Página de Walter Eudes

04/09/2020

OS NOVOS VELHOS DO BRASIL – aliados perdidos

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 16:17
foto: internet CC

Estamos falando dos anos 50,60… Onde está a primeira idade adulta dos nossos bem vividos de hoje. Em 1950, com seus 18 anos, hoje está aos 88(oitenta e oito). E quem são esses referências de vida, de moral, de cultura? Ora, são, assim como em toda a história brasileira, sobreviventes. Estiveram frente a frente com as escolhas de pôrem-se condizentes às farsas impostas no Brasil ou lutar por estabelecimento da verdade e da razão… Ocorre que, por mais corriqueiro na história brasileira seja uma geração negar poder dominante opressor e pôr-se em luta a construir alternativa, em 50 e 60, foi de mais! Que estava estabelecendo-se um poderio de orientação e normatização simbólica-comportamental nunca existente. Veja-se o labor no Brasil colônia de confessores e catequistas em aculturar os nativos… Quão íngreme a tarefa. Requerendo sempre uma estada presencial do missionário e estada duradoura para êxito da empreitada. Com a mídia, não precisa-se mais de colossais esforços de ordenamento das populações ao estabeliscment almejado e que se impõe. A máquina ideológica, composta por interesses econômicos , instituições coniventes ao Statos quo, elite dominante, vai até a casa de cada pessoa, com seu próprio consentimento. Não poucos recursos e esforços amplos, em diversos centros estratégicos do globo produziram peças simbólicas de efeitos devastadores à consciência crítica de locus , de história e de ser de nossos antigos jovens. Quem são portanto, os nossos idosos brasileiros de hoje? Excetue-se uma minoria a quem lhe foi acertada uma sorte inacreditável, os nossos idosos são, em regra, os que o sistema operante consentiu viver longicuamente, por certo, dada suas decisões intermitentes de “deixar as águas rolarem”, pôr-se “cegos, mudos e mocos” como estratégia (compreensível ao meu ver) de sobrevivência. Uma auto violência pedida ser confecional e reprodutivel a fazer-se parte de um “país que vai pra frente”. Milhões conseguiram assim, garantir sua sobrevivência de necessidades básicas. Idiotizarem-se de modo autoaceitivel afim de não figurarem como inimigos da ordem e dos bons costumes e serem indesejados nestas sociedades brasileiras dos anos 60 em diante. E quem recusou-se ao teatro social tosco, vulgar e tirano posto? Ora, exilado, autoexilado, perseguido, morto e alguns e algumas heróicos resistiram com seu senso ético e crítico – sabe-se lá como!. Os sofrimentos não foram poucos aos dissidentes do estabeliscment.
Bem, nossos jovens de antigamente, envelheceram e faz uma falta colossal que não envelheceram com maturidade aguda, acúmulo de vivências críticas. Excetue-se tantos e tantas, mas a hegemonia brasileira ainda é que estão nossos idosos a viverem no melhor país do mundo! Sem terremoto, sem furacão, com bastante praia e de um povo que vive feliz, feliz.
De uns anos pra cá, outros prismas são postos sob nossa forma de ser povo e com que se alegrar e se orgulhar…
Os jovens de hoje?
Como será suas velhices?
Bem, eu estou com 49 anos e um mês de nascido e, a data de hoje, sou todo apoio a greve dos correios, leio Drumond e Saramago, ando em voltas a quebrar as correntes simbólicas que nos botaram em mente no lugar das de argola de ferro e me pergunto todo dia: PRA QUÊ E PORQUÊ QUEIROZ DEPOSITOU 89 MIL REAIS NA CONTA DA SENHORA MICHELE BOLSONARO?

Sigamos!
Essa jornada perceptiva está só iniciando.

Walter Eudes

28/08/2020

CRIANÇA NÃO PARI!

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 11:56

REPÚDIO AO REPÚDIO

Raramente me expresso em primeira pessoa publicamente visto não haver perceptiva alguma que não seja pertencente a outros universos particulares, ao menos de coletividade comum… Mas é impossível não externar o sentimento aflorado no momento, adotando uma postura individual, que de tão agudo pede uma postura emotiva particular.

QUÃO DECEPCIONATE E TRÁGICA A NOTA DA CNBB NE 2 QUE SERÁ LIDA NO PRÓXIMO DOMINGO NAS MISSAS CATÓLICAS

Que lamentável o retrocesso que mergulha a igreja em promover juízo final e superior a situações que apenas lhe cabem opinião, que se exige alguma reverência. Não é apenas um aspecto doutrinário teológico em questão, refere-se a todo um amadurecimento temporal humano que, não mais como no período da pregação do Cristo não usa lâmpada de azeite de oliva na noite. Ou qualquer das centenas de tecnologias disponíveis no contemporâneo. Que estar-se lidando com uma situação especialíssima de amparo na medicina e no jurídico. O caso motivador de embates vários é mais comum que se imagina no Brasil: estupro seguido de gravidezes de meninas pré adolescentes, adolescentes e até crianças – como a garota capixaba.

Gera um sofrimento ler uma nota eclesiástica que arvora-se em modos clínicos médicos e, nega o modo firmado pela medicina. Beira ao charlatanismo comum, infelizmente tão presente no nosso meio, que dá o “caminho da cura” a despeito de pareceres médicos mundiais!

Citar a constituição reclamando abrigo de opinião é sensato. Questionar a constituição federal por sua prerrogativa de direito e proteção à vida pondo o feto como razão maior de atenção é inominável.
Repita-se: laudos médicos apontaram a incapacidade de uma criança de menos de 40 kg manter a gravidez!! Risco de vida claro com provável óbito!

E sem cessar a postura de pretença medicina diz de possibilidades de manutenção de ambas as vidas ao que deveria ser esse o decidido!!

Quão profundamente lamentável tal postura, inteiramente desnecessária! Que, de se emitir doutrina qualquer não carece confrontar o firmado pela ciência e pelo Estado.

A fé ultrapassando seus limites. É o que percebemos. Muito tristemente onde se diz ser uma mulher de suas referências maiores. Maria. E, talvez seja bem isso esse termo posto como orientação à igreja: de quem não ovula dizer, definir, explicar como tudo funciona no corpo feminino e o que é melhor a fazer.

Há limites pra tudo!
E esse fato extrapolou os meus e muito!!
Às queridas irmãs e padres, leigas e leigos atuantes, minhas despedidas da convivência convosco. Sempre fui bem acolhido por todos os padres que interagi como cidadão e repórter aqui na cidade onde resido em Pernambuco (Limoeiro). Grandes amizades tenho por toda a vida construídas e mantidas no seio da Igreja. Missas esporádicas que assisto, interações comuns são-me oportunidade de externar meu respeito à religião e usufruir de clara expiritualidade presente, especialmente na face sofrida do povo esperançada por tempos vindouros justos e melhores. Aqui, em todo Nordeste, todo grande culto católico finda com uma alegria renovada sincera. O clérigo sabe bem ascender essa chama pertinente.

Aqui encerro meu interagir espiritual(an passan há anos)e profissional (repórter e cineasta) com a Igreja Católica. A responsabilidade de lidar com um vírus mortal não deixa margem à dúvidas! Cabe ao Estado, amparado na medicina a condução de enfrentamento maior à pandemia… Negar estas instâncias nesse momento é fragiliza-las severamente, pô-las em risco de incredulidade ante ao público.
“Eu vim para que todos tenham vida e todos tenham vida plenamente”.

Ponho-me rupto a toda estrutura cleriga do Nordeste ao menos. A desejar o bom discernimento do Espírito Santo em guiar a retomada do bom senso e da razão contemporânea à Igreja do NE.

Walter Eudes
(Comunicador )
Batizado em Cátedral Pernambucana em 1971
Primeira Eucaristia em Limoeiro-PE 1984
Em recusa crismática.

#criançanãoémãe

Limoeiro do Capibaribe, 21 de agosto de 2020

 

FICOU NO CAMINHO

Importante força a menos às lutas no Brasil transformadoras de um coditiano cruel e egoísta referendado/produzido por um sistema de índole mesma. Quantas não são as vozes que, de seus pupitos e catequeses clamam o Evangelho praticado em radicalidade. Vence “um Cristo” rancoroso, toma o lado de punir a/ao pecador/a sem indulgência salutar a atos pertinentes oitrossim discordados do consolidado na história da Igreja. Ainda sobre a polêmica (desnecessária) do aborto de uma criança de 10 anos…
Ao (tentar) cunhar uma bizarrice – “CRIANÇA-MÃE” – e se arvorar em conduta clínica médica (pasme-se!) questionando parecer da própria medicina e, pondo-se em recusa ao reconhecimento do legislado numa nação de Direito, a Igreja ficou no caminho…
Preferiu atribuir-se um Índex novo a manifestar-se em ceder publicamente (justa?) indulgência ao médico e equipe que promoveu o aborto no Recife-PE Brasil.
Neste novo ÍNDEX, a Igreja está proibida de citar a palavra “Hediondo” como fez um dos dirigentes da CNBB referindo-se à profilaxia médica que salvou a vida da criança. Que, de termo jurídico e de norma legal vigente o use quem respeita o legislado em aplicação.

Atravéz dos Bispos do Nordeste (+ de 140!) perdemos o apoio da Igreja, de Bergolio às lutas benfasejas críticas no Brasil que, sem dúvida o Evangelho contém muitos indicativos no mínimo inspiradores.

E a igreja me perde. 1, nada mais que 1 cidadão que aliava-se a este escopo militante de Evangelho praticado em verdade, de um Dom Helder, um Casaldaliga, um Francisco de Assis… – não é perda suigeneris ao certo. Nem haverá cruzada pessoal de embates algum. Apenas ponho-me em reflexão necessária à questão a não ser confundido com algum hipócrita que reverência um clérigo às vistas a fazer-lhe injúrias as ocultas.
Claramente: repudio os Bispos do Nordeste brasileiro que alardam o pecado à luz medievia como razão maior de suas intervenções quando, também desta referência histórica poderiam evocar a indulgência (como fez Papa Francisco em 2016 as mulheres que praticaram aborto)

“Vinde a mim as criancinhas, porquê será delas o reino dos céus”. Espiritualmente não há o que se preocupar… Tudo muito bem posto e esclarecido de qual posição deve tomar o cristão, a cristã de fato.

Grande falta nos fará essa igreja de verdade, que faz o evangelho seu dia a dia e não um mero espetáculo dominical de expiação a repetidas e incessantes faltas.
Força a quem fica!
Adeus.

Walter Eudes
Brasileiro de Pernambuco
(Sem religião)

Limoeiro do Capibaribe, 24 de agosto de 2020

 

“NOTA PÚBLICA
Nós, membros da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife, imbuídos da nossa responsabilidade de denunciar injustiças e promover a paz, queremos deixar público nossa indignação cidadã com a violenta manifestação ocorrida no domingo 16/08, em torno de uma criança de 10 anos, vítima de continuada violência sexual dos 6 aos 10 anos, que resultou em gravidez.
Violentada novamente pela criminosa exposição e divulgação de sua identidade,a menina foi mais uma vez violentada por agressões verbais de um fundamentalismo simbólico estrutural, de grupos exaltados e absolutamente primários, violentos, sem compaixão e misericórdia humana e cristã, que tentavam impedir sua entrada e a da equipe médica no CISAM.
Considerando este momento, ainda com graves repercussões em vários setores da sociedade e das Igrejas, queremos manifestar nossa solidariedade com o sofrimento dessa família e de todas as crianças vítimas de diversas formas e níveis de violência. As informações e os dados sobre a problemática que nos envolve e nos desafia, como pessoas humanas nesta sociedade injusta, em parte podem ser conferidas no 13o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em setembro do ano passado, que mostra o registro recorde da violência sexual.
Foram 66 mil vítimas de estupro no Brasil em 2018, onde a maioria das vítimas (53,8%) foram meninas de até 13 anos.
Qual o compromisso que nós cristãos temos assumido no combate a esse tipo de crime? Será que o nosso papel é o de acusadores, agredindo a criança com a maldade histórica dos moralistas de plantão? Ou nosso papel é o da compaixão e da misericórdia? Uma criança!
“Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim”, (Lucas, 9:46 ).
A violência do estupro, responsável pela violência do aborto, não pode recair sobre a criança vítima. Uma sociedade como a nossa,
onde quatro meninas até os 13 anos são estupradas a cada hora, está gravemente doente. É urgente reconhecermos a gravidade e a extensão dessa doença que se espalha como um vírus letal por toda a sociedade, para agirmos efetivamente para exterminá-la.
Quais as leis de proteção da infância já propostas pelos parlamentares que estavam liderando o grupo enfurecido? Um deles, registre-se, é famoso por tentar impedir a educação sexual nas escolas, afirmando que ela é responsabilidade da família. No entanto as estatísticas mostram que 70 % dos estupros de crianças acontecem no seio da família. As pessoas que lá estavam causando um profundo constrangimento às outras pacientes e aos profissionais de saúde, tinham ou têm algum discernimento sobre a realidade sócio antropológica e econômica das meninas e mulheres envolvidas nessa violência?
O compromisso para a construção de uma sociedade mais justa e de uma fé libertadora, nos chama a uma união com todos e todas que foram e são engajados em intenções e ações amorosas e corajosas em direção a uma terra sem males.
Comissão de Justiça e Paz – Arquidiocese de Olinda e Recife”

27-08-2020

 

A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife é entidade capaz de propor uma abordagem contemporânea do clérigo e fiéis católicos para com os terríveis casos de aborto. Sim! Terríveis abortos! – nenhuma mulher sã o faz em sentido de exaltação; é procedimento médico extremo e cauteloso. Que seja debatido, formulado e sugerido à clérigos católicos, especialmente Bispos, a opção de posicionarem-se contra o aborto, porém entendendo do posicionamento da medicina e da justiça em que , oltrossim pese-lhes dogmáticamente o repúdio da prática em pauta, que seja concedida plena indulgência a médicos e enfermeiros, maqueiros, bem como juízes, promotores, também familires envoltos na submissão médica-legal ao aborto por mulher ou por criança nos casos firmados em Lei brasileira, como desprovidos de ato delituoso, casos quele pela medicina contemporânea como necessários à preservação da vida da gestante.

Walter Eudes
Comunicador Brasileiro
Nascido em Pernambuco em 1971

 

 

 

 

 

 

03/08/2020

O COMODISMO INOPORTUNO DA E NA BRASILIDADE

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 01:31

Há uma tendência hegemônica dos indivíduos brasileiros ao perpetuar a dita brasilidade nos moldes e modos como foi forjada e sedimentada – “time que se ganha, não mexe”. Que, ao visto pelo mundo (por outras nações e culturas), comparada a vivências diversas, vê-se adequada e adaptada o modo de vida (novo) nos trópicos, a chamada civilização brasileira. Pairou-se no século XX, mais na sua segunda metade um orgulho do resultado deste encontro de três bases continentais (negro, índio, branco) e, junto ao que foi construído de entendimento do ” ser brasileiro “, por sua aceitação e reconhecimento no mundo, surge a tática do comodismo – de manter essas estruturas. É tese forte, modo impactante, para toda a humanidade!: um Pelé fazendo piruetas belíssimas com a bola futebolística em stadios europeus há pouco mais de 10(dez) anos do arianismo ter sido orientação de Estado em algumas nações da mesma Europa. Romper a falácia perversa de (pretensa) superioridade branca, num esporte de regras do próprio continente europeu. Uma Carmem Miranda e suas versatilidades musicais e de dança. O samba, pra de vez mostrar ao mundo originalidade brasileira, firmar um recomeço de identidade cultural, com viés salutar e assim pôr-se ao conceito de independente povo, apto em sua autogestão. É definitivamente o fim do ciclo colonizante nestas terras… Some-se outras genialidades interacionais, como Dumont, de também indiscutível aclamação internacional e não resta dúvidas: há um povo próprio no lugar chamado Brasil. E que o mundo passa a interagir em intercâmbios bem mais que em pura exploração – como o foi em seus primeiros 350 anos.

 

Desse país, desse povo, que percebe-se inteiro em estruturas, compreensível sua estratégia de conservar seus moldes básicos, sabendo-se que a outra forma experimentada de vivência é o puro colonialismo… Neste, não há o “mulato bacharel”, não existiu um José de Alencar ou Luiz Gama . É sempre escravo o preto brasileiro – sem escola, sem posses, sem autonomia. É no outro Brasil não o da chamada brasilidade, a cultura indígena algo meramente exótico quando não repugnante e maculador da ” altivez” do branco colonizador. É o país Brasil sempre obediente às nações colonizadoras e exploradoras sem questionar nem (im)pôr-se como soberana. Um idioma que seria somente “um português falado errado”. São dezenas e dezenas de traços característicos que  , excetuando-se a conceitualização (e forjamento) da brasilidade,  estariam hegemônicos em detrimento desta estrutura bem mais equilibrada e  diversa nos trópicos.

 

Ora, é passado esta mudança de era! Do Brasil colonizado e mero campo extrativista ou nação própria, com identidade, povo, soberania, por conseguinte capaz de autogestão. Digo que, já é vencida (e há muitas décadas) o Brasil como nação original e moderna… Assim sendo, porquê o protelar da crítica e revisão deste (oxalá!!) vitorioso modo de sermos? a brasilidade…? Porque cabe sim muitas críticas revisões ao que está posto, visto haver grande número de brasileiros e várias diversidades de brasileiros que, sob a ” batuta” da brasilidade ainda não se firmaram enquanto pátrios… – Também uma expansão horizontal é cabível me parece. Diversificar as potencialidades da “alquimia histórico-antropologica” da miscigenação negra-india-branca.

 

Assim, que é oportuno o fim do receio de retrocesso  ao Brasil colonizado e partir para um futuro mais justo e consciente desse espectro civilizatório decisivo para a era contemporânea da humanidade: a brasilidade.

Façamos crítica aguda a nós mesmos!

Sejamos autocríticos.

Por uma nova fase brasileira, mais justa, equânime, mais consciente, mais salutar: analisemos de modo sincero e crítico a brasilidade.

 

Walter Eudes

Comunicador Social

Limoeiro do Capibaribe

02/AGO/2020

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25/07/2020

MERCADO DE BUZIOS (uma quase sinopse à curta metragem)

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 16:04

DINHEIRO – tentativa de simbolizar tempo de trabalho, energia de trabalho (potencial natural ou tecnologizado) de itens de usufruto humano, serviços e bens.
DINHEIRO – estratégia de domínio da produção econômica por um padrão único, monopolizado por quem o inventou, ou por quem o controla em circulação, por regras específicas. O ente social controlador é o Estado (ou deveria ser, que setores do Mercado tem dominado esse poder).

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Vi um texto jornalístico de história certa vez, sobre o búzio como moeda em mercados africanos antigamente (ano 1000 talvez). Me vi nesse fantástico comércio! Talvez uma tabela de cotação de entrada, a dizer “quantos búzios” (sim! A conchinha de nossas pulseiras hipes, do jogo espiritual

 

do Ifá Yorubá), valem cada ítem. Com as variações da natureza, da política , da cultura a tabela oscila de feira a feira. Se há seca, é mais búzios para os grãos e viveres. Se é festa, talvez menos búzios para tecidos (há abundância de ofertas).Uma refeição na feira, com alguma bebida natural, outros tantos búzios. E assim , a pessoa, a família levava o que produz pro grande espaço coletivo e traria para casa o que não produz, ofertado por outros… “Quanto tempo de produção de uma peça de tecido?”, a partir do algodão ensacado, digamos. Fazer os fios, tece-los, tingi-los. “Quantas pessoas envolvidas nesse processo?”. “Quanto de recursos naturais?” , água, tintas, etc. Por sua vez, o algodão cru: “Quanto tempo de plantio, colheita, transporte…?”, “Quantas pessoas…?”, etc. Esses cálculos não seriam fáceis a requerer uma equipe pensante gabaritada – matemáticos, contabilistas, escribas, astrônomos.

Um diversionismo: algum artista circense em malabares numa das ruas do amplo mercado, a ganhar 1 búzio ao menos por seu entretenimento aos negociantes.

Um espelho. Uma garrafa. Lâmpadas. Pulseiras. Ferramentas de corte. Panelas, copos.

Um adivinho pondo cartas ou com bola de cristal – outro búzio.

Uma tenda de ervas naturais com curas comprovadas.

Livros

Assim um imaginável mercado de buzios. Sustentado num princípio caro ao bom comércio: honestidade. “Moedas” sem cunha oficial de imperador, Cesar, faraó, nada! Somente búzios.

Um Banco de entrada
Isso mesmo! Um Banco.
Administrado coletivamente, com o compromisso de unicamente viabilizar os negócios… Assim, levo 4 (quatro) carneiros ao Banco, que me compra 1 por “X” búzios. Sei quanto vale cada um dos três carneiros, o preço máximo que posso pedir por cada um. Todos sabem disso – é só olhar na entrada, na cotação. E se estiverem distante os negociantes da venda compra, para tirar a dúvida, chama-se um mensageiro ao preço de 1 búzio seu trabalho de ir e vir correndo da tabela de cotação trazer a informação precisa.

Vendo 1 carneiro, acúmulo mais búzios. Já garanti : lentilha, feijão, arroz, café. Preciso de tecidos e um bom livro. Tenho que vender outro carneiro. Já seria fim de mercado, me restou uma oferta por um preço menor a dois carneiros. Posso voltar com eles por 10 km de chão e tentar mês que vem vende-los a um preço melhor. Mas me basta, e sobra, para o tecido e o livro. Negócio feito!

E desse modo, podemos memorar um escarcéu de gente nos grandes mercados ou menos gente nos pequenos, mas sempre esforços de bem estar geral.

Devo deixar na saída ou entrada a manutenção do espaço, “X” búzios ou quanto puder – limpeza, registros de cotação, estudiosos, astrônomos e matemáticos. São os impostos.

E tem o princípio da honestidade na saída também. Vou buscar meu carneiro deixado inicialmente e devolver os búzios que recebi. Ao chegar lá:
– O seu é o quê?
– Um carneiro. Tem uma mancha no olho esquerdo e outra igual na pata dianteira direita.
Após 15 minutos observando atentamente uma dúzia de carneiros o funcionário volta com a boa notícia: “foi vendido”. “Que sorte!” – pensei. Então posso adentrar à grande loja e escolher o valor em Búzios equivalente. Escolhi uma luneta potente. Dizem que até a Lua ela vê.

FIM

 

19/06/2020

CASTRO AQUI

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 09:23

Em meu auxílio, esta semana, num dia de desolação desta quarentena (necessária!), veio-me Castro Alves e através da Ediouro (Rio: 1997, 92p) refiz-me à luta.

Aí vai meu obrigado ao poeta e à editora. — em Ediouro

 

NAQUELA RUA

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 09:18

PUDE VER NAQUELA RUA, EM QUE OUTRORA GENTES SE ESBARRAVAM, ALGUM TIPO HISPANICO PERAMBULANDO A ESMO / ERA, TALVEZ, UM QUIXOTE EM REVOLTA, PONDO-SE ARREDIO ÀS NORMAS (IM)POSTAS DE SER-SE PARTIFICE DE UMA PATIFARIA A QUE CHAMAM “CIVILIZAÇÃO” / TALVEZ CANSADO DE ALERTAR ÀS GENTES DE SEU VIVER, QUE PULSA UM RIO LOGO ALI, CLAMANDO SOCORRO! QUE PÁSSAROS VÃO EM VOO DESESPERADO SEMEANDO ÁRVORES QUE NÃO BROTAM NUNCA! CANSOU A TRISTE FIGURA DE SEU PRESENTE INSANO, FOI-SE AO TEMPO DE QUE HAVIA SIM! DRAGÕES EM AÇÃO, DEVORANDO INCRÉDULOS, A CARECER-SE DE ALGUM HERÓI QUE A TODOS SALVASSE… / E LÁ VAI O DISSIDENTE DA RAZÃO, FELIZ E SEM CULPA, DE PERDURAR A INSANIDADE COTIDIANA QUE ELE NÃO VIU NASCER. / FOI NAQUELA RUA, ONDE PEDRAS POSTAS POR COSTAS CICATRIZADAS DE CHICOTE, COM SUOR JORRANDO, HÁ BASTANTE TEMPO… RUA DE LUGAR QUE SABE-SE, DALI PODE SE VER O MUNDO. MAS O REVOLTO HERÓI, NEGA-SE A ABOLIR SUAS QUIMERAS DRACÔNICAS. / DEMO-NOS À REVERENCIA E PROFUNDO RESPEITO À CORAGEM DO ABANDONO DO AGORA, VOLTANDO-SE AO QUE NÃO MAIS HÁ. / TALVEZ ME SURJA À FRENTE UM DRAGÃO!! EU SEI ONDE ENCONTRAR QUEM O COMBATA!
VIVA A CULTURA!!

Walter Eudes
20 de maio às 20:13 ·

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 09:17
"CONFISSÕES DE UM COMBATENTE
(evocação memorial)

*um miniconto de Walter Eudes

Por missão determinada, de achar liberdade a um povo massacrado, fomos avançando sem saber se maior o medo do inimigo ou a precisão de vencer.
Não foram todos nós que vencemos. Mas eles todos perderam.
Deixar um companheiro em solo estrangeiro como um pedaço de nós pra semear o futuro é como morressemos um pouco também. 
Mas já não há razão de fugir, voltar ou entregar-se. Se é um povo que de nós espera ser-se livre, ao menos devemos manter suas esperanças.
E nesse motivo, vencemos.
Não importa se um dia de covarde chamem-nos por termos entrado em combate sangrento para achar a luz da razão de novo. Antes ser esse covarde que a vida do cruel inimigo ceifa,  que um povo inteiro aniquilado por meu egoísmo e comodismo em ceder à tirania sem reagir.
Mas já são muitos tempos passados... Somente memórias de um talvez heroísmo. Aqui num canto de resguardo, se arrastando num corpo frágil, chega-me lembranças da inspiração diária pra vencer fascista em guerra: sabia que meu amor maior, Lurdinha, não ia me abandonar.
E assim foi como lembro agora há mais de 50 anos, antigamente.
Nada mais existe do que foi. Acabou. E hoje só belas flores brotam nos campos onde um pedaço de nós ficou.

VIVA O BRASIL!!"
CONFISSÕES DE UM COMBATENTE
(evocação memorial)

*um miniconto de Walter Eudes

Por missão determinada, de achar liberdade a um povo massacrado, fomos avançando sem saber se maior o medo do inimigo ou a precisão de vencer.
Não foram todos nós que vencemos. Mas eles todos perderam.
Deixar um companheiro em solo estrangeiro como um pedaço de nós pra semear o futuro é como morressemos um pouco também.
Mas já não há razão de fugir, voltar ou entregar-se. Se é um povo que de nós espera ser-se livre, ao menos devemos manter suas esperanças.
E nesse motivo, vencemos.
Não importa se um dia de covarde chamem-nos por termos entrado em combate sangrento para achar a luz da razão de novo. Antes ser esse covarde que a vida do cruel inimigo ceifa, que um povo inteiro aniquilado por meu egoísmo e comodismo em ceder à tirania sem reagir.
Mas já são muitos tempos passados… Somente memórias de um talvez heroísmo. Aqui num canto de resguardo, se arrastando num corpo frágil, chega-me lembranças da inspiração diária pra vencer fascista em guerra: sabia que meu amor maior, Lurdinha, não ia me abandonar.
E assim foi como lembro agora há mais de 50 anos, antigamente.
Nada mais existe do que foi. Acabou. E hoje só belas flores brotam nos campos onde um pedaço de nós ficou.

VIVA O BRASIL!!

01/JUN/2020

EU JÁ HAVIA ESQUECIDO…

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 09:14
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MINHA ALMA BRASILEIRA, TÃO CHEIA DO RISO DO FREVO, DO ACONCHEGO DO FORRÓ, DO GOSTO DA CAJUÍNA, DA FEIJOADA E DA CACHAÇA, JÁ TINHA SE ESQUECIDO DESSA FRÁGIL CONDIÇÃO HUMANA, DE PELEJA INTENSA NA NATUREZA NEM SEMPRE ACALANTADORA… EU ESQUECI!! QUE HÁ TEMPOS DE CLAMOR À VIDA PROSSEGUIR! ONDE UM ABRAÇO É SAUDADE, ONDE SE FAZ-SE RECLUSO ÀS PESTES MUNDANAS. ESQUECI QUE MEU PAPANGU, A CAIPORA, KATIRINAS, MATEUS, ARLEQUINS E OUTROS MASCARADOS LÁ VÃO AVISANDO QUE, MESMO COM A PESTE, A VIDA LHES BOTANDO MEDO, SEGUEM EM FOLIA ÀS RUAS DE UM LUGAR…

SE OS SALÕES, DIZEM-SE REFÚGIO DAS ARMAS INIMIGAS A ATACAR, DOS RAIOS E CHUVAS A CASTIGAR, É NAS RUAS E PÁTIOS QUE PASSOS E VOZES DE VIDA CELEBRAM CADA NOVA ESTAÇÃO.

“PAREM OS FESTEJOS!” – ORDENOU A PESTE, NA VOZ DE ALGUM BEATO AGURENTO, RECLAMANDO CONVERSÃO A TEREM OS HEREGES QUE PELA MOLÉSTIA SEREM IMOLADOS. “PAREM! OU IRÃO AO INFERNO!”. E PAROU-SE TUDO.

ECOADO O AGOURO DO BEATO, NÃO VAI TER CARNAVAL EM PERNAMBUCO. MESMO QUE PAPANGUS E CAIPORAS, COM SUAS MÁSCARAS ROBUSTAS E SEGURAS TENHAM ESPERADO MAIS DE 500 ANOS PRA SE VINGAR DO BEATO QUE UM DIA LHES PROIBIU A FOLIA POR UM MEDO DO QUE NÃO VINHA DE DENTRO E SIM DE FORA.
ALI, NAS RUAS POUCO ILUMINADAS, RUFANDO UM TAMBOR E SALTITANDO DE VIDA, OS FELIZES FOLIÕES , POR TEMOR DO INFERNO, CONVERTERAM-SE A FÉ DO BEATO, FORAM BATIZADOS NA CATEDRAL E MORRERAM DE ASSISTIR MISSA COM MICRÓBIO.

É CARNAVAL! MAS SEM FOLIA. LUTO AOS QUE FORAM TAPIADOS PELO BEATO ROGADOR.

Walter Eudes 2020/2021
(de KATIRINA, vestido amarelo. Pernambuco, 198?)

16/05/2020

CULTURA NORDESTINA

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 05:22

Captura de Tela (113)

http://www.impresso.diariodepernambuco.com.br/noticia/cadernos/opiniao/2015/06/cultura-nordestina-forca-na-adversidade.html?fbclid=IwAR2h31pJwu55R9i9DnSA2uT05KP-Jke4tord9OuDsJph9lNoOx0oOCj8gvk

14/05/2020

UM DESESPERADO CONCLUIR…

Filed under: Arquivo Geral — waltereudes @ 07:36

Fugiram da morte esses dois aí, em vão porém; seus inimigos não cessaram a caçada a eles. Mais ou menos no mesmo tempo morreram. O brasileiro, de métodos severos e “na mesma moeda” deixou rastro de sangue por onde passou. De pequeno viu o pai ser morto em emboscada. Querelas várias, interesses mesquinhos, maldades aceitas, sem um estado a dar amparo de atenção e promover justiça na população, Virgulino Ferreira resolveu entrar no cangaço (ou sobreviver no cangaço). Não se desarmava um minuto. Temido por sua audácia, coragem e determinação em exterminar inimigos, era por isso respeitado. Só sua fama lhe poupou a vida muitas vezes, levando a disistencia de seus inimigos em atentarem contra ele – sabiam que a chance de Lampião e seu bando em resistir e vencer a guerra com quem lhe acoitava era maior. Quando da guerra nos interiores nordestinos, na europa também havia dessas barbaridades. E é o contemporâneo de Virgulino, Walter Beijamim quem tomba fugindo dos inimigos. Sabe-se do alemão que não teve postura de combate em armas. Pô-se em reflexão teórica do absurdo que vivia no seu tempo de idéias genocidas chegarem ao poder com apoio de muita gente comum da população. Walter simplesmente pensava. E isso custou-lhe a vida. Porém, não lhe alcançaram seus inimigos (os nazistas) a fim de lhe levarem a um campo de concentração em humilhação e desprezo para depois de algum tempo o matarem com gazes tóxicos – suicidou-se horas antes do cerco final a ele. Bejamim já estava em fuga da ascenção nazista, assim como muitos. Alguns conseguiram outros não preservar a vida e continuarem contribuindo com seus pensamentos a expansão salutar do caráter humano. Ambos morreram em combate, em um mesmo período , o alemão e o brasileiro – Beijamim e Virgulino. Em ambos a justiça falhou enormemente… Seja a preservar a integridade do alemão, seja para providenciar reparo aos traumas de Lampião com punição aos algozes de sua família, seja para deter o mesmo Lampião em seu primeiro crime, punindo-o por justo inquérito.
Hoje, mais de 80 anos passados desse período, a Alemanha repudia o nazismo. O Brasil, ainda não evoluiu no enfrentamento do banditismo e continuam milhares de assassinatos anuais por querelas, mesquinhez, maldades sem o devido olhar próprio do Estado em seus departamentos de justiça. É em ampla maioria as mortes de assassinatos no Brasil da população pobre, que em regra é largada do Estado, esse dominado por uma persistente e egoísta elite econômica (vide Darcy Ribeiro), elite esta que empresta seus quadros aos departamentos judiciais, bem como consorcia-se com uma classe média que busca manter seus privilégios atendendo aos interesses da elite.
Pouco mudou de Lampião pra cá no Brasil, salvo ter aumentado a população, por conseguinte o números de conflitos sociais.

Hoje, no início do século XXI a humanidade é chamada a repensar seus objetivos e métodos com uma urgência obrigatória… Há a sugestão de interpretar-se essa luta contra o covid19 como um novo marco humano… Assim como foram outros ao longo da história, sejam marcos trágicos ou benéficos. Mas, infelizmente, antigas forças egoístas, perversas estão pulsando forte no mundo e já fazem influencia no que seria a atenção maior de todos: preservar vidas!!. Já vemos pressões de conglomerados econômicos que simplesmente estão viciados em dinheiro, nada mais que isso. Interpretam economia como dinheiro acumulado por poucos e não como um modo de promover as trocas de bens e serviços de uma população…
Sem sabermos o que se desdobrará nos próximos dias no mundo, vendo antecipação de aberturas comerciais ocorrendo, somando-se milhares de mortos no mundo pelo covid19, sabendo nós, que há capital monetário acumulado por poucas pessoas no mundo capaz de suprir as relações econômicas por meses num modo de produção-consumo somente de itens prioritários e, sabendo que estes capitalistas não dispõe suas fortunas pra nada, querem sim mais acumular, o que fazer? Se não clamar de algum modo a força maior que nos venha em socorro a nos fortalecer e preservar mais vidas!?

Assim, que em horas em que se encerram suas forças de luta e vc está a mercê do poder alheio, lide com uma razão impossível de se suprimir a todos: somos perene… E nossas vidas é uma breve passagem nesse lindo e também cruel planeta, junto a esta bela e também covarde raça humana.

Não sei você, mas eu rezo.
E nas tradições que me foram (im) postas hoje é dia de Nossa Senhora de Fátima.
Assim sendo, Rogai por Nós…

AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇAS
O SENHOR É CONVOSCO…

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