror
cidadãos pouco pacíficos aguardam o
momento para o triunfo do mau .
Querem exercer o que há de mais brutal ,
de modos de recusa às diferenças de
opinião e às diversidades de ser dos
indivíduos

Nas ruas do infeliz Brasil anunciam ,
orgulhosos que vem chegando o tempo
sonhado do ódio triunfar sobre o amor ,
sobre a esperança

Aos que sonham com o pavor como modo
de viver social, sorriem sorrateiros por
chegar o tempo onde não haverá Lei
nenhuma que impeçam os crimes que
suas perversas personalidades anseiam
fazer

A força como medida.
A violência como mediadora .
O ódio como socialização,
O mau intenso como objetivo …
Não mais a justiça
nem a esperança .

Não maias a caridade e a solidariedade ,
somente a exclusão e extermínio como
controle social

Socorro!! Socorro !!

Não por eles assim planejarem …
Socorro por tanta gente que se diz de luta
se ocultar .
Curvar-se-ão os que se disseram pacíficos,
solidários e democráticos quando os males
elencados começarem a se efetivar ?
Tem que sim ,
vejo que sim, pelo que por hora (não)fazem…

Fugindo do mundo real para as telas
cibernéticas já não viam mortes fomes e
violência ocorrerem ao seu redor …
Agora insistem em nada lhes parecer
estranho, salvo a próxima eleição seus
candidatos não estarem a concorrer .

Legitimam a barbárie os que se dizem
civilizados pela paz justiça e solidariedade ,
e as praticam e as defendem em meras
leituras de algum poema escrito num
desespero de socorro …
SOCORRO!!
SOCORRO!!

BRASIL NOV 09/ /2018

27/10/2018

“FÉ NA DEMOCRACIA”

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 03:41

FÉ NA DEMOCRACIA

Não tem jeito…

um de nós foi proibido, calado, censurado,

lá vem outros a tagarelar…

Aprendemos que aos cantos Santos, de onde se emana a esperança do leite e do mel fartos, é onde nos fortalecemos com as lições de coragem e força de nosso Mestre maior.

Mover os lábios balbicando qualquer decoreba vã é fútil a nós que renovamos o brilho da esperança de nossos olhos ali, reunidos nestes cantos Santos…

Nem nos é gosto chorar os infortúnios do abandono da sociedade a nós, gerando-nos um sofrer aterrador…

Queremos justiça de pão, amor e fraternidade!

Frágil fossemos nem ali estaríamos.

Forte somos, por isso aqui estamos!

Aprendemos a partilha desde cedo, e é-nos guia este gesto diário.

Assim que defendemos que todos tenham de tudo. E nada irá nos abater de por tal, lutar sempre.

Vejamos o que diz o evangelista:

Ele realiza proeza com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes;” Lucas 1 (51-52)

Pois que do poder, desde os Césares até hoje, nunca ignoramos ou fingimos ser de outra seara…

Nos é obrigação, mostrar a quem nos confia palavra de condução!

Mostrarmos onde estão as chances de trilharmos o caminho da Verdade e da Vida!

Que nos seja mantida a chance da trilha do perdão, da paz, do amor e da caridade

Sem o ódio, sem a violência, sem a descriminação e sem a exclusão.

Poder para os fracos saciarem-se de pão, fé e esperança.

Ostracismo aos soberbos, tiranos e intransigentes.

Não ao fascismo.

Sim a Democracia.

Brasil, 26/OUT/2018  15:12

27/08/2018

Ensaio crítico Ao “Café Literário”* – Limoeiro-PE

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 06:57

Por: Walter Eudes – membro participante deste grupo nos anos de 2013-2015

Não existe grupo de arte que possa ter tido evolução estética sem ter vivenciado estudos teóricos da arte com que lida. Aliás, grupo social nenhum vai conseguir um amadurecimento de suas ações ao público, à população, sem um constante investimento teórico/reflexivo. É natural erros, imaturidades, enganos e precipitações em grupos nascentes e de pouca experiência no que se propõe, mesmo que imbuído de boa fé e de ânimo produtivo a levar ao público boa vivência cultural – esse é o caso do grupo cultural “Café Literário” de Limoeiro, especialmente no seu evento mais conhecido: o “Agosto Literário”.

Esta proposta recebe aceitação do público a que se destina, retroalimentando a motivação de continuidade do grupo e do evento. Êxito aos organizadores e organizadoras do evento e também apoiadores. Mas além do caráter inaugural da proposta, a se apresentar na vivência exata de alcançar os níveis estéticos elevados da contemporaneidade que são possíveis de se alcançar, gerando uma consagração definitiva, é preciso o aprofundamento agudo dos conceitos sociais, culturais, econômicos, políticos, etc. que são levados ao palco através do recitar poético e das apresentações musicais.

Que não estará nenhum grupo trazendo nenhuma soma artística ao público em repetir conceitos firmados no cotidiano da população e que lhes exerce uma opressão clara… Não é interessante à arte crítica e de vanguarda o questionar de opressões nítidas do cotidiano comum??… Assim que o Café Literário quando recita construções poéticas machistas e misóginas está abrindo mão de um potencial que lhe é vez: 1- trabalhar a poesia ao público que lhe chegue, em conformidade à sua dignidade. 2 – vivenciar momento literário libertário, humanista e altivo ao público, justo dotando-lhe de claro diferencial de conduta frente ao cotidiano da sociedade claramente opressora em machismo e misoginia, por exemplo. 3 – contribuir para banir estas mazelas exemplificadas da formação de personalidade de novos e novas indivíduos ao tempo de questionar a má formação recebida por adultos. (perceba-se o Café Literário ter por três anos consecutivos levado à praça pública, poesias de notório prisma machista e misógino. * registro por empirismo deste autor).

A clara definição de suas propostas de vivência irá traçar a verdadeira identidade desse grupo (ou de outro qualquer). E como se dá esta formação identitária? Ora, com muita luta em seu interior e também com influências externas. É uma identidade que pode ser revista e aprimorada a posteriori, que pode inclusive regredir em grau estético (é o que não esperamos que ocorra com o “Café Literário”). De feita que percebemos este grupo de arte poética e musical limoeirense está numa grande e importante chamada de funções… Que a Arte exige um comprometimento constante, que quer do/da artista (também do ´produtor) uma definição de exata seus propósitos frente às demandas do público…

Uma primeira definição a qualquer grupo cultural é situar-se em apresentar mera recreação ao público ou de fato Arte. Outra questão logo a seguir, se de fato põe-se à Arte esse grupo, se é uma Arte de vanguarda ou de conformismo ao status quo… Acompanho com muita atenção o “Café Literário” de Limoeiro, visto haver no grupo artistas definidos em suas linguagens, bem como amplo potencial de outros membros em evoluir na Arte. Percebo porém, a repetição desnecessária de sua fase de inicialização onde não abarca um ampla temática de pontos de vista e conceitos que podem ou levar uma força estética ao público, reforçando suas expectativas de vida justa, ética e digna, caso faça critica social/histórica ou, na ausência de conceitos amplos, levar uma triste sensação de reforço de específicas condições postas da estrutura social, outrossim, havendo primazia a esta hipótese derradeira, o público terá ainda assim, vivenciado interação estética diferenciada de sua rotina.

Como dito, será no interior do grupo, nas suas lutas constitutivas que este trava em suas vivências, especialmente as dialéticas, que vai se moldando o perfil identitário hegemônico (aquele perfil que tem hegemonia, que domina). Será sempre uma construção coletiva esta afirmação – caso não, estaremos com interação de uma empreitada de um único indivíduo, com toda a sua percepção de um mundo e percepção de vida sendo imposta aos outros “membros” seguirem, não seria conceito de grupo artístico, é conceito de iniciativa individual com apoio de outras pessoas –movimento  também consagrado na cultura este formato, diga-se.

E de que forma se dão essas lutas de formação identitária? Ora, nas situações decisórias de diretrizes ao grupo. Em todas elas!! Quaisquer que sejam os encaminhamentos. Desde dia e horário de reuniões, periodicidade, temáticas de estudos/trabalhos; o quê discutir internamente e o quê não discutir; o quê levar ao público e o que não levar – alguns exemplos práticos estes. Além, claro, de definição de metodologia de trabalhos: se democrática participativa, se mandatária rotativa, se mandatária vitalícia, se solidária ampla, se individualista radical, se multidisciplinar, se interativa com outros grupos e áreas, se reclusa a seus membros e área, se com abertura de expansão de membros, se fechada em formação…

Assim como outros grupos artísticos (ou de lazer, conforme defina sua prática) o “Café Literário” de Limoeiro vai resistindo à crise da Arte atual. Felizmente persiste em sua proposta (apesar de não tão clara, a nosso ver) de interação com o público limoeirense. Cabe à crítica, advinda de especialista ou leigos, teóricos ou público em geral, sugerir aspectos decisivos à definição identitária deste grupo, aspectos que aos seus participantes ainda não são de notória percepção (ou a alguns participantes). Esse retorno dado pelo público aos grupos culturais, ou mesmo a indivíduos em seus trabalhos “solo”, ainda é um exercício iniciante em Limoeiro-PE, dado nosso nível estético está ainda em patamar primário. Falta aos artistas esses pontos de vista que podem lhes auxiliar em suas elaborações futuras… (Aqui cumpre-se este propósito: enquanto público teorizado, de não devolver ao grupo apenas aplausos)

Outros aspectos podem ser esmiuçados sobre/ao “Café Literário” a partir de percepções primeiras do quê este grupo tem levado a palcos limoeirenses. Mas encerremos aqui estas observações que já se mostram farto material de reflexão. Continuaremos exercendo nosso papel construtivo da Arte local nesta ótica de observador crítico, visto estamos lidando com manifestação cultural de nosso repertório comum, de nossa geografia e urbanidade comum e em nossos espaços públicos em comum. Na ocasião, deixo aos membros diretores do “Café Literário” a repetida sugestão, já apresentada presencialmente diversas vezes de dedicação a estudos teóricos, a serem no mínimo a história da literatura ocidental com ênfase na brasileira e a teoria da literatura.

Walter Eudes 26/08/2018

* “Café Literário” é um grupo de produção de recitais poéticos e poéticos-musicais de Limoeiro que há mais de 5(cinco) anos realiza eventos abertos ao público e mantém reuniões periódicas (geralmente semanais) entre seus membros participantes. Teve fundação em 2012 (?) quando da criação do Conselho de Cultura de Limoeiro, tendo a cadeira da Literatura recebido a proposta/estímulo de reuniões periódicas para discutir sobre a área em Limoeiro, bem como realizar eventos. O grupo Café Literário conta com algumas dezenas de apresentações públicas, geralmente em praças da cidade de Limoeiro, inúmeras participações presenciais em eventos de Literatura de Pernambuco como ouvintes e já fez recepção de poetas e poetisas para recitais e palestras como o grupo da UBE Paulista e o poeta recifense nascido em Limoeiro Altair Paixão.

16/07/2018

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 13:51

O ESTERIÓTIPO DO MAL OU,… O MAL INVENTADO

 

Pouco mais de meio século separa as décadas inciais do século XXI da maior barbárie moderna da humanidade: a Guerra Mundial de 1944. Não que tenha havido uma paz plena e duradoura em todo o Globo há séculos, mas não cessaram os conflitos bélicos entre povos e nações após a tragédia que foi o grande conflito dos anos 40. Dezenas de guerras ocorreram após 1944. Paira uma constatação de que a máquina bélica de grande porte não teve derrotas significativas, segue espalhando tragédias, destruições e mortes ao longo do tempo. Esforços intensos de pacifismo são realizados por Nações a bastante tempo e mecanismos são criados para referendar a harmonia entre os povos, à mútua descoberta de suas diferenças como fato motivador ao engradecimento amplo e não à rivalidade mortífera. Bem como o respeito das riquezas naturais e/ou produzidas de cada Nação como parte de sua gente, necessária à sobrevivência de populações geográficas unas por historicismo e política, salvaguardando de interesses predatórios de qualquer Povo que seja. A ONU é o exemplo maior deste esforço mundial de não se repetir catástrofes já ocorridas. Mas a ONU não tem conseguido frear a ânsia de devastação do belicismo multinacional… Em cada década da segunda metade do século XX e em continuidade até os dias atuais, despejam-se bombas por toneladas em muitas nações: Vietnã, Coreia, Iraque, Afeganistão, Curdos, Iraque, Kwait, Síria, Líbia, Sarajevo Ou guerras de guerrilha deixam milhares e/ou milhões de vítimas diretas e países arruinados por décadas adiante: Moçambique, Angola, Nigéria, Congo, Palestina. Ainda: semi-guerras traçam cruzadas nacionais contra adversários ideológicos a causarem danos severos a toda uma construção esforçada de reencontro com a República: ditaduras militares no Chile, Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, Uruguai, Paraguai.

De que há uma tônica de mal intenso no convívio humano não resta dúvidas. De que este mal recebeu no início do século XX mais apoio de fortalecimento que as propostas diplomáticas e solidárias multinacionais, também não resta dúvidas… Mais orçamentos de guerra que de pesquisa científica multi-nacionais, desportos internacionais, eventos bi-laterais ou multi-nacionais de comércio, cultura, política. Estimulou-se mais ao ódio que a confraternização entre as diferentes Nações.

Passada a infeliz experiência da Grande Guerra de 44, concorre ao ódio e ao ódio armado, iniciativas diversas de pacifismo, interação, colaborações mútuas, solidariedade. Muda muito o cenário internacional de rivalidade e conflito para o de respeito e apoio, em muitos casos. Porém, persistindo o mal em si como orientador de uma grande fatia de produção econômica-cultural-política, sendo a barbárie geradora de capital econômico, segue o percurso bélico promovendo guerras em várias partes do Globo…

A classificação vernacular para decisões de promoções bélicas, parece ainda não foi devidamente situada… Mal, ódio, ganância, irresponsabilidade, desumanidade,… Talvez um conjunto de adjetivos perversos somados se aproximem de classificação das mentes que tomam as decisões finais (ou iniciais) de concretizarem o confronto bélico. Que, motivos em si, para campanhas terríveis de exércitos internacionais, não há em larga medida. Este o mérito de pensamentos e estruturas do pós guerra (44): extirpar as razões bélicas da ordem do dia, seja com filosofias densas, com políticas diplomáticas, com a memória viva das tragédias resultantes das guerras, bem como os resultados conseguidos, nem um pouco justificáveis ante aos massacres ocorridos.

Daí a necessidade desta parcela produtora de capital econômico ter que criar/inventar um mal. Tem sido desmascarada porém, ao fim de suas empreitadas de guerra, onde os objetivos de defesa eram muitas vezes mentira pura para nada mais quê o giro das manufaturas estocadas do setor. Pode afirmar que em qualquer parte do Globo a um “mau irreparável” a ocorrer a grandes contingentes populacionais, ao mundo, sempre acusando algum poder (individual ou de grupo) de por em risco a já frágil convivência internacional. E assim inventaram que havia armas químicas no Iraque.

De feita que temos assistido guerras inúteis ocorrerem, deixando milhões de vítimas pelo caminho e nações destroçadas. O ônus recai para todo o Globo.

Ora, que se não interesses de lucro financeiro em gastos e uso de equipamentos e material bélico como razão maior de tantos conflitos?

Mas isto não é novidade nenhuma…

Sabe-se a olhos vistos destes intuitos.

Atente-se ao fato novo das décadas atuais, dos alvos estabelecidos como de atenção à inserção bélica. Excetue-se as barbáries de grupos paramilitares em diversos solos nacionais, causando uma comoção mundial por práticas de crimes contra a humanidade, diversas intervenções bélicas dão-se por consequência de anos de exposição à opinião pública mundial de determinado alvo como o sendo de periculosidade extrema ao já frágil equilíbrio civilizatório do Planeta. Na pré-guerra está o aparato de mídia em linha de frente e um conjunto de instituições várias em seguida. É a mídia quem inventa o “monstro da vez” e por anos o faz um mal quase único à humanidade com “necessidade de ser extirpado”.

Um grande mecanismo mundial rege esta lógica que ainda não foi suplantada. Esforços imensos de povos inteiros para afastarem de si o ‘MAL GLOBAL” são feitos de modo intenso, tendo algumas nações sucesso, outras não. O Irã saiu vitorioso desta Pré-Guerra Simbólica há alguns anos. E o ditador norte-coreano, numa jogada de mestre, conseguiu subverter em questão de semanas uma campanha negativa a sua imagem de muitos anos! De “monstro sanguinário louco” passou a “simpático gordinho” ao apertar a mão do presidente dos EUA em tom ultra-cordial e civilizatório, com um largo sorriso oriental. Subverteu o investimento midiático internacional de construir-lhe uma imagem perniciosa e perigosa.

Nações perfeitas estão longe de existirem ainda. Com alguma qualidade de vida e dignidade às suas populações, muito poucas; e as que conseguem estes objetivos, sem exploração de outras nações, muitíssimo poucas! (as há?). De modo que parece não haver justificativa maior para intervenção bélica internacional de grande porte onde quer que seja. Orçamentos bélicos, se deslanchados em desenvolvimento às nações em conflitos internos ou externos, gerariam benefícios enormes bilaterais, muito superando os lucros financeiros que armamentos e campanhas de guerra poderiam gerar. Daí que urge a discussão de reconfiguração da Indústria Bélica. Justificada como defesa. Sine qua non, em verdade. Que se desenvolva programas orçamentários de ações humanitárias, diplomáticas, científicas e culturais e em orçamento bem maior aos da produção de armamentos, gerando lucros volumosos a seus acionistas.

 

 

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