Pode tardar, mas não vai falhar, a quaisquer pessoa, que disponha a buscar entendimentos de tantas querelas contemporâneas em perceber que antiga crise assola a humanidade: a da MODERNIDADE.
A uns, por uma sorte, vantagem de oportunidade ou esforço desmedido, percebe logo, na juventude ainda, que está tudo “revirado ‘ nos padrões, modos e indicativos da modernidade… Percebe o indivíduo que por mais que se esforce em consorciar seus objetivos, seus empenhos e esforços, anseios e energia a algo, fatalmente irá se deparar com uma enxurrada de problemas (ainda insolúveis) a lhe trazer infortúnios vários, bem como infortúnios a coletivos. Outrossim, diga-se, possa haver muitas bonanças, êxitos…
Esta é a era da incrível penicilina, mas também da horrenda bomba atômica. Ao tempo de tecnologias mecânicas e agroindustriais para produção de mais e mais alimentos, fomes a milhões de seres humanos há. Do benefício dos transportes aéreos às agressões ao meio ambiente. Hiper industrialização com hospitais lotados por insuficiência respiratória proveniente das fumaças industriais.
Políticos tiranos e também humanistas.
Guerras e mais guerras.
Acúmulo financeiro exarcebado a poucos.
Um verdadeiro caos, verdadeira tragédias cibilizatorias.
Disso, obviamente, concluí qualquer pessoa de bom senso: ASSIM NÃO DÁ! E pois, passa-se a buscar novas formas de interações humanas e sociais que possam superar ou minimizar este caos total. Aí é que reside a inteligência do contemporâneo… Em não se deixar levar pelas “seduções do stabelishement ‘ e criar ou se somar a formas novas de interações, de labor que possam dar vazão as demandas individuais e sociais, assegurando extrema dignidade aos indivíduos. Isto é dificílimo!! É um esforço colossal e uma busca constante, onde alcançar um bom termo até não seja impossível, todavia manter o bom andamento ou repetir com constância é raríssimo e dificilimo. Ora porquê? Porquê se usa desta mesma modernidade em crise aguda , de seus componentes estruturais para compor algo novo, conduzir coisas consolidadas, dar continuidade a êxitos… Praticamente, inevitavelmente ruirá em dados momento aquela forma, inciativa, empenho exitoso.
É em tudo que se possa imaginar!. Na alimentação, na arte, na educação, saúde, leis, política, religião, comunicações, meio ambiente, no psíquico individual, na urbes, no campo, etc, etc, etc
Daí, uma estratégia salutar e inteligente, parece ser o preservar de alguns aspectos que estariam ainda imunes à grande crise da modernidade – que é de genesis, diga -se… Se o indivíduo conseguir ter referências , mesmo que poucas, firmes, coerentes, idôneas, lógicas, por certo terá uma força a lhe manter atuante no emaranhado crítico em que vivemos – se para “o novo”, se para o “revisionismo”, se para a “crítica aguda”; nunca à continuidade replicante, visto já mostrado um fracasso os modos até aqui postos como “exemplares”.
A questão é qual, quais são tais “pontos de certezas”, de apoio.
Quase tudo está abalado, sabiamente questionado e em constante mudança…
O QUE SERÁ? ONDE ESTARÁ?
Walter Eudes
Pernambuco
25/01/25




